Análise – Godzilla

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Godzilla é um marco da cultura japonesa. O Rei dos Monstros é até um embaixador cultural de uma área metropolitana de Tóquio. É adorado por miúdos e graúdos tanto no oriente  no ocidente. E eu sou um deles.

Tenho de afirmar que estava com alguma esperança neste novo Godzila. Numa consola de nova geração, com um sequência de reboots originais a antever o renascimento do outrora ser mais temido pela Humanidade, tinha todas as condições para renascer das suas cinzas tal como uma Fénix (Hollywood aqui têm um crossover que vos ofereço de borla).

 

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Mas a verdade é que Godzilla não é nada disto. O jogo está muto abaixo daquilo que estava à espera. O combate é desengonçado, os gráficos parecem sair da altura do lançamento da Plastation 2 e o objectivo de cada nível é mais repetitivo do que os jingles que vos ficam na cabeça o dia todo.

Mas nem tudo é mau. Para os seguidores das aventuras do gorila-baleia mais conhecido do Universo ou até mesmo para quem queria conhecer mais sobre este universo, o jogo tem algumas ferramentas interessantes. Não só tem uma biblioteca com todos os Kaijus que aparecem no jogo (praticamente todos) onde podem ler mais sobre as suas raízes e ver a sua filmografia como podem também jogar com eles nos vários modos offline e online.

 

 

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A campanha é bastante simples e repetitiva. Escolhemos um Kaiju, invadimos a cidade, vêem uns quantos helicópteros e tanques que não nos fazem dano mas ficam bem na imagem de fundo, aparece outro Kaiju para termos uma tentativa de batalha épica, destruímos uns quantos edifícios e reactores nucleares, o primeiro-ministro diz uma frase que tenta ser profética mas que soa sempre a poesia dita por um tipo qualquer no Bairro Alto às 4 da manhã de sexta-feira. Depois é repetir os passos todos durante 2 horas e voi lá, temos um modo campanha!

E pelo meio temos de ajudar o exército japonês a reunir informação sobre o nosso Kaiju onde nos obrigam a posar para uma câmara para terem informação suficiente sobre nós para nos derrotarem. No meio disto tudo à uma questão que se impõe – Porque raio é que eu os estou a ajudar a reunir informação sobre como me destruir?!

Mas nem tudo é mau. Ao longo do modo campanha a identidade do primeiro-ministro japonês vai se alterando consoante os estragos que vocês vão fazendo à cidade. Se optam por destruir apenas os reactores nucleares e deixar os edifícios urbanos em pé podem calhar com alguém menos agressivo do que se destruíssem tudo por onde passam. E cada primeiro ministro tem uma filosofia diferente. Um primeiro-ministro mais amigável envia menos tropas do que alguém mais agressivo e com isso podem ter menos coisas no ecrã para vos chatear.

 

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Onde o jogo falha redondamente é no combate entre Kaijus. Algo que devia ser uma luta épica pela conquista do território acaba por ser um pouco mais do que repetidamente pressionar o botão de ataque pesado. Temos outro tipo de ataque à disposição mas quase nunca o vão usar. Além disso controlar o nosso Kaiju com o gatilhos é algo que requer uma certa habituação.

Graficamente o jogo parece saído da viragem do século. Tudo é extremamente quadrado e a diferença do Godzilla para o King Ghidorah apenas reside no numero de cabeças. Além disso as hitboxes variam como lhes apetecem por isso tão depressa podem acertar no ar e matar o adversário como podem acertar em cheio com um raio laser e ele não dar por isso.

 

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Podem jogar tanto em Japonês como em Inglês se bem que as vozes em japonês terem uma diversificação maior no estilo, sendo que são sempre as mesmas vozes para o mesmo estilo de personagens por isso se quiserem desligar o som das vozes ao fim de dois níveis ninguém vos censura.

Godzilla não prometia muito mas ainda assim conseguiu falhar todas as para um jogo minimamente decente. Se não forem fãs do universo Godzilla então este jogo não é definitivamente para vocês. Se forem fãs podem encontrar algum divertimento mas que rapidamente se desvanece.

 

Pontos Positivos:

  • Enciclopédia de todo o universo Godzilla e outros Kaijus
  • Mecânicas de primeiro-ministro no modo campanha
  • Fãs vão reconhecer muitas personagens

Pontos Negativos:

  • Jogabilidade
  • Gráficos saídos do início da PS2
  • Sons repetitivos
  • Missões sempre iguais
  • Momentos para reunir informações que levam à nossa destruição
  • Durante todo o modo campanha não aparece um único asiático a dizer “OOH! GOJIRA!”

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Roberto Silva

Orgulhoso detentor de uma biblioteca de jogos com metascore abaixo de 20. Melhor jogador mediano em qualquer jogo. Aspirante a Samurai. Conhecido pelo termo "Many years in the making"- MyAnimeList: http://www.myanimelist.net/animelist/ShadowDust Steam: http://steamcommunity.com/id/ShDust/

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