Do Pior…para o Melhor! #2 – Sly Cooper

Nota: Esta rubrica pretende ordernar em termos de qualidade, vários videojogos, filmes ou outras obras de entretenimento, dentro da sua fraquia. Isto não quer dizer, que por uma coisa estar em último lugar, seja necessariamente má, simplesmente em comparação com as restantes é mais fracaReforço ainda, que esta rubrica é baseada numa opinião meramente pessoal

 

4 – Sly Cooper And The Thievius Raccoonus (2002) 

Começo a lista com o primeiro jogo da franquia, que é aquele que mais foge à fórmula estabelecida no segundo jogo, e que foi mantida nos seguintes títulos. Sly Cooper And The Thievius Raccoonus (2002) não é propriamente uma má experiência, mas acabou por envelhecer mal com o tempo e  acaba por estar mais próximo de um jogo do Crash Bandicoot, em termos de estrutura simples. Mesmo assim entretém, e não deixa de ter toda a mística que o universo de Sly Cooper tem, desde as personagens, aos bosses, e até mesmo aos locais das missões.

Em termos gerais, acaba por ser um bom primeiro passo, em introduzir esta franquia, no entanto, acaba por ser o mais esquecido. É também, muito provavelmente, o mais difícil, e isto deve-se sobretudo, à mecânica de “one hit kill“, ou seja, ao sofrermos um dano, automaticamente morremos, salvo exceções onde temos um amuleto connosco. Funcionalidade esta, que resulta em alguns momentos frustrantes em determinadas missões. É também o único jogo que não foi dobrado para português de Portugal, o que quando era muito novo, acabou por inibir a minha vontade em pegar nele, uma vez que os restantes estavam todos dobrados, tornando-se mais convidativos a jogar. O verdadeiro potencial do jogo reside, acima de tudo, nas bases que criou para os futuros jogos que estariam por vir.

 

3 – Sly Cooper: Thieves In Time (2013)

Se o primeiro jogo introduziu o universo e os conceitos, o segundo criou uma fórmula própria, o terceiro aperfeiçoou o que tinha sido feito antes, e o quarto… bem o quarto repetiu sem inovar lá grande coisa. Contudo, todos os elementos já conhecidos estão lá, as personagens, os vilões carismáticos, os mundos estimulantes, mas faltava algo, que era o factor novidade. Por mais que uma fórmula com sucesso seja repetida vezes e vezes sem conta, esta precisa de alguma coisa que a mantenha “fresca” (tal como sucede, ocasionalmente na franquia Pokémon, apesar do último jogo desta série não ser o melhor exemplo disso).

Independentemente disso, trouxe de volta os colecionáveis das garrafas, que tinham desaparecido misteriosamente no jogo anterior, e que já faziam falta para preencher os mundos, e justificar a sua exploração, assim como as várias relíquias espalhadas, por lá também. Adicionou a possibilidade de se jogar com os antepassados de Sly, os quais tinham ligeiras mudanças no gameplay (mas nada de significativo), mas apesar disso, sabia ao mesmo. Até mesmo a história, que até tinha uma premissa atrativa, das viagens no tempo, acaba por ser a mais directo ao ponto dos três jogos que aplicam a fórmula.

Decisão esta, que acaba por ter um impacto enorme no clímax do jogo, sendo a batalha final, uma mera sequência de quick-time-events, que é uma verdadeira decepção. Para não falar, que o vilão em questão desta batalha, é talvez dos mais desinteressantes da franquia, apesar do mistério dado a esta personagem.

 

2 – Sly Cooper 2: Band Of Thieves (2004)

Eis o jogo que desencadeou a fórmula e que tornou Sly Cooper conhecido para um público mais generalizado. Esta fórmula que aqui tanto refiro, consiste em dois grandes pilares: O primeiro está relacionado com a estrutura do jogo em si. Aqui cada mundo é composto por uma série de missões, que após a sua conclusão, resultam numa operação final, que se traduz na resolução do problema específico daquela região e respectivo confronto com o boss. O segundo pilar prende-se com o gameplay, o qual nos põe na pele de Sly, que se assemelha a um jogo de plataformas, com uma mistura de stealth. Seguido de Bentley, que contempla um estilo mais reservado, dando espaço à resolução de puzzles e utilização de engenhocas alternativas. E de Murray, que se foca mais na luta e combate directo com os inimigos.

Posto isto de lado, Sly Cooper 2: Band Of Thieves (2004) é uma experiência bastante agradável, do início ao fim, com alguns plot-twists que me surpreenderam ao longo da minha jornada. Não só isso, mas até a própria dinâmica entre a equipa, é reforçada pela sua interação nas missões e diálogos. Foi um jogo que marcou a geração da PS2 e potencializou a personagem de Sly Cooper como uma das mascotes da marca Playstation.

 

1 – Sly Cooper 3: Honor Among Thieves (2005)

Como já referi, o terceiro jogo desta franquia, aperfeiçoou a fórmula introduzida no jogo anterior. Polindo alguns aspetos mais rústicos, tanto ao nível do gameplay, assim como nos próprios mundos, que se tornam mais compactos e naturais de se explorar, com qualquer uma das personagens. Por falar nisso, neste jogo a equipa de ladrões aumenta significativamente, tendo cada um destes novos membros, habilidades originais, que acabam por trazer inovações, com diferentes tipos de mini-jogos e desafios.

Quanto aos veteranos da equipa, Bentley, que após o desfecho do segundo jogo, se vê numa cadeira de rodas composta por várias engenhocas. Surpreendentemente esta funcionalidade encaixa muito bem na personalidade de Bentley, devo dizer que me deu mais prazer de jogar com este último, em Sly 3: Honor Among Thieves (2005), do que no seu antecessor. Por razões que desconheço, os colecionáveis das garrafas desaparecem, o que acaba por tornar o mundo “mais vazio”. Ainda assim, não é um aspecto gritante, e não obstante, explorei e diverti-me muito mais ao navegar pelos mundos deste jogo, do que em Sly 2: Band Of Thieves (2004).

Com uma história cativante, com os melhores e mais carismáticos vilões, e um gameplay refinado, fazem Sly 3: Honor Among Thieves (2005) ser o pináculo de qualidade da franquia de Sly Cooper.  Todas estas razões fazem-me voltar a jogá-lo de tempos em tempos, quando toco ocasionalmente na The Sly Collection (2010).

 

Podem conferir as últimas edições desta rubrica aqui:

  1. Marvel Cinematic Universe (MCU);
João Luzio
Share

You may also like...

error

Sigam-nos para todas as novidades!

YouTube
Instagram