Análise: Doctor Who – Series 8

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Doctor Who: Series 8 – 12 Episódios

8 Temporadas: 2005 – Presente

Estado: Renovada para uma 9ª temporada a estrear em 2015

 

A 8ª série de Doctor Who trouxe consigo muitas responsabilidades, entre as quais apresentar o novo Doctor, interpretado por Peter Capaldi.

Este novo Doctor, tal como todos os actores que interpretam esta personagem, tem uma personalidade diferente dos anteriores, em contraste com o Doctor de Matt Smith, este apresenta-se mais sério e menos extrovertido. Durante esta temporada e com tudo o que aconteceu foi notória a forma como o Doctor é agora mais racional. Continua a dar muita importância à vida mas é muito mais pragmático. Analisa a situação e momentos depois toma uma decisão, não escondendo o que irá acontecer de ninguém.

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Nesta temporada podemos observar um pouco de tudo, desde uma TARDIS encolhida até uma lua cheia de parasitas. São este género de temporadas que marcam um novo ciclo, mostrando ao expectador um pouco de tudo o que o novo Doctor consegue fazer e, mais importante, como o vai fazer.

Por entre alguns episódios mais assustadores e outros mais coloridos, a identidade do novo Doctor foi assentando. Mas não é só sobre o novo Doctor que esta temporada vive.

Clara Oswald, a companheira de aventuras do Doctor durante esta temporada teve direito a uma primeira temporada completa. Uma temporada inteira para mostrar o que poderia fazer, não fiquei muito impressionado, aliás acho que é uma personagem que gira muito em torno do mesmo tema, o que a torna cansativa. Embora não ache que seja mal interpretada, a personagem não se mostra á altura para acompanhar a mudança na personalidade do novo Doctor. Espero ver confirmados os rumores de um novo companheiro para a 9ª série. Clara Oswald seria uma boa opção para o Doctor interpretado por Matt Smith, mas não para Peter Capaldi; aliás aquando da entrada desta personagem estava previsto que Matt Smith ficá-se até ao fim desta 8ª temporada.

Doctor Who Series 8 (episode 9)

Como todas as temporadas anteriores, também esta tem um tema principal. Neste caso a vida após a morte. Desde o primeiro episódio que sabemos que mais cedo ou mais tarde iria existir um encontro com Missy, uma personagem introduzida em partes chave da narrativa, de modo a dar a entender que era ali que residia o grande mistério da 8ª temporada, e que mistério este acabou por se revelar.

Quanto ao desfecho, estava à espera de um pouco mais. Não esquecendo tudo o que o filme do 50º aniversário deixou por responder e ainda a introdução de novos mistérios pelo caminho, as respostas são poucas para todas as perguntas.

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Com o grande final dividido em dois episódios e sem estragar a história para quem não viu, posso dizer que foi uma autêntica montanha russa de sentimentos. Assim como ficava boquiaberto, ficava desiludido. E a segunda parte do grande final deixou muito a desejar pois a primeira foi excelente. A temporada acaba de uma maneira que nos deixa sem saber muito bem o que esperar, resta-nos esperar pelo especial de Natal para termos mais algumas pistas sobre o que aí vem.

Doctor Who

Em termos de qualidade da produção, Doctor Who já não se parece com um episódio de Power Rangers como outrora e ao longo das temporadas é notória a evolução, ainda assim está longe dos níveis de produção de um Game of Thrones.

Estava expectante e apesar de não ter ficado desiludido, também não fiquei impressionado com o novo Doctor, aliás o momento da série que mais gostei foram os últimos 30 segundos do penúltimo episódio “Dark Waters”.

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Quanto aos inimigos que são uma grande parte da série, esta temporada ficaram claramente para segundo lugar, existiram poucos momentos onde estes brilhassem como outrora, pois tal como já disse e como podem ver pela análise tudo gira em torno do novo Doctor, espero que 12 episódios tenham sido suficientes para nos mostrarem a nova personalidade.

Ainda assim existe uma boa mistura entre novo e velho, pena as circunstâncias em que estes aparecem servirem quase como desculpa para apresentar uma nova faceta do Doctor. De todos os inimigos presentes nesta temporada existem 2 novos inimigos e 1 antigo aos quais eu tiro o chapéu. Não vou revelar quais para não estragar a surpresa, no entanto posso dizer que estes aparecem nos episódios: 4”Listen”, 9”Flatline” e 11/12 “Dark Waters” / “Death in Heavan”. Que na minha opinião são também os melhores episódios desta temporada.

Espero ansiosamente pelo especial de Natal assim como pela próxima temporada, que se tudo correr como previsto deverá estrear em Agosto ou Setembro de 2015.

 

Pontos Positivos

  • História bem conseguida
  • Novo Doctor cimentou uma nova identidadepn-recomendado-ana
  • Alguns dos episódios deixam-nos a pensar sobre o que acabámos de ver
  • Muitas referências para os mais atentos e conhecedores da série
  • Antagonista é brilhante durante toda a série

Pontos Negativos

  • Relação entre Doctor e Clara não é das melhores
  • História de Clara passou de excitante a drama digno de uma telenovela mexicana
  • Alguns inimigos mal aproveitados

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Silver4000

Eu fiquei um pouco desiludido.
Este novo Doctor na primeira metade do primeiro episódio dava um ar louco que gostei, depois disso perdeu esse ar um pouco, mas mostrou outro, um ar frio.

A Clara é que foi o pior, quando apareceu antes foi muito boa, mas nesta teve um romance forçado e que veio do nada, e nada fez durante a season.

A Missy, esse assunto jà discuti contigo, o meu twist seria bem melhor do que o que houve *SPOILERS*, a missy ser a Clara em vez do Master*SPOILERS*

O ultimo episodio criou uma incoerência com outro episódio, mas o teaser para o especial de Natal foi optimo.

Daniel Silvestre

A série continua e eu continuo a não ver. Um dia quando for vou ter umas 500 temporadas para ver : D

Kanudo

Até agora vi 3 episódios desta temporada e tenho gostado.
Vamos ver se assim se mantém durante o resto dos episódios.

Anaoj

Foi uma temporada um bocado bipolar: tanto excelentes episódios (Deep Breath, Into the Dalek, Listen, Flatline, por exemplo), como teve episódios muito fraquinhos (Kill the Moon, In the Forest of the Night, Death in Heaven).

Dá a sensação que pegaram numa data de guiões escritos para um Doctor genérico, que andavam perdidos numa pilha enorme, sempre rejeitados, e decidiram aproveitá-los, pelo que, mesmo algumas histórias sendo boas, levou a uma falta de coerência em termos de desenvolvimento de personagem ao longo da temporada que meteu dó. O Capaldi disfarçou porque é demasiado bom actor, mas o seu Doctor ainda não tem uma personagem bem definida por causa disto. A Clara então já teve pelo menos umas 7 personalidades e backstories diferentes e mesmo assim nenhuma delas era minimamente interessante. O Danny, que muito prometia, foi igualmente uma desgraça em termos de personagem.

No geral, valeram os bons guiões do próprio Moffat (embora se tenha espalhado ao comprido no último episódio), o do Gatiss, a boa estreia do Jamie Mathieson e as excelentes actuações do Peter Capaldi e da Michelle Gomez.

Eh pá, desculpa, não consigo resistir: “ficá-se”? É que até me dói o coração. ;_;

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