Análise: Guardiões da Galáxia – Guardians Of The Galaxy

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Se os políticos fossem tão competentes como a máquina detrás dos filmes Marvel, viveríamos numa realidade próspera e saudável. A Marvel Studios não respira somente saúde, transmite confiança e ostenta um carimbo que garante qualidade e segurança ao público.

Há muito tempo que os cépticos engoliram as palavras que condenavam os filmes com super-heróis ao fracasso e esquecimento. Evidentemente que não estão ao nível da complexidade emocional e narrativa dos candidatos aos Óscares, mas uma dieta cinematográfica saudável deve misturar vários estilos, e o que a Marvel tem para oferecer, mesmo não sendo gourmet, é bastante saboroso.

Evidentemente que ainda há vozes em desfavor dos filmes com super-heróis, afinal de contas, parece que qualquer coisa despejada pela Marvel resulta. Existem variáveis que podem ser tidas em consideração, mas não haja qualquer dúvida que, desde os Vingadores, tudo é feito com imensa paixão, e essa devoção pode ser medida aos palmos. Logicamente que os ordenados das estrelas não são pagos com “paixão”, mas é uma excelente estratégia entregar os projectos da Marvel a fãs que entendem a matéria-prima; que estão em comunhão com as necessidades do público; e disponíveis para dar tudo por tudo pela oportunidade.

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Guardiões da Galáxia, um título menos conhecido do grande público, chega aos cinemas rotulado de “aposta arriscada”, contrariando a lógica da Fase 1 da Marvel que privilegiou os pesos pesados (ThorCapitão América e Homem-de-Ferro). Tendo em conta que a receita de Iron Man 3 “pagou à cabeça” os cinco filmes da Fase 2, justificava-se uma visita à biblioteca de super-heróis galácticos, que podem expandir a experiência para um novo patamar.

Guardiões da Galáxia narra a história de um grupo de extraordinários seres (Peter Quill, Gamora, Drax, Groot e Rocket), que unem esforços para defender a Galáxia de uma ameaça maior, nomeadamente: Ronan the Accuser, interpretado por Lee Pace.

Assumindo o risco, a Marvel optou por um grupo de actores conhecidos, porém, sem autorização para chapinhar na piscina dos graúdos de Hollywood (excepção feita a Bradley Cooper e Vin Diesel). Embora Zoe Saldana tenha experiência nestas andanças, a Marvel arriscou e acertou em Chris Pratt e Dave Bautista na derradeira composição dos Guardiões, criando um grupo com química, talento e ambição, proporcionando todos os elementos necessários para a dita “paixão”. O elenco secundário também impõe respeito, com um naipe de actores consagrados, nomeadamente: Michael Rooker, Karen Gillan, Djimon Hounsou, John C. Reilly, Glenn Close e Benicio Del Toro.

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Apesar da conjuntura positiva (temática, elenco e savoir faire da Marvel), há uma estrela que emerge de forma silenciosa. Apesar das provas dadas em SUPER, o realizador James Gunn demonstrou que pode fazer mais e melhor com um Ferrari nas mãos. Visualmente, Guardiões da Galáxia é majestoso, provavelmente, a melhor aventura espacial desde Star Wars. Os enquadramentos estão de acordo com a normalidade, mas fica na memória a fluidez dos acontecimentos; o ritmo das cenas; o humor subtil e inteligente; a complexidade dos acontecimentos visuais (tremenda imaginação); e a boa direcção dos actores.

Nos restantes domínios técnicos, é certo e sabido que a Marvel não está para brincadeiras. James Gunn foi rodeado com os melhores dos melhores nos departamentos da caracterização, cenografia, guarda-roupa e efeitos visuais, estando quase garantida uma presença na próxima cerimónia dos Óscares da Academia nos respectivos domínios.

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Guardiões da Galáxia cumpre todos os requisitos: entretém, oferece uma experiencia nova e possui os predicados que asseguram o sucesso de bilheteira. O que se perfilava enquanto “aperitivo” para Star Wars Episode VII, levanta a bitola do género, acrescentando ainda maior responsabilidade à equipa liderada por J.J. Abrams.

Pese embora toda a aura positiva em redor do filme, há aspectos que podem ser questionados. Para todos os efeitos, a Disney tem sempre a derradeira palavra e a mensagem positiva do mundo e das coisas é incontornável nas empresas do rato Mickey, tornando, de uma certa forma, as histórias previsíveis, lamechas e ridículas.

Não seria necessário copiar à letra o estilo de The Dark Knight, mas seria mais interessante uma história com maior complexidade emocional e intelectual (o Batman não encontra a resposta para derrotar o Joker no poder da amizade).

Positivo

  • Realização
  • Efeitos Especiaispn-recomendado-ana
  • Elenco
  • Edição
  • Universo Criado
  • Pós-Créditos
  • Peter Quill é a antítese do Super-Homem (terráqueo adotado por extraterrestres)

 

Negativo

  • Clímax infantil
  • Karen Gillan e Djimon Hounsou subaproveitados
  • O timbre de voz de Chris Pratt e Bradley Cooper é semelhante

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Lfo

6ta ou Sábado.
Não falha.

Edgar Silvestre

vale a pena

Alistair

Gostei bastante do filme. Vibrante e divertido! 🙂

Entrou para o meu top-3 do MCU.
Concordo quase totalmente com a tua análise, mas foste picuinhas com os timbres de voz. 😛

_GM_

lá vou eu ao cinema… 😛

Leonsuper

O meu filme preferido do MCU! Está muito bom!

Duarte

Para mim o melhor filme da Marvel de sempre (até melhor que os Vingadores ou o Iron Man 1 na minha opinião). Achei o grupo de personagens excelente, com uma grande quimica e interpretações. Só peca no vilão e na personagem Nebula, algo “meh”, mas de resto excelente. Admiro mais o facto de num único filme, James Gunn ter sido capaz de dar profundidade a estas personagens, algo que para os Vingadores foram necessários 4 filmes

Nirvanes

Eu acho que tens razão. Mesmo. Da Marvel Studios é o melhor filme sem sombra de dúvidas!

Edgar Silvestre

o melhor vilão do filme não combate… fica para a próxima.

Silver4000

”provavelmente, a melhor aventura espacial desde Star Wars.”
Olha os fas de star trek que te vao dar em cima 😛

Até agora, o filme dà mais interesse que os Avengers, e tal como o Duarte disse, este tem que lidar com a apresentação das personagens no próprio filme.
Ao contrario dos outros que foram feitos so para o Avengers e que não deu em grande coisa no fim.

Edgar Silvestre

adoro o reboot do Star Trek, mas este traz alguma novidade ao panorama cinematográfico

Rubiko

Boa analise. No entanto descordo em nomear o Pós-Créditos como um ponto positivo. Odeio o Pato!

Edgar Silvestre

com a voz do Seth Green. Foi uma piada inteligente da Marvel

Bino

Alguém sabe se este universo dos guardiões é o mesmo que os avengers?E se sim, vão participar no Avengers 2?Desculpem a ignorância mas desconhecia esta franchise da Marvel.

Edgar Silvestre

não será nos Vingadores 2, mas nos Vingadores 3

Kaiser

Vi-o hoje e está excelente! Não conhecia este “braço” do universo Marvel, mas apenas com o filme senti-me bastante “relacionado” com o mesmo. As personagens estão muito bem concebidas, até o Groot acaba por marcar o seu lugar no filme e nunca pensei ver o Bautista como um actor a sério, surpreendeu-me! Proporcionou grandes gargalhadas (aquando da piada do Pollock fui o único a rir-me na sala, Artes Visuais ftw). Foi do melhor CGI que tenho visto nos últimos tempos, é usado em exagero e mesmo assim não notei quaisquer imperfeições nem senti muito desconforto como por exemplo com o CGI do Lanterna Verde que não é grande coisa na minha opinião.

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