Análise – Kill la Kill

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  • Episódios: 24 + 1
  • Ano: 2013/2014
  • Produtores: Aniplex, Kadokawa Shoten, Aniplex of America L, Trigger
  • Géneros: Acção; Comédia; School life; Ecchi.
  • Linguagem: Japonesa

A análise que se segue foi escrita de forma a tentar evitar qualquer tipo de spoilers que possam estragar directamente a história ou os episódios mais avançados

O ser humano é uma máquina geradora de entusiasmo por natureza. Seja um filme, um jogo, um CD, um concerto ou até por um novo episódio de uma série de televisão, nada consegue parar o entusiasmo de um exemplar desta criatura.

Ao que parece, os criadores de Tengen Toppa Gurren Lagann sabem bem disso, pois aproveitaram-se dessa fragilidade ao máximo, tendo criado uma das séries progressivamente mais épicas de sempre.

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Alguns anos depois, o regresso da mesma equipa tinha de resultar em algo, no mínimo, semelhante. Foi dessa forma que nasceu Kill la Kill. Eu acompanhei a temporada de forma ocasional, mas à medida que os episódios começaram a chegar ao fim, não pude deixar de consumir os últimos de enfiada. Agora que a “coisa” já foi digerida, está na hora da nossa análise de Kill la Kill.

Lembram-se do mundo de Tengen Toppa Gurren Lagann e das ameaças que existiam? Esqueçam tudo isso, Kill la Kill começa as coisas do zero, com a história a decorrer no Japão, com um exército de novas personagens, um novo inimigo, milhentos combates e mais que uma mão cheia de Twists.

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As personagens principais são Ryuko Matoi, uma estudante que procura encontrar o assassino do pai e obter vingança e Satsuki Kiryuin, a directora da escola e a principal suspeita do assassinato.

A principio, Ryuko não passa de uma rapariga com muitas intenções, mas pouco poder para as cumprir, isto até descobrir nos destroços da sua casa um uniforme Goku, uma roupa mística inteligente e falante, que consegue usar o seu sangue par se transformar numa “espécie” de armadura moldável com super-poderes.

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Este é um dos primeiros aliados que Ryuko vai encontrar na luta contra Satsuki, surgindo também Mako, uma rapariga totalmente despreocupada e a sua família, um professor que esconde uma identidade secreta e outras personagens que acabam por se revelar com o tempo.

Os primeiros episódios do Anime tentam apresentar o universo da série, com muitos combates temáticos épicos, onde Ryuko precisa vencer para subir no ranking da escola e poder defrontar a Elite Four, os quatro soldados leais de Satsuki.

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Apesar do seu aspecto pateta e personagens algo ridículas, é espantoso como Kill la Kill consegue criar uma forte ligação entre as personagens e o espectador. Tirando as personagens que estão lá mesmo por estar, a vasta maioria das secundárias fazem parte da história e influência a mesma de alguma forma.

Com o passar do tempo, algumas personagens mostram facetas totalmente diferentes, o que nos faz apreciar as suas acções e o motivo pelo qual lutam para defender os seus ideais. Como é lógico, e tentando evitar ao máximo spoilers, a série está recheada de Twists, uns mais previsíveis, outros totalmente inesperados e mesmo os mais inesperados, acabam por ser até os menos necessários.

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Voltando aos combates. Podem contar com sequências de luta cada vez mais épicas, que levam Ryuko e o Senketsu (o seu fato Goku), a criar soluções imediatas como resposta, alterando a sua forma quase ao estilo de um transformer. O tema “se acreditares é possível” de Tengen Toppa Gurren Lagann está bem patente em Kill la Kill e vão ver isso em acção muitas vezes.

Mesmo com 24 episódios, um ou outro episódio parece um pouco mais lento ou desnecessário, e só quando o Anime chega a meio é que começamos a ver os combates realmente emocionantes. É uma equilíbrio necessário, pois o Anime tenta levar as coisas de uma forma mais divertida e descontraída, usando essencialmente Mako como o “comic-relief” mais comum. É verdade que Mako pode não ser a personagem favorita de muitos, mas justifica bem a sua presença.

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Algo que podem ver pelas imagens é que Kill la Kill tem uma quantidade industrial de Fan-Service, ou seja, corpos quase nus, e ângulos de câmara a privilegiar certas partes do corpo. Curiosamente, não é um ponto negativo ou exagerado, pois o mesmo é servido em igual quantidade tanto para os homens como para as mulheres, e tenho a dizer que não me senti incomodado com nenhum dos dois, estando ambos dentro do “bom gosto” esperado.

Apesar de ser um Anime actual, Kill la Kill usa um estilo de desenho mais clássico, acompanhado de uma pintura ao nível dos animes mais recentes. Este estilo é claramente intencional e apesar de alguns momentos em que animação parece menos cuidada, faz lembrar séries clássicas como Dragon Ball ou o próprio Tengen Toppa Gurren Lagann.

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A banda sonora é respectivamente épica, com várias músicas que encaixam de forma perfeita nos combates ou nos deixam em polvorosa para o próximo episódio. Quanto aos momentos mais calmos ou de comédia, estes também são preenchidos com música adequada bastante divertida.

Em relação às prestações vocais, tenho que dizer que estas são muito boas no geral, e a maioria está bem enquadrada na sua personagem. Ami Koshimizu (Kallen de Code Geass e Yukiko de Persona 4 The Animation) dá a voz a Ryuko, Ryouka Yuzuki (Ino de Naruto e Shamal de Nanoha) é a voz de Satsuki, Seki Toshihiko (Iruka de Naruto e Milo Cavaleiro do Escorpião de Saint Seiya) interpreta Senketsu e Aya Suzaki (Tamako em Tamako Market) é a voz de Mako.

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Tal como já referi, Kill la Kill é um Anime que se desenrola e nos mantem presos com base no entusiasmo, cada combate tenta sempre ser mais épico que o anterior, e o conflicto sobe de uma coisa local para algo de grandes proporções. É verdade que alguns momentos fazem que a série se arraste, quando devia dar mais destaque a momentos mais importantes mas, no geral, é uma aventura que acaba depressa, mas cheia de grandes momentos.

Kill la Kill não é só divertido de ver, é uma aventura que fica na memória. As suas personagens são altamente carismáticas e o desfecho consegue ser igualmente épico… e sim, épico é a palavra que melhor descreve este Anime, por isso se ainda não o viram, não percam mais tempo.

Positivo:

  • Combates imponentespn-recomendado-ana
  • Boas personagens
  • História desenvolve para algo maior
  • Boa banda sonora e vozes
  • A amizade entre Ryuko e Mako
  • Final ao nível das expectativas

Negativo:

  • Só a música da primeira abertura é que se aproveita
  • Alguns episódios parecem fillers
  • Um certo twist parece feito para ganhar tempo

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ShadowDust

Também acho este anime excelente apesar de ser derivado a aspectos completamente diferentes dos teus (e aliás discordo de várias partes do que disseste xD ). Não só pelo contínuo crescendo que a série apresenta como pelas inúmeras referências que a série apresenta desde o início (Os fatos da Mako e da Satsuki são belos exemplos disso).

E acho que conseguiram lidar bastante bem com a secção de fan-service. Não acho que seja igual para ambos os sexos. É patente no decorrer do anime que o fan-service está destinado mais para um lado do que para outro, no entanto o facto de o próprio anime ter consciência de que fazia fan-service (e a maneira como o demonstrou no início foi genial) garantiu um euqilibrio quase perfeito entre o eye-candy e a “richness” que isso conseguiu trazer ao enredo.

“É verdade que Mako pode não ser a personagem favorita de muitos, mas justifica bem a sua presença.”

Essas pessoas mereciam levar com um taco de basebol projectado pelo Platinum Star!

Avolta

Um taco não chegava!!!!!

Daniel Silvestre

Acho que já respondi à maioria das coisas no comentário do Avolta Shadow, sorry xD

ShadowDust

Ora essa, eu percebi o que querias dizer pela análise apenas estava a demonstrar que mesmo tendo prespectivas completamente diferentes o anime continua awesome as everything

Daniel Silvestre

So true xD

Avolta

Como raio é que a Mako “pode nao ser a personagem favorita de muitos” É verdade que a Ryuko no final torna-se uma grande personagem, mas wtf a Mako tem momentos simplesmente geniais!!!! Se nao houvesse Mako Kill la Kill não era a mesma coisa!!!

Concordo com algumas partes da análise e nao com outras, como disse o Shadow o fan-service apartir dum determinado momento começa a tombar para um lado, mas sempre sem exagerar, muito … 😉

Mais uma vez gostei da análise, Daniel um anime desta season que acho que deves manter debaixo de olho (tirando Fairy Tail claro!!! e JoJo vá xD) Mahouka Koukou no Rettousei

Daniel Silvestre

Claro que não! Mako é awesome. Sem ela não havia mesmo série. Totalmente de acordo : D

Bem, a questão de Fan-Service depende do ponto de vista, mas eu não acho que tenha sido exagerado e os dois lados da barricada foram favorecidos, quem recebeu mais ou menos isso já nem contabilizo na análise.

Da season que está a estrear só estava de olho em Atelier, mas logo se vê : )

sasuke12

Adorei o anime,e aquela 1 opening é brutal :3 os twists sao bons mas a mako é qualquer coisa de epico :3 no meio de uma batalha ou momentto tenso vem com as suas teorias e é “impossivel” nao rir

Daniel Silvestre

“Aleluia”! xD

Silver4000

Hum… ouço falar, mas… nao é desta que despertou o meu interesse.

Daniel Silvestre

Mas devia. Vais ver que vais gostar e consegues acabar bem depressa : )

Kanudo

Quando comecei a ver Kill la Kill, estava sem qualquer expetativa, não sabia o que esperar. Logo após a cena do Ira a perseguir o aluno que roubou um fato Goku nos primeiros minutos do 1º episódio, eu fiquei rendido ao anime. Adorei toda aquela animação e ação over-the-top, e após o combate final no 3º episódio, eu fiquei com receio de que o anime já tinha dado tudo o que tinha para oferecer e que as coisas que não podiam ficar mais épicas do que aquilo… oh como eu estava enganado.

Quando ao fan-service, foi algo que estava a ser difícil habituar-me durante os primeiros episódios, mas acabei por aceitá-lo pois acaba por fazer um certo sentido na história. E também porque os episódios estavam a ser awesome demais para deixar de ver à custa de uns quantos seios e traseiros à mostra.

“Só a música da primeira abertura é que se aproveita”

Referes-te às músicas das aberturas ou da banda sonora em geral? Caso seja a segunda… you lost your way, man…

Daniel Silvestre

Eu meti a banda sonora como um ponto positivo, como é que ia depois meter como ponto negativo?
Banda sonora e openings/endings são coisas diferentes xD

Kanudo

Para mim é tudo sonoro :v
Pessoalmente, achei que a 2ª abertura estava ao mesmo nível que a 1ª

Daniel Silvestre

Por acaso não senti o mesmo, mas aceito que gostes : D

NikoTuga

“Só a música da primeira abertura é que se aproveita”

Em toda a banda sonora?

ShadowDust

“Boa banda sonora e vozes”

Presumo que seja das músicas intro/outro

Daniel Silvestre

Tal como respondi ao Kanudo, banda sonora é awesome, as intros e finais é que não são nada por aí além tirando a primeira.

Prince Omelete

Gostei do que li, promete ser um tempo bem passado.
A ver se vejo isto.
Boa análise!

Daniel Silvestre

Tnks! Vais ver que vale a pena : )

Guilhathorn

Este será o próximo a ser visto 🙂

Daniel Silvestre

Ainda não foi? Tens de tratar disso ; )

Guilhathorn

Aproveito e vejo tudo de enfiada 😛

marceloo447

Vou nos últimos dois episódios e tenho a dizer que o anime é supremo e é fácil de ver por ter 24 ep. boa análise!!

Daniel Silvestre

Obrigado!

Depois de acabares dá o teu parecer : )

marceloo447

já acabei e amei, final épico, só podia se no espaço xD Adoro algumas frases e a reflexão da Ryuko quanddo aquilo no final se desenrola, muito bom mesmo

SlamGouveia

Para o pessoal fã de Randomness, este anime é recomendado,
principalmente quando se trata da Mako x).
Eu pessoalmente gostei mais
da 2a abertura. Gostei bastante do anime, sem duvida um dos melhores dessa temporada. O unico aspeto negativo que aponto é a grande quantidade de voltas que a história dá para o desenvolvimento dos personagens.

No inicio o anime focava-se mais na vingança e na vida que as favelas têm, mas depois é um anime com muita ação, batalhas e muitas coisas random, o que faz com que o anime não tenha um público expecifico

Daniel Silvestre

É bem verdade, parece que tem um pouco de tudo para toda a gente, o que acaba por não ter um alvo em específico. Talvez isso até acabe por ser um ponto a favor, pois aglomera todos os estilos de público para depois lhes dar aqueles combates épicos que nos deixam pendurados xD

Cumprimentos!

Guilhathorn

Não consigo perceber porque é que não gostas pelo menos das músicas dos 2 endings, eu acho que estão ao nível do 1º opening em termos de qualidade e catchyness xD O 2º opening é que não gosto mesmo nada

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