Jogos do Ano 2020 – As escolhas do Mathias Marques

Mais um ano mais uma seleção de jogos do ano. Como é habitual as minhas escolhas abordam o factor de “entretenimento” e “satisfação” ao invés dos aspectos técnicos que costumam tomar prioridade neste tipo de seleções (embora possam ser um factor).

Devido a isso esta lista pode nem contar com 10 jogos, e também porque eu não cheguei a meter a mão a muitos dos jogos que saíram este ano, alguns deles muito esperados por mim e outros desejados pelo público. Mas tal como é habitual cheguei a meter as mãos em bons jogos que saíram em anos anteriores, e devido a isso sinto-me obrigado a fazer uma recomendação rápida a Minecraft ; Gal*Gun 2 ; The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III.

Pondo a introdução de lado, vamos passar às minhas escolhas deste ano.

 

8 – Pikmin 3 Deluxe (Nintendo Switch)

A versão Deluxe de Pikmin 3 trouxe o jogo até à Nintendo Switch mas em termos de conteúdo não tem grandes adições ao ponto de o destacar. A adição de um modo multijogador é excelente e Pikmin continua a ser bom para todos, oferecendo umas quantas horas de entretenimento.

 

7 – Outer Wilds (PS4, Xbox One PC)

Tecnicamente Outer Wilds saiu no ano passado, isto em todo o lado menos na Steam, que só viu o jogo chegar este ano. Como adquiri e joguei pela primeira vez a versão Steam decidi colocar o jogo então na minha lista mas numa posição mais baixa. Isto porque Outer Wilds é um excelente jogo e um que merece receber mais destaque.

Outer Wilds é daqueles jogos que a início é complicado falar com quem ainda não jogou, mas que quando duas pessoas que o concluíram começam a discutir, cada uma oferece uma aventura diferente. Outer Wilds é um excelente jogo e um dos poucos que este ano me fez pedir por mais.

 

6 – Black Mesa (PC)

Black Mesa já estava disponível, e os níveis de Xen foram adicionados no Natal do ano passado, mas só este ano é que o jogo saiu do Early Access e que finalmente decidi pôr-lhe as mãos em cima.

Alguns dos níveis arrastam um pouco, Xen é totalmente brilhante e Black Mesa é um óptimo remake de um velho clássico que veio introduzir Half-Life a mais pessoas.

 

5 – Not For Broadcast (PC)

Tal como outros jogos nesta lista, Not For Broadcast tecnicamente já estava disponível mas só este ano é que saiu do Early Access. No entanto Not For Broadcast ainda está incompleto, e isto devido ao COVID-19 tal como muitos outros jogos foram afectados este ano. Mas o caso é mais complicado para este jogo, pois Not For Broadcast é um FMV, mas não um FMV tal como os outros.

Pegando numa ideia totalmente interessante e bastante engraçada, Not For Broadcast coloca os jogadores ao controlo de uma estação televisiva. Cabendo ao jogador decidir o que passa na TV, algo que até afecta o percurso da história (sim existe uma). De momento só existe dois capítulos e extras mas é interessante o suficiente para nos fazer esperar por mais.

 

4 – The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV (PS4)

Sendo a conclusão da primeira metade do Continente de Zemuria, The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV tinha muito a cumprir. Honestamente parte do jogo ocorreu de uma forma que não esperava, e fiquei contente com várias coisas enquanto que fiquei um pouco decepcionado com outras. Gostaria de ter revisitado alguns velhos locais da série, e gostaria que os protagonistas dos jogos anteriores tivessem tido um pouco mais de presença, ou então um pouco mais de luz sobre as acções que estes estavam a tomar durante o jogo.

Tirando alguns eventos que arrastaram um pouco, e o meu desejo de ver um pouco mais de outros momentos, The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel IV foi o final perfeito para estas personagens. Ainda quero ver mais de algumas destas personagens, e certamente o farei quando Trails of Beginning for localizado, mas por agora estou mais do que contente em ter feito parte desta aventura do início até ao fim. Fim este que certamente necessita de algum tipo de adaptação porque bem o merece.

 

3 – Arknights (Mobile)

Se alguém mencionar jogos Mobile este ano então a maioria dos websites ou criadores de conteúdo irão mencionar Genshin Impact, e isto porque não sabem informar-se em modos e apenas seguem o que está popular. Não passei tanto tempo quanto queria com Genshin Impact para o poder avaliar em modos, mas digo que o melhor jogo Mobile deste ano saiu em Janeiro, sendo ele Arknights.

Arknights apresenta um incrível mundo e história com personagens interessantes e uma banda sonora fantástica, sendo o seu melhor a sua jogabilidade. Arknights é na sua base um jogo de tower defense, mas conta com diferentes tipos de classes, e cada personagem possui habilidades únicas (embora semelhantes), o que leva à conclusão de cada nível diferente para cada pessoa.

Arknights chega ao ponto em que até é possível concluir níveis com personagens fracas e de baixa qualidade, desde que estejam no local perfeito à hora perfeita. Algo que deixa todos envergonhados quando apresentam as suas personagens de qualidade e alto gabarito.

 

2 – Yakuza: Like a Dragon (PS4, Xbox One, Xbox Series, PC)

Após Kiryu muitos pensavam que seria improvável que um novo protagonista fosse ganhar o seu coração, mas Ichiban prova que o consegue fazer e ser ainda melhor. E Yakuza: Like a Dragon rapidamente tornou-se no meu jogo favorito da série Yakuza.

A transição para o novo género foi feito de uma forma excelente e que ainda inclui elementos dos jogos anteriores, fora dos combates este é o Yakuza habitual o qual já todos estão habituados. A história é uma das melhores da série (algo que não seria muito complicado de o fazer), as side quests continuam hilariantes, a banda sonora está excelente e mais não posso dizer devido a spoilers.

Yakuza: Like A Dragon é o melhor RPG deste ano sem sombra de dúvida, bem como um óptimo jogo da série Yakuza.

 

1 – Half-Life: Alyx (VR)

Se existe algo que a Valve provou vezes sem conta, é que quando toca a inovações esta é uma das melhores companhias para o fazer.

É verdade que VR já existe há imenso tempo, mas Half-Life: Alyx é o primeiro jogo que é realmente um jogo de longa duração e não apenas uma pequena experiência. Sendo tão grande quanto Half-Life 2, Half-Life: Alyx também apresenta um óptimo visual para um jogo VR, sendo este o departamento que normalmente está mais em falha em jogos do género; o espírito Half-Life também aqui está e num todo este é um daqueles bons e velhos jogos da Valve que os fãs tanto adoram, mas desta vez feito de uma maneira incrível numa tecnologia que até agora ainda não tinha impressionado muitos.

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