Análise – Smite

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Nos últimos anos o mercado dos MOBA’s (Massive Online Battle Arena) tem sofrido um boom autêntico. Desde o seu começo com Warcraft 3 e o mod Defender of the Acients (Dota) que este género de jogo é o que mais tem feito para dinamizar o conceito de e-sport. Actualmente o mercado de MOBA’s encontra-se algo centralizado em League of Legends e Dota 2. No entanto, não quer isto dizer que não haja outros jogos do género que mereçam a vossa atenção.

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Smite não é um MOBA como os outros.  De muitas maneiras assemelha-se  mais a um Action RPG, a nossa personagem move-se por teclas e não com cliques do rato. A câmara está colocada na terceira pessoa e todos os nossos ataques são projécteis ou skillshots. De resto, é tudo igual a qualquer outro jogo do estilo. No seu mapa principal existem 3 lanes, uma jungle e cada equipa possui 5 deuses controlados pelos jogadores da melhor maneira que conseguirem, para chegar ao Minotauro que actua como um nexus e um minion gigante ao mesmo tempo.

O controlo das personagens, como referi anteriormente é feito a através de teclas. W, A, S e D que servem de coordenadores de movimentos da nossa personagem quase como se fosse um jogo de acção. No entanto as nossas skills continuam a utilizar outro quarteto de teclas (1, 2, 3, 4 por defeito) o que faz com que utilizar estas habilidades em movimento requeira quase um treino próprio antes sequer de pensarmos em utilizar esta combinação contra os deuses oponentes, quer sejam controlados pela AI quer por jogadores.

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Outra das coisas em que Smite inova, e nos traz uma nova perspectiva, é na colocação da câmara. Deixa de ser uma espécie de Bird’s Eye para passar a estar atrás na nossa personagem. Para controlar a personagem é realmente um upgrade substancial, no entanto, no meio de uma teamfight caótica perdemos um pouco a noção de todas as personagens quer inimigas como aliadas o que é capaz de nos levar a tomar algumas decisões erradas.

Ao contrário dos outros MOBA’s este apresenta uma atmosfera um pouco mais leve e mais amigável a iniciantes. O sistema de auto-item buy ou de auto-upgrade nas habilidades vão ajudando os jogadores mais novatos a perceber como e de que maneira deveram usar aquela personagem nas primeiras vezes.

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No Smite as personagens que controlamos são inspiradas em várias divindades de 7 culturas diferentes. Deuses nórdicos como Thor ou Odin, deuses gregos como Thanatos e Scylla, deuses maias como Chaac, deuses egípcios como ou Anúbis, deuses hindus como Khali , deuses romanos como o Cupido ou até mesmo deuses Chineses como Guan Yu ou Sun Wukong. Todos eles têm uma pequena história que nos ajuda a perceber de onde vieram.

Além disso todos os deuses têm o seu próprio nível. Além do vosso nível pessoal (global) têm níveis específicos para cada Deus que sobe à medida que vão jogando cada vez mais com um deus específico. Estes níveis desbloqueiam artigos cosméticos para cada Deus que conseguirem colocar em God Rank 1, assim como desbloqueiam os ranks de God Mastery que servem para instalar o pânico nos vossos oponentes.

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Visualmente o jogo está bem conseguido. Os deuses, as estruturas e muitos dos mais pequenos elementos estão bem detalhados, ao contrário do client. A Interface gráfica com o utilizador está tudo aglomerado ao monte e nada tem nomes do que significam, ficando bastante ao acaso saber o que cada ícone significa.

No departamento sonoro, não existem alhas de maior a apresentar. Todas as personagens têm um trabalho vocal bastante bem feito, incluindo os voice packs alternativos que podem ser comprados à parte.

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Smite é competente naquilo que faz e traz várias novas mecânicas a um género que se calhar já está a começar a ficar gasto. No entanto peca por querer inovar demais e falhar em algumas coisas que podem dificultar e muito a adaptação ou captação de novos jogadores. Se alguma vez não tiverem jogos interessantes convosco e querem uma experiência free-to-play, dêem uma oportunidade ao Smite e pode ser que encontrem o vosso jogo de eleição para umas jogatanas com os amigos

Positivo:

  • Inspiração em deuses existentes
  • Experiência totalmente free-to-play
  • Mecânicas frescas e inovadoras
  • Sistema de Worshipers e God Mastery
  • Modos de jogo variados

Negativo:

  • Adaptação de jogadores de outros MOBA’s podem ser mais difíceis do que um jogador novo
  • Interface gráfica do client
  • Balanceamento entre as personagens
  • Os finais do jogo são altamente desequilibrados

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