Análise – Tour de France 2013

A Volta a França está novamente na estrada e este ano com um sabor especial, 2013 coincide com a centésima edição do Tour e prevê-se que seja um espetáculo inédito. A corrida de 3 semanas mais ambicionada de todas conta com um percurso bastante exigente e prometedor e a batalha Froome e Contador será um ingrediente fundamental. A luta pela camisola dos pontos será também algo a não perder, Mark Cavendish é finalmente colocado à prova por Peter Sagan mas ambos terão de ter cuidado com o fortíssimo André Greipel. Com os condimentos todos a postos para tornar esta edição do Tour memorável só seria de esperar que o jogo oficial da corrida esteja à altura das exigências. A Cyanide Studio e a Focus Home Interactive têm vindo a demonstrar-se capazes de melhorar de edição para edição, mas que se pode esperar de Tour de France 2013?

A apresentação do jogo e a interface dos menus iniciais parece inalterada desde a edição de 2012, apenas quando começamos a verificar os tipos de jogo e a explorá-los se começa a ver mudanças. No menu podemos contar com as habituais opções para editar os nomes das equipas e ver a nossa classificação como jogador no rank mundial. Tour de France 2013 conta com quase todas as licenças, sendo que apenas alguns ciclistas se encontram com o nome “desfigurado”. Se quisermos ser perfecionistas e colocar todos os nomes correctos o trabalho e tempo necessário serão sem dúvida inferiores ao da versão anterior.

É nos modos de jogo que se encontram as grandes alterações feitas em Tour de France. A inclusão de um modo “Versus” dá-nos a possibilidade de jogar contra um amigo localmente, cada jogador terá apenas de escolher a sua equipa e lista de ciclistas, depois tudo se resolverá na “estrada” onde cada um terá de dar o seu melhor para se tornar o vencedor. Quanto ao modo de single player (que também pode ser jogado a dois, cooperativamente) podemos esperar muitas diferenças, aqui começamos por escolher a nossa equipa atendendo às suas capacidades e dos seus ciclistas. Uma vez escolhida a equipa que queremos representar procedemos à escolha das etapas a realizar e dos 9 ciclistas que constituirão a equipa, convém escolher os ciclistas com as características mais adequadas aos objetivos que estamos a tentar cumprir. Os objectivos, esses podem ser escolhidos por nós, ou podemos tentar cumprir os objectivos que o jogo propõe. Tour de France 2013 apresenta um total de 16 objectivos por equipa divididos em 4 por cada categoria, Bronze, Silver, Gold e Platinum, sendo que os objectivos se adequam às capacidades dos ciclistas da equipa.

A jogabilidade está bastante alterada, enquanto a versão de 2011 estava muito crua e rudimentar e a de 2012 poucas melhorias teve, este ano as melhorias acentuaram-se e estamos mais próximos de uma jogabilidade realista. Desta vez podemos percorrer todas as etapas de princípio ao fim, o que dá mais margem de manobra para colocar em prática a nossa estratégia de etapa. A opção de simular bocados da etapa continua a marcar presença, podemos fazer “fast forward” a qualquer momento e quantas vezes quisermos evitando a monotonia e permitindo que possamos corrigir a nossa abordagem à corrida sempre que necessário. O controlo do ciclista deixou de ser assistido, somos nós a fazê-lo virar e se não tivermos atenção à velocidade e inclinação podemos ter muitas quedas. As descidas apelam à nossa concentração e técnica para evitar contratempos. As etapas de contra-relógio continuam a não poderem ser simuladas. Tour de France 2013 apresenta ainda mais opções a nível de equipa que nas edições anteriores, opções como pedir informações sobre um ciclista rival ao carro de apoio, mas aquela que promete mexer mais com a nossa forma de jogar é o facto de podermos alterar de ciclista a qualquer momento. Sempre que a corrida não estiver de nosso agrado podemos controlar com mais precisão as mexidas na nossa equipa, atacar com um outro corredor para tentar cansar os adversários ou trabalhar na perseguição fica agora muito mais personalizado à nossa estratégia, permitindo que depois o chefe de fila não tenha de se cansar tanto.

Tour de France 2012 era muito competitivo e as mais pequenas diferenças nos valores dos ciclistas causavam grandes estragos, este ano essas diferenças são menos evidentes e por isso parece mais fácil ganhar as etapas e o próprio Tour.

A banda sonora “segue na roda” das edições anteriores, aliás este é com certeza o ponto onde menos se inova na série Tour de France. Não estamos claramente com algo espetacular a nível sonoro, digamos que cumpre minimamente. Já enquanto estamos a jogar, aí sim os sons são algo mais apresentável. A respiração do ciclista é uma constante e consegue transmitir a sensação de cansaço, o público que assiste solta sons de entusiasmo e êxtase chegando-se a ouvir cornetas quando passamos por eles e os travões quando chamados a intervir em força nas descidas também nos fazem ter uma melhor noção das diferenças de travagem.

O grafismo não aparenta grandes diferenças, parece ter uma melhor “renderização” do percurso, mas continuamos a ter um “fog of war” demasiado evidente quando nos encontramos no pelotão pois apenas suporta alguns ciclistas no ecrã ao mesmo tempo. Apesar de ser um aspecto que não aparenta ter sido muito mexido, a verdade é que os gráficos de Tour de France 2013 não causam incómodo nenhum a quem o joga. Estamos longe de conseguir distinguir ciclistas pela cara deles no jogo mas também não é algo que seja muito importante, a jogabilidade é algo que cativa muito mais os fãs das bicicletas que o grafismo.

No geral, Tour de France 2013 progrediu imenso, está muito mais apelativo, cativante e divertido, a sua longevidade aumentou, o modo versus e a possibilidade do co-op local oferecem um novo tipo de desafio que promete agarrar qualquer fã da série e a jogabilidade está menos aborrecida. A perda do modo online acaba por não ser muito notada pois o modo online estava ainda muito fraco e acaba por ser compensado com o co-op local. Tour de France 2013 mostra-se em grande forma e promete estar à altura das expectativas dos gamers e fãs da série. Para aqueles que não são grandes apreciadores de ciclismo este pode não ser o jogo mais indicado.

Positivo:

  • Jogabilidade cativante
  • Modo Co-op e Modo Versus
  • Total controlo da equipa
  • Longevidade

Negativo:

  • Demasiado fácil para os mais experientes
  • Inexistência de modo Online

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David Rodrigues

quem mais senao o andre amante a fzr esta analise xD
passei horas a jogar pro cycling manager 2011 em casa de um amigo, e até achava o jogo fixe.

FoxRS

Só podia ter sido escrito pelo André. Jogo do ano? =D

Majinalex

Longevidade???

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