Do Pior…para o Melhor! #4 – Hitman

Nota Geral: Esta rubrica pretende ordenar em termos de qualidade, vários videojogos, filmes ou outras obras de entretenimento, dentro da sua franquia. Isto não quer dizer, que por uma coisa estar em último lugar, seja necessariamente má, simplesmente em comparação com as restantes é mais fracaReforço ainda, que esta rubrica é baseada numa opinião meramente pessoal

Nota desta Edição – Não estão presentes os jogos de Hitman (2016), nem de Hitman (2018), portanto os títulos pertencentes ao World Of Assassination, uma vez que estou pouco familiarizado com estes. Nem dos jogos mobile, pois nem sequer cheguei experimentá-los.

 

5 – Hitman: Codename 47 (2000)

Na altura em que foi lançado, Hitman: Codename 47 foi revolucionário e único, no entanto,  com a passagem do tempo, e com a expansão do género stealth, acabou por envelhecer mal. Vários dos seus aspectos encontram-se bastante datados, especialmente a funcionalidade de guardar o nosso progresso, o qual só é possível no final das missões, ou seja, caso sejamos mortos teremos de recomeçar tudo do zero.

Faço questão de mencionar, um aspecto contrastante com aquilo que os jogos do Hitman são conhecidos, e que este jogo faz . Na generalidade das situações nestes jogos, em cada missão temos a opção de jogarmos silenciosamente, sem alertar os guardas, ou de fazermos algum caos pelo caminho (apesar de não ser recomendável). Aqui, a questão é que estas situações que referi, são opcionais, na medida em que cada jogador escolha qual rumo seguir. No entanto, em Hitman: Codename 47 várias são as situações, em que forçam o jogador a usar a força letal, e a deixar o lado stealth de parte, especialmente nas missões em Colômbia. Ora isto vai contra a génese da saga Hitman, e apesar de ser o primeiro jogo, acaba por distanciá-lo dos outros títulos da série.

Por estas razões acaba por ser o jogo da saga Hitman, que menos joguei, e aquele que muito provavelmente não voltarei mais a tocar. Há que reconhecer aquilo que fez na época em que foi lançado, mas ao ser comparado com os restantes jogos, acaba por perder o peso e importância que outrora tinha.

 

4 – Hitman 2: Silent Assassin (2002)

Ao contrário do primeiro jogo, que era bastante restritivo e limitado, nas formas de abordar as diferentes missões. Aqui, em Hitman 2: Silent Assassin temos uma vasta gama de opções de como lidar com as situações apresentadas, e isso faz este jogo (e também os que o sucederam) ser bastante rejogável. Neste sentido, devido à liberdade que nos é dada, cada vez que (re)jogava uma missão, terminava-a de uma forma completamente diferente da anterior. Ora podia disfarçar-me de um guarda, de maneira a camuflar-me num determinado ambiente, ora matando os inimigos à distância, silenciosamente, sem ser descoberto.

Esta forma de abordar os níveis, foi uma decisão que se tornou um pilar estrutural da série, e que nos jogos adiante, foi melhorada e refinada. Então, perguntam – «mas se falas tão bem deste título, porque é que o colocaste nesta posição da lista?». Bem, a resposta é simples, mesmo tendo introduzido uma data de mecânicas que tornaram Hitman 2: Silent Assassin acessível e com uma vertente de multi-experiências a cada nova tentativa, este jogo não as utilizou no seu exponencial máximo. Explicação esta, que se confirma, nos seguintes jogos da série, que trabalham esta fórmula muito melhor.

 

3 – Hitman: Absolution (2012)

Apesar de ser considerado por muitos como a “ovelha negra” da saga, eu cá gostei bastante da minha experiência com Hitman: Absolution. Muitos apontam o facto do jogo se voltar demasiado para um gamplay focado na acção e não tanto no stealth. Não obstante, esta decisão refletiu-se em alguns momentos bastante equilibrados de transição, entre uns mais furtivos e outros com combate directo. Mesmo na presença de alguns momentos de ação, consegui completar grande parte do jogo escondido e elusivo.

Posto isto, o meu real problema com o jogo prende-se com a sua história. Ainda que os jogos do Hitman não sejam conhecidos pela sua elaborada narrativa, Hitman: Absolution faz um esforço em dar ênfase neste aspecto. Porém grande parte dos antagonistas é retratado num tom cómico, o que não só retira a sua magnitude e ameaça, como também, acaba por ser discrepante com o tom da saga Hitman. Portanto, se eu já não ligava tanto à história neste tipo de jogos, Hitman: Absolution faz-me passar completamente as cutscenes à frente.

Por fim, acrescento que a mecânica de Instinct, a qual nos permite, entre outras coisas, passar despercebidos aquando da utilização de um disfarce, entre os inimigos, é uma boa adição ao leque de habilidades que utilizamos ao longo do jogo. Não só é ajustado às situações, como também é equilibrado, pois esgota-se rapidamente, caso o utilizemos com frequência.

 

2 – Hitman: Contracts (2004)

Hitman: Contracts melhorou e poliu grande parte dos aspectos do seu antecessor, por isso muitos consideram-no o melhor da série. Mesmo assim, e apesar de sentir que está praticamente par a par com o seu sucessor de 2006, o facto de ter várias missões que são remakes do jogo de Hitman: Codename 47, acaba por tirar um pouco o seu brilho. Isto é, além da longevidade deste título ser de alguma forma pequena, com apenas doze missões, a presença destes níveis remake do primeiro jogo original, acabam por encurtar mais a sua experiência. Portanto, é praticamente uma espécie de reciclagem do que já foi feito anteriormente.

Independentemente disso, Hitman: Contracts é um excelente jogo, mas acabo por ficar mais inclinado para o jogo que coloquei na primeira posição desta lista.

 

1 – Hitman: Blood Money (2006)

Se atualmente sou grande fã de jogos de franquias como Dishonored e Metal Gear, posso agradecê-lo a Hitman: Blood Money, que não só foi o primeiro jogo desta saga que joguei, como também o primeiro que joguei deste género stealth, e que sou grande admirador. Primeiramente, todos os pequenos e grandes componentes de Hitman: Contracts estão presentes neste título, mas de forma refinada e otimizada, de maneira a criar uma vivência nova.

Em síntese, o que me faz preferir Hitman: Blood Money a Hitman: Contracts, diz respeito às suas missões com objetivos e maneiras de as ultrapassar criativas e engenhosas. Seja, fazer com que uma determinada morte pareca um mero acidente, até à ocultação completa do nosso rasto, podendo nem sequer sermos vistos um única vez por algum NPC inimigo. Assim, Hitman: Blood Money é não só o meu jogo favorito de stealth, como também um dos meus all-time-favorites.

 

Podem conferir as últimas edições desta rubrica aqui:

  1. Marvel Cinematic Universe (MCU);
  2. Sly Cooper;
  3. Star Wars;
João Luzio
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