Jogos “esquecidos” do TOP 10 de 2020

2020 está quase a chegar ao fim (sons de festa?) e apesar de todos sabermos que está a ser um ano difícil, existem coisas que nunca mudam e que por norma se vão acabar por manter.

O final do ano dita também que está a aproximar-se a nossa entrega dos nossos jogos favoritos do ano que decorrem até ao ano novo. Cada elemento da equipa vai realizar o seu top 10 pessoal dos melhores jogos (e no caso do Mathias também de Anime), e falar das suas escolhas.

O que é curioso é que muitas das vezes vocês podem ver que vão faltar muitos jogos a esta lista, mesmo quando vocês pensariam que o editor em causa não iria deixar escapar tal jogo. Pois bem, existem duas formas de termos acesso a um jogo, ou nos é enviado, ou compramos para jogar ao nosso ritmo.

A parte gira no meio disto é que existem casos em que, mesmo tendo comprado o jogo, alguém da equipa está responsável pela análise, assim sendo, não somos “obrigados” a jogar para a escrever, o que resulta em situações como o meu TOP 10 deste ano. Apesar de ser o senhor dos RPG, existem jogos que vão estar fora da lista, simplesmente porque mesmo tendo o jogo, a análise ficou para outra pessoa, ou outros factores que vão ler mais à frente. Embora existam mais jogos que queria jogar e que poderiam fazer parte da minha lista, existem pelo menos três que quase de certeza estariam na minha lista se o tempo desse para tudo e eles fossem realmente bons.

Para começar e um dos mais gritantes é Yakuza: Like a Dragon. Queria muito jogar, mas ainda não tenho, porque também não teria tempo para o fazer. Como o Mathias ficou responsável pela análise, também não senti necessidade de o adquirir. Sei que ele o adorou, sei que vou adorar de certeza e sei também que poderia ser um dos meus jogos do ano, mas não o será, com muita pena minha.

Depois temos um jogo que apareceu quase do nada e que é ainda melhor do que uma típica “hidden gem”. Eu sei que ia devorar e adorar 13 Sentinels: Aegis Rim e o quem o jogou diz que é seguramente das melhores pérolas que saíram este ano. O meu interesse no jogo está a 1000%, mas infelizmente não só não chegou para análise, como já está até difícil de encontrar à venda (e sabem como sou com formatos físicos). Resultado, se tiver tempo, muito certamente só o vou jogar no próximo ano.

Por fim, temos um dos mais controversos da lista: Cyberpunk 2077. Sim, eu sei que não está nas melhores condições e que está com problemas, mas eu sei que é bem provável que o jogue e que goste dele, especialmente porque o vou jogar na PS5 que supostamente sofre menos que as versões da geração anterior. Embora ainda mal o tenha jogado, acabei por o comprar na altura de lançamento e sendo que o Lemos é que ficou responsável pela análise, lá se ficou perdido a necessidade de o jogar “já”.

É pensando nestes casos que acredito que ter um top por cada editor é uma boa ideia. É pouco provável que todos tenham tempo para jogar tudo o que saiu nesse ano e cada um teve as suas próprias experiências. O mundo real é assim que funciona, infelizmente as horas não esticam e por isso o que importa é exactamente o que retiramos de cada jogo que conseguimos jogar. Afinal, se for para jogar à pressa, estamos realmente a aproveitar o investimento feito? Valerá a pena passar um jogo “a correr” para conseguir jogar tudo o que sai? Cada um sabe de si e existem muitos jogos para que possam jogar como gostam.

 

Os Jogos “Esquecidos” de Mathias Marques:

Tal como o Daniel Silvestre, eu também tive alguns jogos deste ano que queria jogar mas não tive a oportunidade de o fazer. Já no ano passado fiz uma pequena lista de jogos os quais estava interessado, e aproveito então este artigo para mais uma vez o fazer.

Enquanto que muitos aproveitaram a quarentena para jogar Animal Crossing: New Horizons, eu estive a fazer outras coisas. Devido a isso não tive a oportunidade de o jogar na sua “altura perfeita”. Escusado será dizer que a razão pela qual o jogo está nesta lista é porque também não o pude jogar durante o resto do ano. 13 Sentinels: Aegis Rim é um jogo que também está na minha lista, tendo ouvido falar quase nada sobre ele e ao mesmo tempo imenso. Pode não fazer sentido mas acreditem que é a melhor forma que tenho para o descrever, e pelo que quem o experimentou afirma, este é o verdadeiro jogo deste ano.

Sakuna of Rice and Ruin é outro jogo que foi adorado por quem o jogou, sendo uma combinação entre simulação e acção. Tal como o nome indica, plantar arroz faz parte da jogabilidade, e irá ocupar o jogador durante metade do seu percurso, enquanto que a outra metade adapta um aspecto sides croller e de acção com elementos RPG. Não sei nada sobre a sua história, mas quem o jogou aprecia o jogo pela sua jogabilidade.

Apesar de o meu interesse focar-se maioritariamente em Mega Man Battle Network (e ainda estou à espera que a Capcom anuncie um remaster), Mega Man Zero foi outro dos jogos da série que acabei por gostar. Por muito que estivesse a planear em pegar nos jogos este ano, nem os cheguei a comprar, e devido a isso não pude revisitar. Talvez no próximo ano consiga arranjar um pouco mais de tempo para voltar a relembrar os meus momentos com Zero.

Tendo em conta que o anúncio de Final Fantasy VII Remake revelou que o jogo seria exclusivo da PlayStation 4 durante um ano, eu decidi esperar pela versão (melhorada) que será lançada para o PC, até porque o meu espaço na PlayStation 4 não é muito, e os 100GB (ou por volta disso) que Final Fantasy VII Remake tem seriam impossíveis de espremer lá dentro. Sendo assim, não o joguei este ano mas possivelmente irei fazê-lo para o ano que vem.

Hades foi um dos poucos jogos que merecia receber a atenção que teve, e de ter chegado onde chegou. Tendo ouvido falar da maneira em como o jogo é feito através da sua mecânica de loop fiquei curioso, mas o tempo e o backlog de jogos que tenho impediram-me de pegar em mais um. Aproveito então estas férias para começar a limpar dois ou três jogos para assim ter mais tempo de apreciar outros jogos, com Hades a estar nessa lista.

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