Se não acompanham os meus artigos diários provavelmente não sabem que estou em mudanças de casa praticamente desde o início do mês. Pois bem, tal como qualquer outra pessoa que precisa de companhia em mudanças, também a música faz parte do dia a dia desta “arte”.
Com esta coisa de Pandemia e Covid pelo caminho aprendi que a possibilidade de ter ajuda nestes dias era amplamente reduzida a quase nenhuma pessoa, o que é complicado quando se precisa de carregar móveis e inúmeras caixas de cartão cheias de RPG. Felizmente, com isso no passado, as coisas são um pouco mais fáceis.
Ao longo dos primeiros dias, a maior parte da minha companhia foram coisas como Editors, We Are Scientists, Blink-182, Pearl Jam, Chvrches, Phantogram, Florence And The Machine, entre muitos outros. Porém, existe um problema em ouvir álbuns, pois eles repetem e eu não confio no Spotify para me dar listas de reprodução que vão manchar depois os meus mais ouvidos com coisas que não me vejo fã.
Por isso mesmo, o próximo passo foi passar concertos inteiros pelo Youtube. Como é natural e tendo em conta os meus gostos, podem crer que as bandas que ouvi estão dentro dos moldes que já relatei acima, pois ao contrário da maioria dos músicos da treta actuais, estes sabem mesmo cantar tanto em estúdio como ao vivo.
Eis que chegamos então ao título e a uma das presenças dos últimos dias, pois nem sempre estamos virados para a música e a única companhia regular é uma gata que prefere estar a dormir, vozes de outros seres humanos que não as difusas dos vizinhos pelas paredes são bem-vindas.
Como tornar concertos de três horas em conversa por três horas? Existem vários Youtubers que chegam perto disso e dos quais eu gosto, como é o caso do Arlo com algumas análises gigantes, mas um dos meus críticos favoritos já desde os tempos em que estava no Kotaku é Tim Rogers.
Se não conhecem Tim Rogers, deviam conhecer, ele é o mestre em falar de todo o tipo de temas sobre videojogos durante horas a fio, ao ponto de fazer vídeos que nunca mais acabam, mas que conseguem ser interessantes do príncipio ao fim. Se os seus vídeos já eram longos antes, então no seu canal, Action Button, a coisa vai à casa das várias horas.
Para alguns pode ser aborrecido, mas recomendo vivamente que experimentem estes conteúdos se gostam de videojogos e de coisas sobre a indústria. Tim Rogers consegue ser hilariante e minucioso em grande escala, a falar de coisas que vão de Final Fantasy VII Remake até Pac-Man ou DOOM.
Por isso mesmo, se querem companhia por som de fundo ou estar 100% atentos, então experimentem estes vídeos e quem sabe, até os do tempo do Kotaku, vão ver que vale bem a pena!
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