Do Pior…para o Melhor! #6 – Jak And Daxter

Nota Geral: Esta rubrica pretende ordenar em termos de qualidade, vários videojogos, filmes ou outras obras de entretenimento, dentro da sua franquia. Isto não quer dizer, que por uma coisa estar em último lugar, seja necessariamente má, simplesmente em comparação com as restantes é mais fracaReforço ainda, que esta rubrica é baseada numa opinião meramente pessoal.

 

6 – Jak And Daxter: The Lost Frontier (2009)

Depois da conclusão da trilogia de Jak And Daxter e respectivos spin-off’s, tudo levava a querer que a franquia tinha chegado ao seu fim. No entanto, em 2009 para surpresa de muitos, saiu Jak And Daxter: The Lost Frontier tanto para a PS2, como para a PSP. Em termos de história, este título entra logo com o pé esquerdo, pois à partida não havia o porquê de continuarem. Posto isto de lado, quanto ao gameplay, The Lost Frontier mantém, aparentemente, as mesmas bases adicionando novos elementos que dão a Jak novos poderes.

Adicionalmente, foi acrescentado um gameplay do tipo dogfighting, no qual pilotamos uma nave e temos destruir e perseguir as naves inimigas. Devo dizer que apesar de ser aborrecido e bastante repetitivo, sei reconhecer a tentativa de trazer alguma inovação, mas falha por terra, pois não só é das piores partes da gameplay, como abafa por vezes as partes em que jogamos com Jak em terra. De um modo geral, este último jogo acaba por ser mais do mesmo, e nas partes em que tenta inovar, falha redondamente. Não o acho tão mau como a maioria afirma, mas ao mesmo tempo não creio que fosse necessário, levando ainda em conta que a história acaba por não ir a lado nenhum.

 

5 – Jak X: Combat Racing (2005) 

Conduzir diversas viaturas não é novidade na franquia de Jak And Daxter, veja-se o caso de Jak 3,  e por isso a Naughty Dog decidiu apostar num jogo desta personagem focado exclusivamente na vertente de corridas, à semelhança de Carmageddon. Primeiramente, refiro que fiquei surpreendido pela história deste jogo ser tão cativante, o que não é hábito em jogos deste género. Quanto ao gameplay que é o que importa, Jak X: Combat Racing faz um excelente trabalho em misturar diversos elementos de vários jogos, para entregar uma experiência inusitada e única.

Para além de competirmos pelo primeiro lugar, pudemos usar uma espécie de “power-up” para fazer frente aos nossos adversários em plena corrida. Mais, pudemos ainda competir em verdadeiras arenas, ao estilo Gladiador, com diversos modos de jogo, sendo aquele que mais me diverti, o modo capture the flag. Mas acima de tudo a melhor parte de Jak X: Combat Racing são as opções de customização, nas quais pudemos mudar desde a cor do nosso veículo até às suas peças, que podem ou não influenciar os nossos atributos, e nos darem vantagem competitiva. No geral, este jogo apesar de ser pouco falado entre a comunidade de fãs, é um verdadeiro tesouro da franquia, e merece todo o destaque no género de corridas.

 

4 – Jak And Daxter: The Precursor Legacy (2001)

Tal como aconteceu com a franquia de Sly Cooper, na qual o primeiro jogo constrói o universo e as personagens, o segundo cria uma fórmula própria, e o terceiro melhora o que foi feito anteriormente. Jak And Daxter segue exatamente as mesmas pegadas, sendo The Precursor Legacy o mais afastado dos restantes, na medida que dá muita ênfase ao gameplay de plataformas. O que não é de todo mau, mas mesmo assim, não me agradou muito, uma vez que o primeiro jogo que joguei desta franquia foi o segundo. Assim sempre me pareceu difícil regredir neste aspecto.

Posto isto, The Precursor Legacy é um jogo razoável, não no melhor dos sentidos. Lembro-me de ficar perdido diversas vezes, sem saber por onde ir ou que colecionáveis me faltavam para concluir cada zona do mundo. Os power-ups estão em pequena quantidade, e são demasiado simples, o que acaba por limitar as habilidades de Jak: a saltar em plataformas e atacar os inimigos com um ataque melee. Senti-me forçado a concluí-lo apenas pela história, e não tanto porque me estava a divertir. Consigo perceber o porquê de ser tão adorado, mas para quem jogou primeiro os outros títulos e depois este, senti-me perdido e aborrecido com a experiência final.

 

3 – Daxter (2006)

Daxter é sem dúvida a personagem mais carismática da franquia Jak And Daxter, e aquela que mais rouba protagonismo quando está em cena com outras personagens, muito pelo seu sentido de humor. Assim não é de estranhar, que a Naughty Dog tenha dado luz verde, para que esta personagem ganhasse o seu próprio título, que se passa entre os acontecimentos do primeiro e segundo jogo, e durante os eventos deste último. Como é evidente, Daxter comporta-se muito diferente de Jak, sendo o gameplay deste jogo focado nas plataformas e muito mais simplificado.

Outro aspecto positivo, que me faz gostar mais deste jogo face ao primeiro da série, prende-se com os diversos mini-jogos que vão aparecendo na nossa jornada. Sendo as partes dos sonhos de Daxter bastante divertidos, os quais fazem referências outras obras, como The Matrix e BraveHeart. Lembro-me de ter boas memórias a jogá-lo, sendo uma experiência bastante compacta que entretém, e que se encaixa que nem uma luva na PSP.

 

2 – Jak 2: Renegade (2003)

Sem dúvida o mais desafiador e difícil da franquia. Jak 2: Renegade (como é chamada a versão europeia) foi o meu primeiro jogo neste mundo distópico. Como um todo, Jak 2 é uma experiência muita mais madura e diversificada que o primeiro. Desde a história, personagens até ao gameplay com armas e respectiva condução de veículos de destruição. A questão do light e dark eco ganham um maior protagonismo, o que se reflecte nos novos poderes de Jak.

O facto de Jak 2: Renegade ter um pequeno mundo aberto para explorarmos é condizente com a permissão que temos para roubar e pilotar diversas naves que se encontram em circulação pelo mapa ou de podermos criar conflito com os inimigos mais próximos, através das nossas armas de destruição letal. Por falar nisso este jogo consegue, surpreendentemente, ser bastante apelativo através do seu sistema de armas variadas, que se tornaram um aspecto fixo nos seguintes jogos. No fundo, Jak 2: Renegade pode ser resumido como uma mistura de um mundo aberto tipo “GTA” com elementos de jogos de plataformas. Esta descrição pode parecer estranha na teoria, mas na prática funciona bastante bem e isso se refletiu-se no resultado final.

 

1 – Jak 3 (2004)

Jak 3 teria sido a conclusão perfeita para esta saga, caso não tivessem continuado com mais jogos. No entanto, deixando este pormenor de lado, Jak 3 pega em tudo o que o seu antecessor criou e melhora drasticamente, pois aqui temos ainda um mundo mais vasto para explorar, para além de Haven City, ao estilo Mad Max. E há ainda um sistema de combate de carros, os quais vêm em diferentes tamanhos e com diversas funcionalidades entre si. Complementarmente, Jak 3 pode agora utilizar os poderes de light eco, os quais considero muito melhores que os dark eco, por serem mais complexos e divertidos de usar.

Em suma, Jak 3 é o resultado de anos de trabalho da Naughty Dog de ir progressivamente aperfeiçoando estas personagens e universo, para entregar um título digno do pódio de PS2. Não esquecendo ainda a história deste título, que em determinados momentos consegue ser mais desenvolvida e madura que o anterior, e isto é dizer muito, levando em conta o tom de Jak 2: Renegade. Não há muito mais que possa acrescentar, apenas que para quem desconhece, dê uma chance a esta franquia, especialmente o segundo e terceiro jogo, que se encontram disponíveis na PS4, no Jak And Daxter Bundle, por um preço ajustado.

 

Podem conferir as últimas edições desta rubrica aqui:

  1. Marvel Cinematic Universe;
  2. Sly Cooper;
  3. Star Wars;
  4. Hitman;
  5. The Matrix;
João Luzio
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