ASUS ROG celebrou 20 anos com demonstração dos novos produtos

Na passada sexta-feira, a ASUS convidou os jornalistas nacionais de tecnologia e de gaming para uma apresentação de celebração dos 20 anos da marca ROG. A apresentação decorreu em Lisboa e o local foi pejado de material ROG que já saiu ou está para chegar nos próximos tempos.

Apesar de fazermos análises a hardware, especialmente relacionado com o universo Gaming, não é costume estarmos presentes nestes eventos, especialmente porque não existe tempo suficiente para experimentar grande coisa quando exsitem dezenas de produtos expostos, ou sequer para criar uma análise de jeito. Como já sabem, para nós, um teste de hardware deve ser feito com tempo (e nós demoramos mesmo muito tempo) e utilização prolongada para ver a viabilidade além do impacto inicial. No entanto, como se tratavam dos 20 anos, queria ver quais eram as novidades grandiosos que a marca queria celebrar.

Uma coisa é certa, como marca e com armas e bagagens mais que postas à prova, o ambiente nesta apresentação era não só de euforia, mas também de alguma grandeza e até opulência, com muitos momentos chave onde a equipa não se inibiu de dizer que alguns dos produtos eram o topo do mercado, sem rival direto. Tendo em conta alguns dos produtos, especialmente a ROG Zephyrus DUO e do ROG Strix SCAR, dois portáteis todo de gama com tudo o que a “tecnologia tem de melhor e disponível”. Sim, existiam aqui coisas impressionantes sem dúvida.

Curiosamente, entre todos os protáteis, monitores, teclados e até algumas ROG Xbox Ally expostas para experimentar, a grande surpresa para a maioria, foram os novos óculos da XReal feitos em parceria com a ASUS. Para mim, a surpresa foi ver tanta gente surpreendida que nunca tinha experimentado a tecnologia. Como um contente detentor de uns Xreal Air 2 que já me fizeram companhia em várias viagens, dei por mim a explicar os novos óculos a alguns dos presentes e como funciona a questão das lentes para quem usa óculos graduados. A grande diferença entre a maioria dos XReal é a possibilidade de alterar o tamanho do ecrã virtual e criar o modo de âncora diretamente nos botões da haste dos óculos. Outra adição interessante, mas que parece que vai fazer encarecer ainda mais os óculos, é da doca de carregamento que vai permitir ligar os óculos a vários HDMI ou Display Port e alterar entre duas fontes com um switch próprio, parece óptimo, mas não sei se não deveria ser um acessório à parte. Mas já que falamos em Switch, fiquei curioso para saber se os ocúlos já tinham a norma compatível com a Nintendo Switch 2, mas infelizmente não a tinha comigo. Talvez num futuro teste aqui no PróximoNível seja possível desfazer esta dúvida. Os óculos estão previstos para algures durante este ano.

Em relação aos restantes produtos, consegui “brincar” um pouco com os dois ecrãs do ROG Zephyrus DUO e andar a arrastar janelas de um lado para o outro. Gostei bastante de ver como os dois ecrãs conseguem fazer uma série de coisas e as duas mais interessantes são o teclado destacável que pode ser carregado no ecrã inferior (muito bem pensado e parece mais mágico do que é) e entre todas as formas de dobrar os ecrãs, existe o modo tenda que permite que duas pessoas estejam a ver algo ou melhor ainda, jogar algo de forma independente em cada um dos ecrãs, com som independente e tudo. Tendo em conta que a máquina na sua versão mais poderosa tem uma GeForce 5090, um dos melhores processadores do mercado e uma catrefada gigante de RAM, dá para pensar na quantidade de jogos que podem ser jogados em multijogador ou entreter duas pessoas em viagem com conteúdos totalmente diferentes. Claro que o fator mais pesado é o preço, pois é um portátil acima dos 6000 euros e probitivo para a grande maioria das carteiras.

Claro que a linha ROG tinha lá portáteis mais modestos, todos eles a correr um qualquer jogo. Joguei Forza Horizon 5 e Cyberpunk 2077 durante uns minutos, mas ao bom estilo dos jogadores que somos, acabei por fazer uma dúzia de partidas de Street Fighter VI com outros colegas de publicações de gaming. Está-nos no sangue. Esta estação tinha, no entanto, um par de comandos ROG que gostei bastante de utilizar. O teclado também pareceu bastante confortável, mas tudo estava recheado LEDs e luzes por todos os lados, por isso não consegui perceber exatamente o que tinham os acessórios de especial. O monitor onde estávamos a jogar, tinha uma imagem espetacular, embora com um pouco de screen-tearing. Como ninguém deve ter redimensionado para o tamanho bastante comprido do ecrã, também tivemos de estar a jogar com barras pretas laterais. No entanto, havia outro a correr Battlefield que já dava para ver o poder do ecrã ultra-wide de que tanto se gabam.

Falando em teclados e ratos, havia muito disso espalhado pela sala e com diversos estilos e feitios como podem ver nas imagens, também havia uma torre que estava claramente virada para o público para mostrar as suas entranhas cheias de tecnologia que dava para comprar um carro simpático em segunda mão. Entre todos estes acessórios e hardware, um dos meus favoritos foi o Router ROG RAPTURE, a imagem do que seria uma mistura entre um polvo e um android criado pela inteligência artificial do Pragmata. É um dos routers mais potentes do mercado, com todas as normas bonitas de ligação, mas que também adoraria ter em casa, pois além de boa net, deve ser um dos melhores desbloqueadores de conversa para um dia com visitas.

Por fim, o outro grande destaque do evento foram claramente as ROG Xbox Ally. Como ainda não tinha tido uma ligada e a funcionar nas mãos, fiz questão de jogar nas duas versões (uma delas estava ligada aos Xreal). Tendo em conta que a minha utilização diária de consolas portáteis é repartida entre a Nintendo Switch 2 e a minha Steam Deck, ainda gostaria de passar mais tempo com esta consola e perceber as verdadeiras vantagens quando comparadas com a Steam Deck, afinal a consola da Valve é a minha consola “go-to” quase sempre que saio de casa, por isso ainda tenho muita curiosidade de testar esta consola e ver se consegue destronar o lugar da Steam Deck na minha mochila.

Apesar desta apresentação de 20 anos da ROG tenha sido ladeada de celebração, também foi uma boa forma da ASUS mostrar que o seu material está no topo do mercado. A parte mais supreendente, é o quão multifacetada a marca se apresenta. Mesmo que o Gaming seja o centro de uma linha de hardware, nem sempre parece que a marca percebe a quem deve comunicar. Neste dia, tendo em conta o ambiente e a forma como a sala foi preparada, vi que a equipa portuguesa da ASUS ROG percebe e a sua comunicação foi claramente para os jogadores, por isso, acabou mesmo por fazer sentido o PróximoNível marcar presença. Agora ficamos à espera de ver se a ROG continua a celebração e nos faz chegar algum deste material para trazer os nossos testes e análises até vocês.

Daniel Silvestre
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