Jogos do Ano 2019 – As Escolhas do Alexandre Barbosa

Eis que chega aquela altura do ano em que colocamos tudo em perspectiva. Em 2019 o jogo que mais joguei foi o que menos gostei, o Falta de Tempo Simulator 2019. Nunca ouviram falar dele? Sorte a vossa. Posso dizer que não gostei nem achei grande piada mas fui obrigado a jogar até ao fim no entanto, nos intervalos, lá consegui jogar  outras coisas muito mais interessantes e no final de contas estes foram, para mim, os 10 melhores jogos de 2019.

 

10- Ring Fit Adventure (Nintendo Switch)

O melhor videojogo de exercício físico já feito. O mais impressionante em Ring Fit Adventure é que não só nos faz querer continuar a jogar como consegue adaptar-se de forma quase perfeita à dificuldade que pretendemos. Apesar de não ser completamente fiável, existem sempre pontos de referência visíveis para os exercícios que estamos a executar. É um excelente jogo para queimar algumas calorias e fazer desaparecer as filhós desta época festiva.

 

9- Pokémon Sword/Shield (Nintendo Switch)

Para o melhor e para o pior, trata-se de Pokémon. Certamente não é o jogo que esperava, está claramente a mostrar sinais de teimosia e ainda assim continua a ser extremamente divertido. Gostava de poder dizer maravilhas sobre Pokémon Sword e Shield, gostava de poder dizer que estava em primeiro lugar desta lista e até foi dos jogos onde passei mais tempo este ano, não posso negar que gostei do jogo mas este é um daqueles casos em que esperava muito, muito, muito mais.

 

8- Astral Chain (Nintendo Switch)

Quando vi o jogo pela primeira vez fiquei apreensivo com as secções de detective e ver as cenas de acção não me fez mudar de ideias até que fui eu a tomar o controlo da situação. Penso que este é um daqueles casos em que é preciso jogar para realmente perceber o que faz de Astral Chain um jogo tão bom. Aliás como disse na minha análise, não só é um óptimo jogo de acção como a história faz lembrar uma temporada inteira de anime, eu cá espero pela sequela.

 

7- Borderlands 3 (PC, PS4 XBOX ONE)

Armas, loot e inimigos aos montes. A fórmula não está longe dos seus antecessores e a história até fica uns furos abaixo do esperado mas a verdade é que tudo isso não compromete a diversão que Borderlands 3 proporciona. Borderlands 3 é, uma vez mais, incrível no que diz respeito ao conteúdo e referências.

 

6- Devil May Cry V (PC, PS4, XBOX ONE)

“Olha, gostei.” Foi aquilo que pensei quando terminei Devil May Cry V. Tendo em conta que não sou grande fã dos anteriores acabei por ficar surpreendido. Se calhar está na hora de voltar a visitar os 4 jogos anteriores e ver se a minha opinião muda. Um grande jogo de acção com uma das bandas sonoras que mais gostei este ano.

 

5- Mortal Kombat 11 (Nintendo Switch, PC, PS4, XBOX ONE)

Foi com Mortal Kombat 11 que regressei à série depois de ter quase ignorado Mortal Kombat X. Tem uma boa história, tem mecânicas de combate que tornam o jogo bastante viciante e a personalização das várias personagens faz com que realmente cada uma delas possa ser nossa. De todos os jogos de luta dos últimos anos este é aquele a que regresso mais vezes.

 

4- Star Wars: Jedi Fallen Order (PC, PS4 XBOX ONE)

Enquanto jogador há certos jogos sobre os quais quero saber tudo à medida que os anúncios vão surgindo, em outros casos prefiro distanciar-me completamente e acabo por fazer aquela jogada à anos 80 e 90 onde compramos um jogo quase pela capa. Por vezes compensa, outras vezes arrependo-me mas Star Wars: Jedi Fallen Order foi uma boa surpresa.

O que eu sabia sobre o jogo é que era um jogo apenas Single Player de acção, qual não foi a minha surpresa quando aquilo que tinha nas mãos era mais parecido com um jogo Souls e que realmente me iria sentir na pele de um Jedi numa aventura onde não podemos abandonar a esperança.

 

3- Sekiro: Shadows Die Twice (PC, PS4, XBOX ONE)

Morrer, falecer, esticar o pernil e bater as botas são apenas algumas das características de Sekiro. Foi bastante desafiante e gostei imenso da aventura. Sekiro: Shadows Die Twice consegue absorver-nos para o seu mundo com bastante facilidade e distancia-se da série Souls com bastante facilidade. As mecânicas de jogo acabam por se entranhar e é sempre um alívio quando derrotamos um dos vários Boss que nos bloqueia o progresso. Sem sombra de dúvidas um dos grandes jogos deste ano.

 

2- A Plague Tale: Innocence (PC, PS4, XBOX ONE)

Este foi o primeiro jogo que analisei este ano em que consegui sentir sem sombra de dúvidas que estava perante um dos grandes jogos do ano e que muito provavelmente este iria estar neste TOP 10. A narrativa é excelente e a atmosfera envolve-nos de tal maneira que se torna impossível não ficar espantado.

Esta é daquelas aventuras mais do que recomendadas e se ainda não jogaram A Plague Tale: Innocence não sei o que ainda estão aí a fazer, vão jogar que vale bem a pena. Recentemente foi anunciado que o estúdio está já a preparar uma sequela, o que são excelentes notícias!

 

Antes de avançar para o primeiro lugar quero apenas referir os seguintes jogos que ficaram de fora da lista mas que acabaram por marcar o meu ano:

  • Kingdom Hearts 3 – Finalmente! Aleluia! Pode não ter sido tudo aquilo que queria mas finalmente terminou, ou quase. Ainda falta o dlc…
  • Death Stranding – Acho que nunca perdi tanto tempo a caminhar num jogo.
  • Mechstermination Force – Do mesmo criador de Gunman Clive, este é um indie a não perder.
  • Luigi’s Mansion 3 – Porque caçar fantasmas é sempre assustadoramente divertido.
  • Crash Team Racing: Nitro Fueled – Mais complicado do que me lembrava.
  • Days Gone – Apesar de não reinventar a roda, não deixou de ser um jogo que me agarrou até à sua conclusão.

E agora de volta ao que realmente importa.

1- Fire Emblem: Three Houses (Nintendo Switch)

Ao contrário dos outros Fire Emblem, Three Houses distingue-se pelo ênfase na componente social como uma obrigatoriedade. Jogar Three Houses sem criar laços com as personagens é quase impossível. A história conta com 3 lados distintos e está dividida em duas partes. A primeira parte permite uma habituação aos vários sistemas mas é também onde o jogador formará laços com as diferentes personagens. Na 2ª parte, como se costuma dizer, é a doer.

Este foi o jogo que mais tempo me roubou este ano, adorei cada hora agarrado à minha Nintendo Switch. Sem sombra de dúvidas que a minha primeira playtrough foi a mais significativa e aquela onde realmente fiz as escolhas que realmente queria, as restantes levaram-me a ver a narrativa de diferentes ângulos e acabaram por dar mais profundidade à história. Não me importei nada em ter que fazer mais batalhas de coração nas mãos, não fosse algum dos meus personagens morrer durante o progresso da história.

 

Estes foram os jogos que mais me marcaram em 2019, 2020 promete estar cheio de bons jogos e alguns dos meses vão certamente atacar as nossas carteiras.

 

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