Análise – Outer Wilds

  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
  • Versão de Análise: PC
  • Informação Adicional: Imagens e vídeo capturadas durante as sessões de jogo.

Antes que alguém comece a ficar confuso, não, isto não é The Outer Worlds mas sim Outer Wilds, um jogo que foi anunciado antes mas que infelizmente acabou por ter um nome semelhante a um jogo que era mais popular. No entanto Outer Wilds está ao mesmo nível de ser um jogo a ter em conta e que todos deviam experimentar.

Tendo em conta que já sabem a minha opinião final já podia terminar a análise aqui mas vamos lá explorar o que o jogo tem por oferecer. Outer Wilds é um jogo condensado mas que no entanto ainda poderá demorar cerca de 20 horas a ser completado, dependendo das proezas e audácias de cada um.

O conceito de Outer Wilds é simples, o jogador faz parte de uma raça alienígena que está a explorar o espaço à procura de novos mistério e de respostas para o segredo do desaparecimento dos Nomai, uma outra raça alienígena que desapareceu há muito tempo atrás.

Em termos de jogabilidade Outer Wilds é bastante simples, o jogador explora vários planetas com duas simples ferramentas, uma sonda espacial para poder tirar fotografias do cenário e ver o que está adiante enquanto explora, e um detector de audio que identifica múltiplas frequências não identificadas, ajudando o jogador a encontrar lugares ou pessoas que ainda não visitou.

Não existe combate nem recolha de recursos ou semelhante. O jogo baseia-se simplesmente na exploração dos vários planetas existentes, no entanto o jogador irá guerrear com os controlos da sua nave a início. Não é que seja uma enorme complicação controlar a nave, mas o jogador necessita de entender um pouco como a gravidade funciona e também perceber como dirigir a nave para bem o fazer. Irá demorar algumas tentativas mas com o tempo o melhor (e único) condutor da galáxia irá nascer.

Caso o jogador esteja perdido este pode sempre consultar o diário de bordo da sua nave para ver o que descobriu nos planetas que visitou e também pistas para continuar a sua aventura. Podem ignorar e baterem com a cabeça de cada vez que exploram um planeta ou seguir o caminho que o diário de bordo vos mostra, a escolha acaba por ser vossa.

Em termos de planetas estes existem em pequena quantidade, mas tendo em conta que o universo está em constante movimento estes mudam com o passar do tempo, alterando o seu formato e abrindo ou obstruindo locais que o jogador pode aceder. Estes planetas não possuem qualquer tipo de fauna local, e a maioria da flora presente não passa de árvores.

Uma vez que o objectivo do jogo é o de refazer o loop com a nova informação obtida e continuar a explorar novos locais, o jogo não necessita de apresentar muito para além dos puzzles já que esse será o foco principal dos jogadores. No entanto o setting acaba por capturar o jogador, fazendo com que este não deixe de pensar naquilo que ainda tem por explorar e com uma enorme vontade de regressar ao jogo para continuar a sua aventura.

Outer Wilds pode ter passado ao lado de muitos, ou então ter agarrado jogadores devido à confusão de nomes, mas este é um jogo onde a maioria vai concordar que é algo que todos devem experimentar. Pegando no conceito de jogos de puzzle e exploração mas colocando o que basicamente é uma mecânica de jogo, Outer Wilds consegue tornar as coisas mais interessantes do que o que seriam. A início pode parecer um jogo sem fim mas à medida que vão explorando conseguem ver que existe algo pelo meio e as aventuras de cada pessoa tornam-se dignas de destaque.

Positivo:

  • Tema interessante
  • Boa junção entre puzzles, exploração e loop temporal
  • Maneira em como alguns planetas mudam com o passar do tempo

Negativo:

  • Fica-se a desejar por mais

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