Review – Mario Tennis Fever

Antes de tudo devo afirmar que não sou fã de jogos de ténis. Simplesmente não sou. Talvez derivado de alguns jogos dos antigamentes em que aquilo não desenvolvia, não atava nem desatava e ali estávamos nós, a ver a bola a passar de um lado para o outro, com uma trilha sonora inexistente, só soando praticamente o som da bola a bater nas raquetes e o movimento dos jogadores de um lado para o outro. Entusiasmante? Nem por isso. Ver moscas a passar parecia menos entediante.

Quando iniciei a análise de Mario Tennis Fever para a Nintendo Switch 2, tal como um Boo assombra o Mário em certos níveis nos jogos, a memória de jogos de tennis pasmaceiros era viva e fresca não tendo sido amaciada pelo tutorial do jogo, onde temos de aprender as várias técnicas e truques de trajectórias das bolas para podermos ganhar com mais eficácia ao adversário. Por um lado ajuda na perícia e a evoluir a personagem embora por outro para quem goste logo de acção e desenvolvimento, há um desacelerar… momentâneo. Quando se passa essa fase de tutoriais e pré aperfeiçoamento e compreensão da dinâmica do jogo, tudo muda.

Mario Tennis Fever veio demonstrar uma nova abordagem nos jogos de tennis. Com vários modos de jogo, definitivamente que o tédio não vai começar a ser instalado. É tudo questão de experimentarem todos e mais algum, são desafiantes e prendem-nos no jogo. Há conquistas desbloqueadas (personagens, raquetes) e inclusive apenas temos acesso a outras áreas do jogo se finalizarmos inicialmente certos desafios. Os modos de jogo passam pelo modo Aventura, onde o Mário e os amigos são transformados em bebés e têm uma missão a cumprir; o Torneio em que disputamos por três taças diferentes; o Trial Towers em que consiste irmos subindo níveis conforme derrotamos os adversários e, quando chegamos ao topo do nível, recebemos uma recompensa. Ainda existem os modos de Mix it Up que é a loucura tentar acertar com a bola pelo meio de anéis (Ring Shot) sem falar do desafio estilo Pinball Match, onde a bola parece que ganha vida própria e não há olhos que a acompanhem. Também existem os modos Jogo Livre e Swing Mode: um pode ser jogado em modo livre com até 4 jogadores e o outro podemos movimentar o joy-con como se fosse uma raquete real.

A acompanhar-nos na nossa brilhante performance em campo, está nada mais nada menos que a Talking Flower a relatar os acontecimentos e a debitar comentários. Torna as partidas mais engraçadas e acaba por nos dar ímpeto a marcarmos pontos e vencer. Naturalmente, cada personagem têm as suas aptidões e características, o que permite algum jogo de cintura em pleno match. O Goomba é mais estável e consistente enquanto uma Rosalina voa a alto gás pelo campo. Já um Bowser é mais forte e devastador nos golpes e uma Princesa Peach  é super graciosa e responde super bem na movimentação. Uma das personagens que mais apreciei jogar foi o Boo, o seu estilo gozão de língua de fora encaixa perfeitamente neste tipo de jogo, onde a competitividade aquece entre os jogadores.

As raquetes são na grande maioria, muito boas. Não há nada como ter a versão de fogo, mandar raquetada e incendiar parcialmente o campo do adversário ou enchê-lo de poças de óleo e vê-lo escorregar aflito, sem conseguir apanhar a bola. E é assim que vamos ganhando pontos, com as matreirices das raquetes combinadas com as aptidões das personagens, tentando o melhor combo conforme o modo de jogo, para tudo jogar a nosso favor. A inteligência artificial também se comporta bem, o que ajuda a dar um bom desafio na grande variedade dos modos.

Este título é extremamente dinâmico, é o termos público a torcer, são os comentários da Talking Flower, são os replays do jogo depois de um ponto onde podemos ver mais aproximamente a frustração do adversário e a comemoração do ponto ou da vitória. Tudo alicia a competição de modo saudável e divertido – para alguns, para mim quando escorregava numa banana ou não chegava a tempo de bater a bola nos minijogos com a minha graciosidade, começava a puxar pela competitividade. A tudo isto ajuda que o jogo tenha um visual geralmente luminoso e bonito com o carimbo Nintendo típico. As personagens tem um bom detalhe e as animações também são espetaculares.

A trilha sonora dá impulso extra a todo o panorama das partidas, a jogabilidade é boa embora necessitemos de prática para “decorar” os truques de como curvar uma bola ou aguardar pacientemente para a barra Fever Gauge carregar, enquanto mantemos as trocas de bola e termos uma activação do Golpe Eufórico / Fever Shot que é quase um ponto certo. Por conseguinte a propriedade da raquete (Fever Racket) nomeada para aquela partida, faz com que o ecrã encha-se de cor e movimento, bolas para um lado, rabos a arder e a multidão a alucinar com o Golpe Eufórico!

Mario Tennis Fever para a Nintendo Switch 2 é muito fluído, mantém as raquetadas e os acontecimentos em dia, sem lags nem bugs. Não se torna um jogo com excesso de informação visual nem cansativo. É divertido e entusiástico. Por isso, calcem os ténis, metam a fita na cabeça e o joy-con a postos: Mario Tennis Fever para a Nintendo Switch 2 vale muito a pena.

 

 

Vanessa Silva
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