Foi Há 20 Anos #3 – Jak and Daxter & Xbox e GameCube

Desta vez, começo eu. Sim, eu.

Ora, em 2001, tivemos 2 consolas. 1 consola que ainda hoje em dia a tenho. Outra consola que andei a dormir. Falo da Xbox e GameCube, respetivamente. No entanto, não foram só boas notícias, também tivemos a comunicação do fim da Sega, no mundo das consolas, acabando então com o suporte da DreamCast.

Na Xbox, tive poucos jogos, mas ainda pude experienciar o Harry Potter and the Philosopher’s Stone, um jogo onde nos incorporava no mundo da magia, com vários puzzles dentro de Hogwarts. Pude jogar também Colin McRae, dos melhores jogos de rally que tínhamos disponíveis na altura e, claro, Halo: Combat Evolved. Eu não gosto de jogos de tiros. No entanto, se tínhamos Xbox, Halo era compra obrigatória.

A primeira aposta da Microsoft no mundo das consolas, com todo o investimento no seu lançamento e marketing, concluiu em mais de 1 milhão de unidades vendidas, em apenas 3 semanas. A Microsoft queria voltar a ter o interesse do mundo do gaming que se estava a afastar dos PCs e chegou a ter, até, o primeiro serviço de subscrição para jogos online – Xbox Live.

Hoje em dia, coitada, está que nem pode. Nem consigo ejetar o CD da mesma.

 

Infelizmente, mesmo sendo fã de Pokémon e Zelda, ignorei bastante a GameCube, olhava para ela, via aquele “cubo” e pensava que aquilo só podia ser de brincar. Sabia lá eu que a GameCube tinha melhor hardware que a PS2. Ai se na altura soubesse que dava para passar horas a jogar os produtos da GameBoy… para nem falar que, os lançamentos de Windwaker, Twilight Princess e Pokémon Colosseum, me passaram completamente ao lado.

Só de falar da GameCube apetece-me corrigir o erro e arranjar logo uma. Apetece-me mesmo.

De qualquer forma, a falar de apetites, agora, o João vai falar de Jak and Daxter, mais um chuto na nostalgia.

Já não é a primeira vez que falo de Jak And Daxter aqui, na altura noutra rubrica, coloquei-o 4º lugar de um total de 6. Assim, embora não sendo o meu favorito, há que reconhecer que foi o primeiro a dar o pontapé de partida, de uma das franquias mais marcantes da PS2, há 20 anos. Com o subtítulo de The Precursor Legacy surgiu numa época, em que Crash Bandicoot (considerado por muitos a mascote oficial da PlayStation na altura) tinha saído da bolha de exclusividade da Sony para ser distribuído enquanto third party.

Mas qual é a importância deste acontecimento para o jogo em questão? É bastante, visto que com a perda de Crash, a PlayStation precisava de uma nova figura que desse a cara pela consola, como tal, desde aí, apareceram novos candidatos, tal como Sly Cooper e Ratchet & Clank. Ambos tinham em comum o género de plataformas 3D, no entanto, é Jak And Daxter: The Precursor Legacy que mais vai a fundo nesta questão.

Com um mundo “aberto” conectado por várias áreas temáticas, o jogo da Naughty Dog consegue ser bastante marcante visualmente, talvez seja essa a memória que mais guardo dele. A banda sonora também consegue ser igualmente icónica, apesar dos jogos seguintes melhorarem, a meu ver, este aspeto. Com esta conversa acerca da parte técnica, por vezes, o mais importante deste título passa ao lado, pois o coração do jogo é mesmo Jak e Daxter.
A interação dos dois, em especial os comentários [“sempre”] oportunos de Daxter conseguiam quebrar com aquilo que seria esperado para um jogo da altura, e criar uma verdadeira ligação com o jogador (talvez até mais forte do aquela presente nas duas últimas franquias que menciona acima). Quem não se lembra dos momentos, quando morríamos, e Daxter surgia para entrar em pânico ou gozar com a situação. The Percursor Legacy pode ser considerado, por muitos, um jogo datado, devido à sua simplicidade para os olhos de hoje. Na época foi de tal forma bem sucedido, ao ponto de ter ganho duas sequelas e uma mão cheia de spin-offs.
Caso queiram experienciar esta franquia, podem fazê-lo a partir de Jak And Daxter Collection.

Se quiserem entrar na nostalgia e ver que mais andou por aí a sair em 2001, eu deixo-vos aqui os links necessários:

Edição nº 1: Gran Turismo 3 e Harry Potter

Edição nº 2: Spirited Away e Grand Theft Auto 3

E vocês, que memórias guardam sobre estas marcas de 2001?

André Miranda
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Miguel Simões

Uma pessoa que joga o Jak 1 e depois vai para o Jak 2… Nem parece que está a jogar a mesma franquia xD Não digo isto para parecer mal, porque adorei o novo conceito.

Acho que já não se fazem sequelas “assim” desta maneira hoje em dia. Se calhar, o caso mais semelhante foi mesmo o God Of War, quando trocou o género do jogo, mas o ambiente continua o mesmo. Agora no Jak 1 para o Jak 2 passamos de um jogo divertido e “light hearted” para um jogo pesado, “violento”, com armas, etc..

Ainda me lembro na altura quando era puto e eu e o meu irmão falarmos em comprar uma GameCube, mas depois colocamos a ideia de parte. Com uma PS2, não era de todo, necessário outra consola. Só ouvi falar da Xbox quando saiu a 360 xD

Mais um artigo fantástico. Agradeço-vos pela viagem de nostalgia.

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