Ultimamente sinto-me perseguido pelo género do terror, seja em videojogos, filmes, séries de TV enfim, para onde quer que vá, parece que tenho uma assombração atrás. Incautamente entrei para a sala de cinema em busca do típico filme de fantasmas mas, este não é propriamente a parte mais assustadores de Crimson Peak.
Crimson Peak: A Colina Vermelha começa com uma afirmação: “Os fantasmas são reais.”, Ótimo! Filmes que começam com afirmações deste género são como um livro aberto na última página, não sei o que se passou mas já é do meu conhecimento que temos um mistério desvendado.
Efetivamente nos primeiros minutos do filme vemos um fantasma, e pessoalmente achei-o mais parecido com um zombie que atravessa paredes envolto em fumo preto do que um fantasma mas o terror está presente. A parte que me aflige é que existe desde logo algo muito mal explicado.
Tenham em mente que este filme decorre no fim do século XIX ou início do século XX não nos é dada uma data certa mas tendo em conta as datas de certos acontecimentos do passado será por esta altura que a acção principal decorre. O que quero dizer com isto é que no início do filme a mãe da protagonista morre vítima de uma doença deixando o marido e a filha de 10 anos.
É então com 10 anos que Edith Cushing (Mia Wasikowska – adulta)( Sofia Wells – 10 anos) vê o primeiro fantasma em Buffalo, Nova Iorque. Tenham em atenção que Crimson Peak fica na Europa e que em algum momento esteve relacionado com qualquer elemento desta família. O fantasma da mãe de Edith dá-lhe então a mensagem: “Cuidado com Crimson Peak quando chegar a altura.”, Ao que parece ao morrer e ao transformarem-se em fantasmas também adquirem poderes de vidência. Percebem onde quero chegar? Conveniência de enredo no seu melhor.
Felizmente a história ensina-nos que o nosso primeiro problema são os vivos, e temos uma primeira parte com a clássica história da rapariga que não se apaixona até ver o homem que reage de forma diferente e lhe rouba o coração. O primeiro acto do filme é deveras desinteressante, nada de novo apenas apresentações e ambientes ricos em detalhe.
Falando em ambiente, Crimson Peak: A Colina Vermelha é absolutamente espetacular nos cenários que ostenta, tal como o departamento sonoro do filme que foi aquilo que mais me assustou, aliás a única coisa que realmente me assustou, lembro-me apenas de um susto e foi derivado ao barulho.
O segundo acto consiste em Crimson Peak e a interação entre Edith e os irmãos Thomas (Tom Hiddleston) e Lucille Sharpe (Jessica Chastain). Aqui voltamos a ver alguns fantasmas que ocupam claramente o segundo plano da narrativa e a história em si é previsível, fraca e não fosse a excelente prestação dos actores, Crimson Peak seria um filme bastante mediano.
No fundo a sensação que fica depois de ver Crimson Peak: A Colina Vermelha é a de um momento bem passado. Não sendo um filme excelente também não é ofensivo, a fraca história é compensada pela boa prestação dos actores, pelos visuais deslumbrantes e um departamento sonoro bastante bom. Crimson Peak: A Colina Vermelha é certamente um filme que fica ligeiramente acima do razoável.
Positivo
- Aspecto Visual
- Efeitos Sonoros
- Prestação dos actores
Negativo
- História
- Avanço inconstante da narrativa
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