Análise – Quest of Dungeons (3DS, Wii U)

Se gostam de jogos roguelike, então é bem provável que tenham ouvido falar de Quest of Dungeons do português David Amador. Lançado em 2014 para o Steam, o jogo teve uma recepção positiva apesar de ser bastante simples e depois de ter sido lançado mais tarde na Xbox One, chega agora a plataformas da Nintendo, Wii U e 3DS. Vamos ver como é que estas versões se portam.

Como foi dito em cima, este é um jogo roguelike por turnos, onde vamos guiar a nossa personagem pelos vários pisos das masmorras que nos são apresentadas, mas para isso teremos que combater contra os vários inimigos, evitar os vários perigos e conseguir aumentar o nosso arsenal para combaté-los.

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O jogo funciona num sistema por turnos que não nos atrasa de maneira, sendo que o nosso turno após cada passo que demos. Visto que podemos andar normalmente, cada turno nosso poderá demorar menos de um segundo. Dependendo da nossa abordagem ao jogo, a nossa velocidade no jogo poderá ser usada contra nós caso não sejamos prudentes.

Vamos então ter várias classes ao nosso dispor, e que se baseiam em modelos bastante clássicos para este tipo de jogo: Warrior, Wizard, Assassin e Shaman. Warrior é um lutador nato que prefere acção corpo a corpo, o Wizard irá usar magias destrutivas a seu favor, o Assassin irá usar a distância para dar uso ao seu arco e flecha, e o Shaman irá usar os seus poderes para causar todo o tipo de efeitos adversos aos seus inimigos, como terror, paralisá-los, etc.

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Dependendo do nosso estilo de jogo, existem classes para grande parte dos gostos, mas poderão também modificar a vossa dificuldade de jogo – sem falar da que podem escolher antes de começar a jogar – com a escolha de uma destas. Enquanto a travessia das masmorras com o Assassin torna-se mais fácil, já o mesmo não se pode dizer com algo como o Shaman, que com a aproximação de vários inimigos a nossa tarefa torna-se mais complicada.

É um jogo bastante simples que nos fará repetir várias vezes após cada morte, ainda por cima dada a uma certa velocidade com que este decorre mesmo para um jogo deste género. A dificuldade do jogo irá também determinar em certa parte a duração total do mesmo, que por si não é assim muita.

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A apresentação aposta num estilo bastante retro com sprites a lembrarem clássicos das 8 ou 16-bit dos anos 90. Cada personagem tem o seu próprio estilo e os inimigos são também de fácil distinção. Apesar de haver um tema padrão, os vários pisos vão mudando um pouco o aspecto visual, o que torna a nossa tarefa de diferenciar cada piso mais fácil.

Não é sem dúvida o maior feito dos videojogos em Portugal, mas é concerteza um jogo bem divertido, por isso não se deixem enganar pela sua simplicidade e aspecto um pouco low-budget. Certamente que o David Amador ainda tem alguns dos seus melhores momentos pela frente neste futuro risonho.

Positivo

  • Uma experiência bastante viciante
  • Luta por um lugar nos leaderboards oferece um aspecto mais old-school
  • Apresentação no geral fácil e agradável de ver
  • Imprevisível por vezes

Negativo

  • Não vagueia muito fora da sua fórmula
  • Banda sonora boa mas curta

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