Review – Splatoon Raiders

Finalmente depois de muitos pedidos eis que chega finalmente um jogo de Splatoon totalmente dedicado à cooperação. Desde Splatoon 2 que introduziu o modo Salmon Run que um jogo inteiramente dedicado a este modo era mais do que uma (a)posta certeira e deixem-me que vos diga, não estou desapontado.

Numa primeira vez na série os personagens que nos acompanham são os repetentes Big Man, Shiver e Frye os 3 apresentadores de Splatoon 3. Já nós entramos na pele do novo personagem o mecânico que, tal como o nome indica, terá a responsabilidade de criar engenhocas para progredir na aventura com a ajuda destes 3. Tal como nos anteriores jogos, tudo começa com uma campanha para 1 jogador (ou quase) numa história que nos leva a um futuro longiquo onde lulas polvos e salmões governam o mundo. Desta feita o trio maravilha parte em busca de tesouro, as coisas não correm bem como o esperado e depois de uma introdução atabalhoada e direta à jogabilidade estamos prontos para voltar a pintar.

A primeira coisa que se estranha em Splatoon Raiders é a ausência de fome de pintar todos os centimetros do chão, pintar agora serve apenas como forma de aumentar a velocidade de locomoção e também para nos podermos esconder e recuperar vida mais depressa. Nada disto é inédito mas agora que estamos num jogo que abandona o seu fator competitivo é mais notório do que nunca.

A jogabilidade mantém-se rápida e com adrenalina,os Salmonoids conseguem ser incessantes e mantém o seu arsenal diversificado assim como os seus pontos fracos e designs tresloucados. Conforme avançamos pelo arquipélago vamos encontrar versões novas e ferozes destes salmões selvagens sem maneiras.

Para conseguirmos fazer frente a estes inimigos enquanto tetamos desevendar os mistérios deste arquipélago vamos ter que ir melhorando o nosso arsenal, quer de armas quer de engenhocas, e é aqui que se dá uma diferença enorme para os restantes jogos da série. Até aqui as armas eram escolhidas e compradas, mas agora são recompensas aleatórias quando concluimos níveis. A príncipio serve como forma de sermos obrigados a ir trocando de armas, experimentar diferentes estilos pois as armas têm não só níveis mas também qualidades diferentes o que faz com que queiramos sempre utilizar as melhores. O problema é que mais para a frente esta forma aleatória de atribuir armas também causa o maior problema que tenho com o jogo, a aleatoriedade faz com que ter as vossas armas favoritas seja uma tarefa, muito provavelmente, extensa, obrigando a jogar níveis de dificuldade elevada para tentar obter um arma de que realmente gostem e que seja de uma qualidade 5 estrelas.

Falando nas engenhocas estas são desbloqueadas ao longo do jogo e estão separadas em 3 categorias a começar pelo tanque de tinta. As três categorias são, Speed, Tactic e Power, cada uma destas tem os seus gadgets que vão desde balões granadas, a saltos que terminam em explosões de tinta ou uns satélites que giram à nossa volta e vão pintando o chão entre outros. Estas podem ser melhoradas e ao evoluírem os vossos tanques ao colecionarem ovos de salmão, vão poder mais tarde misturar engenhocas de outros tipos de tanque num só set.

Ainda dentro dos gadgets estes contam com melhorias opcionais, uma espécie de habilidades secundárias que podem ser equipadas até um certo limite e consgeuem adaptar o gadget às vossas necessidades. Conforme evoluem podem levar até 3 gadgets em simultaneo para as vossas aventuras. Existe ainda um ataque especial que pode ser utilizado e para tal têm que escolher um Bot Buddy de entre Big Man, Shiver e Frye cada um deles é diferente e irá adaptar-se melhor a certas situações. Finalmente a outra componente que não poderia faltar é o equipamento e ao contrário dos anteriores jogos onde o vosso sentido de moda era comprado em lojas, aqui os conjuntos são oferecidos por concluírem certos objectivos e não podem escolher peças em separado.

Tudo isto é preparado na vossa base e conforma a vão expandindo, vão desbloquear mais opções. Existem quatro pontos essências, o primeiro é a oficina onde podem gastar os recursos colecionados para expandir a base e os pontos de upgrade para aumentar a vossa saúde, dano de armas e gadgets assim como a quantidade de pontos de personalização para cada gadget. O segundo permite criar novos gadgets e partes assim como realizar upgrade dos mesmos, o terceiro faz o mesmo mas para armas, podendo trocar poderes e reciclar armas, e o último permite que vejam os vossos colecionáveis e dá-vos prémios por atingirem certos critérios.

Quanto ao jogo em si podem contar com imensas batalhas e níveis com vários níveis recomendados e podem até voltar a jogar níveis com uma maior dificuldade, quanto maior o nível de dificuldade melhor as recompensas, aionda que continue tudo a ser deixado à sorte. Eventualmente irão encontrar desafios mais complicados que vos vão obrigar a trocar estratégias ou chamar ajuda e é aqui que entra o fator multijogador. A partir do menu podem selecionar a opção ajudar ou pedir ajuda e irão entrar em lobby para ajudar ou ser ajudados, até 4 jogadores contra os Salmonoids. Sempre que se juntam a outros jogadores, a dificuldade aumenta mas acaba por compensar já que também serão mais jogadores em campo.

Através do menu do jogo podem aceder a diversas opções incluíndo ajudas visuais, controlos e níveis de dificuldade. O jogo comporta-se muito bem no modo portátil e TV sendo que durante as horas que passei em Splatoon Raiders não tive qualquer problema. Não esquecer ainda que o jogo recomenda vivamente o uso do giroscópio para apontar e podem optar por ter esquemas de controlo diferentes em diferentes modos.

Como um todo esta aventura cooperativa enche as medidas e acaba por nos mostrar aquilo que um modo como Salmon Run é capaz de entregar. O facto de as armas serem deixadas à sorte é para mim o grande problema de Splatoon Raiders mas como um todo é um jogo extremamente divertido e viciante e apesar de não ser um jogo competitivo como Splatoon nos tem vindo a habituar, irão continuar a sentir os níveis de stresse bastante elevados.

Alexandre Barbosa
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