Análise – Freedom Wars

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Muito se fala de que a PS Vita precisa de grandes jogos e de franquias próprias, mas a tradição continua a obrigar que os bons jogos da consola, continuem a passar ao lado, tanto dos jogadores, como da própria Sony.

Freedom Wars foi uma grande aposta em território japonês, mas no ocidente, e em especial na Europa, começou por ser visto como mais um jogo japonês, o qual nem merecia um lançamento físico. Felizmente, a pressão dos fãs teve efeito e Freedom Wars chegou finalmente em força à Europa. O resultado, é um jogo fantástico que merece muito mais atenção.

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Eu já estava de olho em Freedom Wars praticamente desde que foi lançado, e quando o comecei a jogar, fiquei extremamente agradado pelo estilo e tema serem bastante fieis ao conceito original apresentado nos trailers.

Em Freedom Wars jogam como um Sinner, um dos habitantes de uma cidade conhecida como Panopticon. Num mundo onde os recursos são escassos, as Panopticons lutam entre si pelo controlo dos mantimentos e das mentes mais brilhantes, o que obriga os Sinners a terem de combater.

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O conceito dos Sinners é genial, pois cada um tem uma pena base de 1 milhão de anos e a liberdade só é alcançada ao realizar missões que ajudam ao desenvolvimento da Panopticon. Basicamente, o simples facto de existirem é um pecado e um consumo desnecessário de recursos, logo, precisam de fazer a vossa parte para justificar a vossa existência.

Todo este tema é uma parte flulcral do jogo, pois a vossa pena sobe ou desce consoante as vossas acções. A início vão ter de subir no ranking, e acções tão simples como falar com guardas ou correr podem aumentar a pena, mas com os pontos ganhos nas missões, podem comprar direitos e ir ganhando mais liberdade aos poucos, o que até ajuda a controlar o vosso Acessory, um robô destacado para vos guiar e vigiar.

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Como se tudo isto não fosse interessante o suficiente, a história e personagens de Freedom Wars são bastante boas e carismáticas, com um estilo e comunicação bem ao género de um Anime mais adulto. O progresso pode ser um pouco lento ao início, mas com algumas horas de jogo, é possível perceber que o jogo está a ensinar o jogador a perceber as suas mecânicas.

Freedom Wars requer uma curva de aprendizagem em quase todos os seus elementos, o que demonstra a sua profundidade, embora raramente seja esmagador. Podem alterar quase tudo o que escolhem em termos de personagem e construção, o que confere ainda mais dinamismo.

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Quando não estão a explorar a Panopticon, vão estar no terreno de combate, e aqui as coisas já assumem um teor mais ao estilo de um Monster Hunter, ou seja, vão entrar em arenas com alguns inimigos e certos objectivos para realizar, como salvar cidadãos, destruir um certo inimigo ou recolher alguns objectos indicados.

O combate pode ser feito de várias formas, seja com armas de fogo, com espadas e com a utilização de Thorns, uma espécie de chicotes que podem ser usados para percorrer o cenário ou em combate. Existem vários estilos de Thorns diferentes, o básico permite dar dano e puxar os inimigos com mais força, enquanto outros permitem curar ou proteger os colegas com escudos.

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Os combates de Freedom Wars parecem mesmo guerras no sentido literal da palavra, especialmente com os Acessories em campo, o que cria alguns momentos de caos empolgante, com os inimigos a sucumbir após vários ataques, ou com a escolta bem sucedida de um refém. Especialmete em casos onde os combates são mais longos, é bastante gratificante derrotar um inimigo mais complicado que ainda resistiu durante largos minutos.

A início, a jogabilidade parece algo confusa e é demasiado rápida. Mas com alguns combates de prática, esta começa a encaixar e em pouco tempo, começam a percorrer os cenários e atacar os inimigos usando o Thorn em conjunto com todas as outras armas disponíveis.

Os cenários estão recheados de coisas para apanhar, mas após cada combate, são galardoados com mais objectos, os quais podem doar para reduzir a pena ou guardar para utilizar nas vossas próprias fábricas, onde criam armas, munições, medicamentos, entre outras coisas. É mais uma vertente do jogo que pode ser explorada e gerida caso desejem.

O melhor de tudo é que podem partilhar isto com outras pessoas localmente ou online. Quando começam a jogar, registam a vossa cidade como a vossa Panopticon e esta passa a ser a união para a qual contribuem. No meu caso, escolhi Lisboa, como tal, tudo o que faço ajuda a crescer Lisboa e é possível ver no ranking quais as Panopticons mais fortes a nível mundial.

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Em termos de jogo online, podem recrutar amigos para missões cooperativas ou lutar com outros jogadores em arenas PVP onde os vencedores ganham mais recursos. Todos estes modos fazem sentido e o facto de haver uma missão global é ainda mais apelativo e convidada a jogar mais pelo “bem da Panopticon“.

Outro ponto alto de Freedom Wars é o seu visual. Não só o estilo e ambiente é bastante bom, como os gráficos são do melhor que já vi numa PS Vita. Estes são mesmo muito bons e fazem jus às imagens promocionais e cinemáticas que foram mostradas até agora.

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O estilo das personagens e mistura de mundo futurista com apocalíptico encaixam muito bem com o tema da história e as origens japonesas do jogo. Só é pena que as arenas de combate não sejam maiores ou mais variadas.

Por seu lado, a banda sonora é fantástica e engloba algumas músicas com grande qualidade, dignas de serem ouvidas fora do jogo. Outro ponto positivo é o de terem deixado ficar as vozes originais em japonês. Não só deve ter poupado trabalho (daí o jogo não ser tão caro), como fica bem melhor assim.

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Como podem ver, esta análise já vai longa, o que também ajuda a mostrar o quanto me agarrou e agradou. Fosse a fazer missões de história ou a lutar na companhia de outras pessoas, gostei de quase todos os momentos de Freedom Wars.

Tal como disse no início da análise, é uma pena que muitos virem as costas à PS Vita quando existem exclusivos como Freedom Wars que mereciam muito mais atenção. Se gostam de jogos acção, Monster Games, experiências que requerem investimento a longo prazo, já compraram uma PS Vita ou tencionam comprar, então joguem Freedom Wars.

Vejam também a nossa análise em vídeo de Freedom Wars!

Positivo:

  • Tema e históriapn-recomendado-ana
  • Visual
  • Boa banda sonora
  • Combate empolgante
  • Competição entre Panopticons
  • Multjogador bem conseguido
  • Preço baixo

Negativo:

  • Demora a arrancar
  • Podia ter cenários de guerra mais variados e amplos
  • Loadings cconseguem ser demorados

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