Análise – LBX: Little Battlers eXperience

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Se eram espectadores do velhinho “canal um” quando eram mais novos, ou apanharam durante um momento de zapping (tal como me aconteceu), devem lembrar-se de ver Medabots durante os fim-de-semana. E quem sabe, talvez tiveram a oportunidade de experimentar o jogo do GameBoy Advance (distribuído em duas versões tal como Pokémon) ao estilo Digimon Rumble Arena, ou seja, um 2d fighter onde controlavam o vosso robô e até podiam mudar partes do mesmo.

Acontece que LBX: Little Battlers eXperience é o jogo 3D de Medabots o qual sempre desejei jogar. Embora eu esteja a fazer uma comparação com Medabots, exista quem a faça com Custom Robo Arena, título da Nintendo DS, que após assistir a uns vídeos no youtube compreendi os motivos de comparação, pois ambos os títulos são bastantes semelhantes. Mas semelhanças à parte, existe alguma razão para comprar LBX: Little Battlers eXperience?

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Vindo da Level-5 é normal que existam mais um ou dois jogos da série lançados noutras plataformas, e até adaptações para anime e manga. Tudo com a sua história, e a de LBX: Little Battlers eXperience, versão melhorada do jogo da PSP, deixa a desejar tendo em conta outros títulos da Level-5, em especial Inazuma Eleven, que é a melhor escolha possível para fazer uma comparação entre ambos os jogos da produtora.

A história passa-se pela habitual criança que adora a coisa do momento, neste caso os pequenos robôs chamados LBX e que tem a sua figura paternal afastada, neste caso, considerado como morto após um suposto acidente de avião. Essa criança chama-se Van Yamano, e tal como não podia deixar de ser, ele adora fazer combates usando os LBX, sendo bastante bom com os mesmos. Para não fugir à regra, Van é confiado por um desconhecido, neste caso, uma desconhecida, com um LBX único de nome Achilles.

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Histórias com esta base são normais em jogos e animes virados para as crianças, no entanto isso não significa que não sejam boas, pois existem exemplos tais como as séries Megaman Battle Network ou Inazuma Eleven, que mesmo com bases semelhantes, conseguiram oferecer boas histórias. Algo que não chega a ser bem o caso de LBX: Little Battlers eXperience.

Talvez seja por estar a ficar velho, ou por LBX: Little Battlers eXperience estar direccionado a crianças, que a história não chega a ter a mesma credibilidade que outras séries, onde a motivação e a razão de cada personagem envolvida não tem força suficiente, mesmo tendo noção de que a história não deve ser levada a sério. Sendo um jogo de média duração é preciso algo para nos agarrar ao mesmo. Aí chegamos ao departamento da jogabilidade, e como é que esta se comporta?

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Como já disse, em LBX: Little Battlers eXperience a moda são os pequenos robôs de batalha que as crianças (na sua maioria) usam para combater entre si. E é certamente a melhor coisa que o jogo tem para oferecer, sendo a principal razão do meu interesse, que não chegou a desapontar por completo.

As batalhas vão desde um contra um até a um máximo de três LBX de cada lado do campo, normalmente podem desafiar algumas pessoas, e em certas áreas (que num termo mais técnico podem-se apelidar de dungeons) ficam entregues aos random encounters ao estilo dos antigos Final Fantasy. Antes de cada combate, e fora deles, podem fazer alterações ao vosso LBX, mudando as peças do corpo, ataques especiais e até o motor do robô.

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Embora possam mudar as peças de forma a combater as fraquezas que tenham contra o adversário, ou para arranjar maneira de causar mais dano ao mesmo, não senti muito a necessidade de fazer alguma modificação ao meu LBX. Apenas quando era obrigatório por história, tendo na maior parte do tempo regressado ao meu conjunto inicial, que possuía um melhor balanço entre as mais diversas estatísticas.

Finalmente nas batalhas em si, somos apresentados a uma área quadrada, que costuma variar de cenário, lembrando outros jogos de mechas, ou até o mais recente Godzilla. E os controlos acabam por ser simples, existindo apenas um botão para atacar, e outros para saltar, desviar, guardar, usar itens e até ataques especiais.

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E a verdade é que não é necessário mais do que isso, pois o divertimento que um simples combate oferece já é imenso. Se na série Persona eu prefiro passar os dias fora de combates e a tratar dos social links, em LBX: Little Battlers eXperience gosto passar o tempo todo em combate. Infelizmente a minha desilusão com esta parte do jogo é a de os combates serem demasiado curtos, onde muitas vezes nem chegam ao marco dos 60 segundos.

Fora dos combates podem visitar vários locais e andar livremente pelos mesmos, semelhante a vários jogos que já foram mencionados nesta análise, havendo então a loja onde podem comprar ou vender peças. Que por sua vez me faz falar do dinheiro, algo que na altura eu havia reparado que não tinha subido (nem descido) desde o início do jogo, onde fui então introduzido às quests, que são a única forma de ganhar dinheiro no jogo sem recorrer à venda de itens.

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Estas quests são acessíveis a partir do nosso menu, onde é apenas possível aceitar uma de cada vez. Com alguns objectivos repetidos, tais como oferecer algo, encontrar algo, ou combater contra alguém. Acabando assim por quebrar um pouco o ritmo do jogo.

Devo dizer então que as minhas visitas à loja não foram muitas, já que não senti a necessidade do mesmo, e pelo dinheiro “limitado” que era possível obter. Falando em limitações, também limitado é o modo online, sendo apenas possível combater no modo local, não existindo assim um modo global.

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Em termos de grafismo podem contar com uma vista aérea em 3D semelhante aos mais recentes jogos de Pokémon, embora não com a mesma qualidade gráfica. Já no que toca ao 3D da consola, não houve nada de especial que fizesse com que o tivesse ligado durante o jogo. Quanto às vozes, podiam estar bem melhor, mas cumprem o seu objectivo num jogo para crianças.

No fim, LBX: Little Battlers eXperience certamente seria um jogo que me iria entreter caso eu fosse criança, no entanto visto estar mais velho por vezes não consigo bloquear o facto de para quem o jogo foi criado. As batalhas foram o ponto central do jogo para mim, sendo que o seu único ponto negativo foram as mesmas não serem mais longas, mas que fizeram o óptimo trabalho de me entreter durante o jogo.

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Positivo:

  • Combates entre mini mechas
  • Possibilidade de modificar os LBX
  • Jogo tem boa duração

Negativo:

  • Falta de online global
  • História típica sobre crianças poderá ser um entrave para os mais velhos
  • Combates são demasiado curtos

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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