Análise – Ori and the Will of Wisps

Depois do sucesso que foi Ori and the Blind Forest, um novo título foi um passo perfeitamente natural dado pelo Moon Studios. O jogo foi anunciado em 2017 e no comando temos de novo o produtor Thomas Mahler. Depois de alguns anos em produção, o jogo foi lançado em Março deste ano e tem gozado de um bom sucesso até agora.

Ori volta a ser o protagonista deste novo jogo no qual o sentimento de coragem e de heroísmo volta a vir ao de cima depois de ver o seu amigo mocho de nome Ku aprender a voar. Ku fica em maus lençóis depois de voar para muito longe e ficar sozinho e indefeso num mundo desconhecido. Ori persegue o mocho e tenta descobrir o seu paradeiro.

Este novo jogo continua o que feito no título anterior, ou seja, foca-se na acção com exploração juntando também vários elementos RPG, aquilo que hoje é tratado na gíria como Metroidvania. A exploração e o desbloquear de zonas é feita gradualmente e de acordo com as várias habilidades que vamos ganhando, como por exemplo o double jump dá-nos acesso a outras partes inacessíveis, bem como a possibilidade de quebrar barreiras que nos impediam de progredir.

Controlar Ori é uma experiência bastante fluída e simples. Apesar de termos várias habilidades para usar, iremos seleccionar algumas delas para os vários botões do nosso comando. Como não teremos grande necessidade de usar todas as habilidades ao mesmo tempo, iremos escolher aquelas que mais se encaixam no nosso estilo de jogo e ir alternando sempre que necessário. Algumas delas que não focadas apenas no ataque serão obrigatórias para progredir e que nos darão uma maior mobilidade pelo cenário.

Os níveis estão desenhados meticulosamente por forma a que entendamos bem e rapidamente o que temos de fazer, e como iremos fazer. Caso não consigamos chegar a uma nova zona vamos entender rapidamente que não estamos prontos para tal, o que nos obrigará a verificar o mapa por novas regiões para fazermos backtracking.

O jogo torna toda este processo bastante natural e fresco com a introdução de algumas missões secundárias que irão desbloquear o mapa e oferecer uma motivação extra para chegarmos mais longe. Missões desde destruir certos inimigos, recuperar items importantes para NPCs, etc.

Nesta nova aventura temos à nossa disposição um mundo bastante vivo e com biomas bastante interessantes e distintos no panorama visual. A estética visual não é apenas o que os distingue, tendo vários aspectos que irão determinar a jogabilidade, como é o caso da zona do deserto onde precisamos de escavar o cenário para progredir, bem como uma das zonas corrompidas e consumidas pela escuridão. Todos estes elementos irão manter o jogo interessante em todos os aspectos.

Todo o trabalho sonoro feito para este jogo enriquece toda experiência. Graças a uma banda sonora bastante angelical e focada numa orquestra, ficamos sempre com a sensação de que estamos a ser transportados para dentro de um sonho bem profundo e belo. Todas as criaturas têm uma voz bastante impactante e a língua que usam para comunicar dá um sentimento de misticismo.

Ori and the Will of the Wisps é uma experiências pura e simplesmente deliciosa. Não é uma fórmula de todo inovadora, mas é a execução perfeita que torna este jogo um dos melhores deste ano. Todos os aspectos deste jogo estão muito bem feitos e produzidos e o resultado está à vista.

O estúdio Moon Studios está inteiramente de parabéns pela produção deste jogo e qualquer um de nós devia testar este título que está disponível para PC e Xbox One.

Positivo:

  • Direcção artística impressionante
  • Controlar Ori é um tarefa bastante fácil
  • Vários biomas bastante distintos
  • Alteração fluída nas várias abordagens aos níveis
  • Bom design dos níveis

Negativo:

  • Alguns “soluços” na performance

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