Killzone está morto?

Mesmo que os servidores ainda estejam abertos para Killzone Shadow Fall, o site oficial de Killzone foi retirado do ar, sendo agora todos os visitantes guiados para o site da Playstation. Embora pareça, este não é o fim da série Killzone.

Killzone já anda cá há uns anos. Foi na altura da velha PS2 que a Guerrilla tentou criar o seu derradeiro jogo para matar Halo. A história conta que a luta não correu assim tão bem para a Sony, mas Killzone não foi um projecto que tivesse sofrido com isso.

Para jogadores como eu que estávamos nos testes Beta Online da PS2 e pudémos jogar Killzone Online, percebemos que a série tinha muito para dar. O primeiro jogo pode ter envelhecido mal, mas podem crer que o online era espetacular. Killzone 2 foi uma promessa não cumprida e muito prejudicado pelo trailer da PS3, mas Killzone 3 foi um grande jogo, assim como Killzone Mercenary na PS Vita.

Killzone Shadow Fall foi um lançamento ameno no início da PS4 e desde então a série entrou numa fase de dormência, especialmente porque o estúdio agarrou-se a Horizon Zero Dawn e a coisa correu tão bem que o segundo já está em desenvolvimento, enquanto a PS5 não tem nada de Killzone no horizonte.

Apesar destes sinais, não me parece que Killzone seja uma franquia que vá desaparecer tão cedo. A imagem dos Helghast é demasiado icónica para ser relegada para o poço sem fundo. Não nos podemos esquecer que a Sony já matou franquias que nunca mais viram a luz do dia, mas Killzone não é propriamente um Wild Arms, um Resistance ou um The Order.

Killzone ainda continua a ser uma das franquias mais reconhecidas da Sony e um dos grandes senhores do género dos FPS. Além disso, Killzone também já resultou em outros estilos de jogos e em muito merchandise. Além do mais, a Guerrilla não está certamente com o estúdio focado apenas em Horizon Forbiden West. A nova franquia ajudou o estúdio a ganhar muita experiência e é de esperar que Killzone venha a surgir pelo mesmo estúdio, ou pelo menos, entregue a outro.

O único motivo que poderia levar a uma fase terminal, seria o facto da Sony já quase não ter jogos multijogador na sua alçada. Mesmo jogos como The Last of Us: Part 2 focaram-se apenas na história e dos poucos exemplos que tentou ir mais longe foi o modo Legends de Ghost of Tsushima. Mas isso é tema para outro artigo.

Por isso mesmo, não me parece que a Sony esteja interessada em fazer morrer uma das suas maiores franquias, quando esta ainda tem muitas hipóteses de sobrevivência e de vender muitas unidades. Com uma nova geração a ganhar vida e com a PS5 a precisar de jogos, não vai ser de estranhar que Killzone, inFamous e outras séries das gerações anteriores venham a marcar presença na nova geração.

Killzone não é um jogo de nicho como era o meu adorado SOCOM, ou uma ideia maluca como foi o Playstation All-Star Battle Royale. Killzone é um nome demasiado grande para desaparecer e certamente que existe algo a ser preparado para lá das cortinas. Além do mais, como já foi referido mais em cima, os Helshast são mesmo uma das imagens mais icónicas e reconhecidas dos videojogos dos últimos anos. Os olhos laranja e vermelho e as tubagens ficam facilmente na memória de quem já jogou qualquer um dos jogos. Foram poucos os vilões universais que conseguiram marcar tanto uma ameça e não é uma imagem que me parece que a Sony vá deixar morrer.

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