Análise – Wreck-It Ralph


Uma medalha para os estúdios da Disney. Wreck-It Ralph ou Força Ralph, é a mais recente aposta dos estúdios de animação da Disney a chegar aos cinemas. Wreck-It Ralph conta a história de um vilão de um videojogo que não se identifica muito com o papel de… vilão.

Ralph (voz na versão original de John C. Reilly) está programado para destruir a fachada de um prédio, infernizar os habitantes e fazer um grande banzé, permitindo que Félix Junior (voz de Jack McBrayer) repare os estragos e expulse Ralph do topo do prédio, ficando com os louros e reconhecimento da comunidade, subjugando Ralph para a solidão e desconfiança.

E assim começa a história do nosso herói, que é vilão mas que quer ser herói. Ralph abandona o jogo onde vive há 30 anos e tenta a sorte clandestinamente num jogo chamado Heroes Dutty (Halo misturado com os robots da Matrix) para conquistar uma medalha e impressionar todos que o ostracizaram no videojogo onde vive.

Mas a natureza de escangalhar as coisas vêm ao de cima, e apesar da intenção de Ralph ser resolver os problemas, emerge um pandemónio no mundo dos videojogos, alterando as regras do jogo. Ralph aterra em Sugar Rush, um jogo de corridas ao estilo de Mário Kart, onde conhece Vanellope (voz de Sarah Silverman), uma pequena falha no sistema cujo grande sonho é sentir-se integrada e competir nas corridas.

Quem está á espera de encontrar um filme que encara o espirito do Super Smash Brothers, ou uma comédia ao estilo de Ice Age pode eventualmente ficar desapontado, Força Ralph é um filme para toda a família, que oferece 101 minutos de uma história clássica, mas muito bem contada com alguns cameos interessantes, sobretudo para quem já anda no mundo dos videojogos há muito tempo, (Zangief do Street Fighter, Kano do Mortal Kombat e o Pacman) mais algumas piadas que só os Gamers old school irão tirar todo o partido. Mesmo assim, não será preciso ter entrado num salão de árcades, para estabelecer uma relação de empatia com as personagens de Wreck-It Ralph.

O elenco de vozes ainda inclui Jane Lynch (a professora da popular série Glee) que dá a voz a Calhoun, uma general com mau feitio no videojogo  Heroes Dutty. Alan Tudyk interpreta King Candy, e Ed O´neil participa nesta longa metragem dando a voz a  Mr. Litwak.

Wreck-It Ralph é um filme consistente, as personagens aprendem com a experiencia das decisões tomadas, evoluem completando o arco da personagem, encontrando o espaço no universo onde habitam e construindo a epifania da respectiva existência. O climax do filme é a devida recompensa para os espectadores e para as personagens, e apesar de poder ser considerado previsível, ficamos com a sensação que não podia acabar de outra maneira.

Visualmente Wreck-It Ralph é bastante criativo, o videojogo Sugar Rush é detalhado com elementos surpreendentes e características deliciosas. A experiência 3D, não é fundamental para contar a história mas oferece alguns momentos interessantes.

Wreck-It Ralph é recomendado, provavelmente os Gamers podem ficar com o amargo de boca da perca de oportunidade de ver Mário e Sonic no grande ecrã ao estilo de Bugs Bunny e Mickey Mouse no filme Quem Tramou Roger Rabbit, mas provavelmente devido ao retorno financeiro da aposta em Wreck-It Ralph e pela forma como a história termina, é possível que a Disney aposte numa sequela no futuro. Fica também mencionado a extraordinária curta metragem de animação que precede o filme Wreck-it Ralph, de nome Paperman.

Positivo:

  • Um filme sobre videojogos
  • Todas as referências aos clássicos dos videojogos.
  • Universo Sugar Rush.
  • O moral da história.

Negativo:

  • A oportunidade perdida de fazer um filme épico.
  • A narrativa fica contida a três cenários.

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