American Horror Story estreou nas televisões Norte-Americanas em Outubro de 2011. Comprometeu-se a ser uma série de horror tratando as histórias clássicas mas aplicando-lhes novos elementos. Nesta análise, vou dar uma nota a cada uma das temporadas individualmente e uma nota final conjunta. Isto porque cada temporada é completamente independente.
A primeira temporada intitulada American Horror Story: Muder House, é a típica história de uma casa construída pelos primeiros donos com o intuito de ser o seu ninho do amor, mas que acaba por ser o ninho do desastre. Todos nós já sabemos como corre, os primeiros donos da casa morrem, vêm outros inquilinos e morrem também, outros fogem a tempo; enfim tudo aquilo a que já fomos apresentados vezes sem conta.
No entanto em 2011 uma família muda-se para esta casa com o intuito de um novo começo, dados certos acontecimentos passados que nos são explicados ao longo da série. A casa agora na posse da família Harmon, vai explorar os podres desta família, nomeadamente o tema principal infidelidade. A família é composta pelos pais, Ben (Dylan McDermott), Vivien (Connie Britton), e a filha adolescente Violet (Taissa Farmiga). Algo bastante estranho acontece desde logo, os donos anteriores desta casa vivem na vivenda ao lado, e não perdem tempo para virem conhecer os novos inquilinos da sua antiga residência. Apesar de algumas faíscas iniciais e de estas só aumentarem, a relação destas duas famílias mantém-se sempre na ténue linha entre a guerra e a paz.
A casa contém ainda um segredo terrível do qual eu não vou falar de modo a não estragar a história mas para quem conhece estas típicas histórias fiquem a saber que não são apenas os clássicos cortes de luz seguidos da aparição de fantasmas. Todas as personagens têm os seus interesses e segredos e estes estão todos relacionados, algo que é intensivamente explorado é o lado negro das personagens, até onde estão dispostas a ir. Antes de terminar esta parte da história da primeira temporada de American Horror Story, quero ainda deixar aqui uma menção à actriz que interpreta a vizinha, falo de Jessica Lange que é absolutamente brilhante na sua interpretação e na minha opinião a melhor actriz de toda a série, tanto que como irão ver no decorrer da análise acaba pro ser a protagonista da segunda e terceira temporada de American Horror Story.
Os efeitos especiais de American Horror Story estão bastante bons, tanto que quando é necessária a aparição de uma personagem com um golpe no pescoço, ou uma acção mais complicada de ser executada a câmara faz questão de a mostrar ao contrário de muitas série que optam por afastar a câmara. O som está muito bem aplicado havendo um bom equilíbrio entre o silêncio, sons súbitos de modo a por os corações mais calmos aos pulos e sobretudo exactamente onde é necessário.
Esta primeira temporada foca-se em entreter o espectador com sustos, uma história algo medíocre e ainda uma sensualidade assustadora… de modo a explicar esta última a minha única hipótese é pedir-vos que vejam esta primeira temporada de modo a entenderem, pois as imagens conjugadas com o que nós sabemos…
American Horror Story: Murder House recebe um:
American Horror Story: Asylum
Depois de uma primeira temporada com um desfecho peculiar para uma série, a segunda temporada ficou envolta em mistério, mas eis que no fim de 2012 se estreia e repleta de novidades. Para começar estamos agora em 1964 num Asilo para doentes com perturbações mentais, esta instituição é gerida pela Igreja tendo então à cabeça um grupo de freiras, um padre e um cirurgião que é exactamente a razão pela qual as pessoas podem ter medo de ir a um hospital.
Como referi em American Horror Story: Murder House, Jessica Lange toma as rédeas desta nova temporada, tendo o papel de Madre superiora na instituição de saúde mental de Briarcliff.
Esta personagem é bastante peculiar, ela trata os doentes como crianças mal comportadas, castiga-os pensando que está a ajudá-los entre outras acções. Mas a história não se rege apenas sobre esta personagem. Somos apresentados a outros dois temas, o primeiro é o de um jovem casado que é acusado de ter morto a sua esposa. Como tal depois de ter sido preso, ficou a aguardar julgamento no entanto para avaliar a sua saúde mental é institucionalizado em Briarcliff onde um psicólogo o irá avaliar. Entra então em cena uma jornalista que vai a Briarcliff com o intuito de escrever sobre a instituição mas apresenta-se com uma história e motivo diferente. Após algum tempo descobre-se que esta jornalista é lésbica e acaba por ser institucionalizada em Briarcliff.
Como poderam ler no anterior parágrafo, existem muitas diferenças num passado não muito distante e o presente. O próprio psicólogo é desacreditado no interior da instituição, que praticava métodos que iam de lobotomias a choques eléctricos. Com o decorrer de American Horror Story: Asylum, veremos esta história transformar-se numa das melhores histórias de horror alguma vez contadas.
O que acaba por ser estranho é o facto dos mesmos actores de Murder House, interpretarem diferentes papeis em American Horror Story: Asylum. Existindo claro algumas adições e outros actores que saíram de cena. Acaba por ser um grande teste à capacidade de representação dos actores pois com personagens tão distintas nas séries, cabe mesmo a eles provarem o que valem. Na sua maioria não desiludem, alguns são soberbos no que fazem mas mais uma vez o destaque vai para Jessica Lange que, acaba por se tornar a cara de American Horror Story.
O nível da narrativa em American Horror Story: Asylum é o mais alto das 3 primeiras temporadas. Não só a história é intrigante como consegue utilizar o horror e os detalhes para mexer com a nossa própria mente. E só para que tenham um pouco do que digo em mente, caso já tenham visto ou eu vos tenha conseguido arrastar para esta série, deixo-vos com uma música que decerto vos irá enlouquecer durante Asylum.
http://youtu.be/ObPsIckcKQM
American Horror Story: Asylum recebe um:
American Horror Story: Coven
Depois de uma exímia segunda temporada, a fasquia não podia ser mais alta e Coven tropeçou e estatelou-se no chão.
Mais uma vez Jessica Lange toma as rédeas do elenco e faz um óptimo trabalho. Mas é aqui que todo o sucesso se começa a transformar num pau de dois bicos. Toda esta temporada parece ter sido feita de modo a ser carregada por Jessica Lange, a história é a mais fraca das três temporadas andando em círculos sobre o tema “bruxas”. O horror foi posto de parte durante demasiado tempo, ele está presente mas num tom geralmente mais leve tendo em conta aquilo a que nos habituaram. No entanto contém pequenos momentos em que este está bem aplicado mas são muito poucos, passando mais ao bizarro do que horror.
A história passa-se em Nova Orleães no presente e conta a história de um pequeno grupo de raparigas adolescentes que descobrem que são bruxas e através de contactos acabam numa mansão à qual chamam “Coven” um termo que traduzido significa algo como covil. Como seria de esperar e tratando-se de American Horror Story, depressa percebemos que não se trata de Hogwarts e que cada bruxa tem um talento único, desde o ler de pensamentos, a ser uma boneca de Vodu e matar o parceiro enquanto acontece o amor… tudo boas razões para nos querer-mos manter afastados.
Para além das bruxas adolescentes existem algumas bruxas adultas que estão encarregues de ensinar as mais novas a controlar os poderes. Há ainda um sub-tema patente na série que é a diferença entre clãs de bruxas e os caçadores de bruxas. Todos estes temas conjugam-se para criar a história que fica um pouco confusa, e não é de todo uma boa narrativa.
http://youtu.be/zMy5BNoUMhM
Em termos técnicos está ao mesmo nível que as anteriores mas a falta da essência prejudica o todo.
American Horror Stoy: Coven recebe um: 
No seu todo American Horror Story é uma boa série com uma quarta temporada a estrear ainda este ano. É engraçado ver os mesmo actores a interpretarem diferentes papeis de série para série, é algo que já se tornou numa imagem da série e podemos ver como alguns actores mudam radicalmente. No entanto algumas personagens ao longo de American Horror Story, são estereótipos e acabam por não se destacar. A história é muito dependente de cada temporada sendo que até agora o auge de American Horror Story foi a temporada Asylum.
Recomendo esta série a quem goste do género. E quem estiver em dúvida mas goste de uma boa história que veja a segunda temporada que é realmente algo exepcional.
Positivo:
- 1ª temporada dá um novo ar a um clássico
- 2ª temporada é verdadeiramente excepcional
- Jessica Lange dá vida à série
- Explora alguns assuntos mais obscuros
- Momentos de horror bem executados
- Não tem pudores em mostrar o que tem que ser mostrado
Negativo:
- 3ª temporada desilude
- Algumas personagens são demasiado previsíveis
- Alguns episódios arrastam-se sem propósito
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