Análise – Call of Duty Black Ops 2


Mais um ano que passa e mais um Call of Duty que chega às lojas. Tal como é tradição, coube este ano à Treyarch entregar mais um episódio da serie Black Ops.
Os fanboys rejubilam e os haters criticam, mas a verdade é que Call of Duty Black Ops 2 é uma sequela de grande qualidade e o seu volume de vendas não é de todo descabido.

Call of Duty Black Ops 2 apresenta-se com três grandes pontos de interesse, o modo Campanha, o modo Zombies e o muito adorado modo online. É verdade que muitos passam imediatamente para as hostilidades do Multijogador, mas ignorar os restantes modos de jogo é um autêntico desperdício de dinheiro.

Começando com o modo Campanha, este funciona como uma sequela para o primeiro jogo, embora saltando constantemente entre eras temporais. Tão depressa uma missão faz com que tenham de combater a cavalo algures nos anos 80, enquanto na missão seguinte percorrem as ruas inundadas de uma cidade algures em 2020 e poucos.

A história conta o combate de duas gerações contra o grande terrorista latino, Raul Menendez, o qual está mais ligado às personagens principais do que é comum neste género.
De forma a colmatar o sentimento de repetição, a Treyarch incorporou um sistema de decisões que alteram o desfecho da história e o rumo da mesma, o que é bastante bem-vindo e permite que repitam a campanha por mais que uma vez para conhecer novos destinos para as personagens.

Onde a campanha acaba por perder algum do seu vigor é através das missões Strike Force, onde controlam um pelotão de soldados e várias máquinas de guerra movimentando as tropas no terreno e definindo as suas posições e acções. Embora não sejam obrigatórias, fazem parte da história e acabam por afectar o seu desfecho, bloqueando outras missões do género que vão surgindo. Dado a sua complexidade, é algo que acaba por confundir e baralhar o jogador, mas embora não tenha sido uma novidade do meu agrado, é uma vertente de jogo que vai agradar aos fãs de jogos de estratégia em tempo real.

O que também pode baralhar o jogador é a forma segmentada da campanha que além de confusa, dá imensos saltos no tempo. É aconselhável que tenham bastante atenção às datas de cada missão e à história de forma a não ficarem perdidos na narrativa ou confundam uma linha temporal com outra.

Passando então para o modo Zombies, este surge agora em diversos modos, como o TranZit onde precisam de procurar por pistas e seguir caminho até ao objectivo derrotando os Zombies que vão surgindo, Survival onde é preciso matar as hordas cada vez mais fortes de Zombies e por fim, Grief, um modo que coloca os jogadores em duas equipas que precisam de lutar uns contra os outros e contra Zombies ao mesmo tempo.

A grande novidade deste modo Zombies é a introdução de um modo história próprio, o que transforma este segmento num jogo que podia ser lançado até de forma independente a baixo preço.

Em relação ao modo online, existe pouco a dizer que não seja já de conhecimento geral. Os modos competitivos estão de volta praticamente intactos embora com ligeiras alterações na forma como podem personalizar a vossa classe, criar Killstreaks e evoluir os níveis de Prestige.

O online continua tão forte e divertido como fomos habituados, embora tão impiedoso como sempre foi para aqueles que só agora estão a começar. As salas são normalmente inundadas por jogadores de todos os níveis e é bem provável que os vossos primeiros jogos sejam travados com jogadores com níveis muito mais elevados. Caso preferiam algo mais cooperativo (dependendo do modo), os Zombies também podem ser partilhados com outros jogadores online para umas boas horas de matança de mortos vivos.

Visualmente, Call of Duty Black Ops 2 é um jogo que já mostra alguma idade, mas que consegue estar entre os melhores desta geração. A versão PS3 que testei permitia instalar um pack de texturas que melhoraram de forma significativa a qualidade gráfica, mas o mesmo não conseguiu colmatar as faces de borracha típicas desta geração, que embora sejam expressivas e os movimentos corporais convincentes, ainda não são realmente naturais.

No que toca ao som, Call of Duty Black Ops 2 funciona lindamente, com uma banda sonora forte nos momentos de acção composta por Jack Wall e uma música de menu soberba criada por Trent Reznor dos Nine Inch Nails. Todos os sons restantes, assim como as vozes estão bastante bons, com destaque para a prestação de alguns actores que fazem um excelente trabalho. Só é pena saber que em Angola falam português do Brazil…

Call of Duty Black Ops 2 é um grande jogo tanto em dimensão como em produção, é um trabalho ambicioso bem feito e digno da série Call of Duty, a campanha não é a melhor que já joguei num FPS e consegue ser confusa, mas a introdução de escolhas a história é muito bem vinda.

Juntem a isto um modo Zombies altamente divertido e um online que embora injusto por vezes, continua a ser o melhor do género e têm três jogos pelo preço de um.

Pode ser igual aos anteriores e a repetição da mesma formula, mas isso é o mesmo que dizer que o futebol 11 ou o ténis deviam mudar porque sempre foram iguais.

Positivo:

  • Campanha beneficia com as decisões
  • Modo Zombies mais completo e solido de sempre
  • Online continua viciante e mais maleável
  • Excelente trabalho sonoro e vocal
  • Horas e horas de jogo juntando todos os modos

Negativo:

  • Campanha segmentada chega a ser confusa
  • Strike Force não adiciona nada de especial
  • Algumas partidas online escolhem adversários bem mais avançados
  • Os corpos e caras de borracha típicos desta geração

 

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ShadowDust

Pelo que já pude ver e experimentar, para mim, este é o melhor CoD desta geração. Gostei particularmente deste novo HUD :3

Eduardo Costa

Achei interessante a história e do facto de as personagens estarem bastante parecidas com os actores que lhes dão a voz.
Tambem fiquei intrigado com a parte de ouvir portugues do brasil em “Angola?” (pensava que era em Cuba).
O Multiplayer achei mais do mesmo tirando o facto de quando se faz prestige n se perde tudo como nos outros CoD..
Zombies… nunca gostei de zombies nem no Black Ops I, como no Black Ops II mas isso sou eu..
Quanto ao Strike Force corta um bocado o enrredo da história e és quase obrigado a faze-los ou eles desapareçem e a história muda.
Minha Opinião.

Marcos Trindade

Tenho este jogo para o PC e estou a gostar de o jogar. Ainda não cheguei ao fim, mas espero que não seja uma hostória pequena como o MW3. 🙂

Punisheiro

Ainda não tive Oportunidade de rodá-lo na minha 360 , mas assim que possa vou buscá-lo a qualquer loja, parece-me sem dúvida o melhor CoD desta geração!

Guest

Boa análise a um jogo que me tem agradado bastante. Para já tenho dedicado mais tempo ao Zombi mode, mas conto brevemente avançar para a campanha.Bom trabalho Daniel …

João Silveira

Bom trabalho! E o site está muito agradável 😀

Bruno Lopes

Gostei mt análise do jogo e espero mt conseguir pelo menos exprimentar o jogo 🙂

Rui Jorge

A análise foi muito boa!E o site está bem feito, parabéns!

Leonsuper

Parece-me que vai ser o 1º CoD que compro. Gostei do Black Ops quando o passei, que um amigo meu emprestou-mo, e acho que este ainda está mais completo e mais uma vez com uma boa história na campanha. Além disso o modo de zombies parece-me completamente brutal

Boa análise!

Avolta

Eu, que era uma pessoa que não ligava puto a fps, comecei a ver videos de Black Ops 2 e pensei why not? e devo disser que até gosto daquilo, ainda não toquei no modo campanha, também só tenho à uns 4 dias, mas o modo zombies e o multiplayer está realmente divertido. Boa análise 🙂

disqus_z30421H5ko

sinceramente já ando um pouco farto de CoD, mas em termos de fps este ano não houve melhor, visto que o medal of honor foi uma desilusão total :s

DiogoBosingwa

E o Halo 4?

Bryder

A vertente táctica deste jogo torna-o diferente de todos os shooters, este e battlefield sao os mais estrategicos. No entanto a surpresa do ano vai ser Farcry3 sem duvida!! 😀

derpsta

eu tenho o jogo e não tenho reclamações nenhumas a fazer! (tirando o facto da fnac não me ter dado o Nuketown 2025 com a pré reserva, COMO ERA SUPOSTO -.-)

Sniffes

bomm

Ruben Correia

Adorei o modo campanha, mas é verdade que o modo Strikeforce não faz lá nada…
Mas de resto está superior em tudo 😀

Renan Puerta

Ótima analise e o site tá espetacular! Em relação à Angola falar português do Brasil, muitos jogos q tem partes no Brasil também tem pessoas a falar o português de Portugal…

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