Nota: Este artigo foi inicialmente escrito para Março de 2021, por alguma razão devo ter-me esquecido de o publicar. Ao invés de o mandar para o lixo decidi reciclar um pouco.
Quando Final Fantasy VII Remake foi anunciado muitos pensaram que este seria um remake fiel do jogo original, mas quando o jogo finalmente saiu caiu-nos uma grande surpresa em cima. Surpresa esta que alguns gostaram e outros nem por isso, seja qual for o motivo que cada pessoa tenha quanto à sua opinião sobre o jogo, a verdade é que o “Remake” que muitos esperavam afinal de contas não era o “Remake” que queriam.
Na nossa lista de jogos “esquecidos” de 2020 mencionei que não tive a oportunidade de experimentar Final Fantasy VII Remake em primeira mão (nota: terminei o jogo em Junho de 2022), no entanto tendo em conta os dias de hoje, por vezes é impossível escapar a spoilers, em especial quando um jogo acaba por dividir os fãs tanto como Final Fantasy VII Remake ou The Last of Us Part II o fez. Devido a isso tenho conhecimento dos eventos que tem lugar em Final Fantasy VII Remake e a razão pela qual alguns dos fãs ficaram descontentes com o que aconteceu.
Tendo em conta que o jogo foi direccionado por Tetsuya Nomura, ser um jogo da Square Enix e também vindo do Japão, esta acaba por ser a combinação mais do que perfeita para o nome ter um significado escondido. O mais engraçado é que cheguei a esta conclusão olhando para os remakes de Evangelion, onde obviamente não é um remake em termos de gráficos mas sim da história toda, ou melhor dizendo, da timeline do anime, tal como já aconteceu algumas vezes naquela série.
Na minha interpretação o “Remake” de Final Fantasy VII Remake não significa um remake do jogo feito pela Square Enix, tal como os fãs pensavam, mas sim um Remake da timeline possivelmente feita por Sephiroth. Olhando para a história com esta perspectiva o título acaba por fazer mais sentido, tornando Final Fantasy VII Remake numa pseudo sequela para os jogadores, mesmo se para o resto das personagens esta seja a sua primeira aventura em conjunto.
Digo que Sephiroth é a personagem que possivelmente poderá estar por detrás disto porque nunca se sabe com Tetsuya Nomura, já para não falar que este remake foi buscar muito do universo alargado de Final Fantasy VII, desde personagens que apenas apareceram em novels como Leslie e Kyrie, locais de foram inicialmente introduzidos em spin off e sequelas ou até outros temas que surgiram nas prequelas. Tanto quanto se sabe nesta altura até não seria descabido se Angeal regressasse dos mortos ou se Genesis finalmente voltasse à série (se a Square Enix quiser pagar ao Gackt para volta a utilizar a sua cara).
Por outro lado Aerith demonstra ter conhecimento de alguns eventos, ou melhor dizendo, da maneira em como algumas coisas deviam acontecer, por vezes impedindo Cloud de agir fora da timeline do jogo original, até ao momento em que decide deixar a decisão para o grupo no fim do jogo. Talvez esta decisão terá algum peso para a personagem no futuro, ou então será algo que apenas a irá incomodar e fazer repensar as suas decisões, mas certamente será algo a explorar na sequela.
Pessoalmente, já que o jogo pegou em algumas coisas de Dirge of Cerberus gostaria de ver isso mais explorado, já que estamos a refazer a timeline mais vale fazer de todos os jogos e não apenas de um, até porque para mim a parte mais importante já foi refeita (embora ainda tenha de me habituar à nova voz de Zack). Mas não duvido que o próximo jogo irá oferecer mais contexto para o remake desta timeline.
Nota: O resto deste artigo foi escrito em Fevereiro de 2026.
Mesmo que tenha gostado de Final Fantasy VII Remake, devo dizer que a partir do momento em que Tetsuya Nomura disse que a segunda parte seria mais fiel ao jogo original, uma vez que os fãs reclamaram, que todo o meu interesse foi-se embora. E com razão, pois toda esta ideia de explorar uma nova história e evento que ligam a timeline original com a nova foram atirados de fora porque ao invés de seguir com a sua visão a Square Enix decidiu que o dinheiro era mais importante, mesmo se o segundo jogo venha descarrilar todos os planos que a trilogia remake possuía.
E enquanto a Square Enix gosta de dinheiro eles não gostam assim tanto de dinheiro, ou então eles teriam dado-se ao trabalho de fazer um melhor trabalho do remaster para Crisis Core e criar algumas ligações com os novos remakes. Afinal de contas se estamos a dar-nos ao trablho de criar remakes e trazer jogos velhos para fazer uso do hype, porque não trabalhar um pouco para entregar algo de qualidade e que crie ainda mais hype? Pelo menos Crisis Core está agora disponível para todos ao invés de apenas para quem possui uma PSP, mas continua a ser pena que uma ligação não tenha sido feita.
Honestamente a esta altura o que será que o terceiro jogo pode entregar? Será que vamos ter uma nova história ou vai a Square Enix continuar a seguir o jogo original paço a paço, completamente ignorando tudo o que foi feito com o primeiro remake? Mesmo que os pequenos pedaços da nova história acabem por criar algo grande no final, pode-se dizer que a aventura até esse momento valeu a pena? Ou será a história um desapontamento porque os criadores não seguiram em frente com a sua visão inicial, criando uma nova série que está com uma crise de identidade (o que é um pouco irónico).
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