Análise – Pokémon Sword/Shield – Isle of Armor

O primeiro dlc para Pokémon Sword e Shield é composto por uma nova área para explorar e quase 200 novos Pokémon na área de Galar para capturar. Num primeiro vislumbre, esta pode parecer uma expansão típica para um jogo que conta com uma fórmula já estabelecida. Se estivermos a falar em Pokémon, este seria parte do conteúdo adicional das versões definitivas, como é o caso de Pokémon Yellow, Platinum ou mesmo os mais recentes Ultra Moon e Ultra Sun.

Pokémon Sword e Shield deixaram a comunidade dividida aquando do seu lançamento, um jogo seguro com poucos riscos, mas que acabou por ser um sucesso de vendas. A internet não tardou em lançar rumores de um Pokémon Gun ou Pokémon Lance a suposta versão definitiva da 8ª geração, rumores que deram lugar ao Expansion Pass, um dlc dividido em duas partes que promete trazer muito conteúdo ao jogo base.

Isle of Armor traz consigo uma ilha bastante variada que é a casa de mais de 200 Pokémon diferentes. Toda a ilha utiliza o sistema das Wild Areas, com tudo o que isso acarreta de bom e de mau. Nesta ilha vão encontrar também as versões Alolan de Pokémon, que poderão obter através de trocas com treinadores pelas suas versões encontradas em Sword e Shield.

Se vierem para esta expansão como o recente campeão de Galar, então ainda terão muito que explorar e certamente vai ser uma ajuda para completar o Pokédex e os Pokémon selvagens de nível 60 irão proporcionar uma forma rápida de modificar a equipa. Se, por outro lado, já completaram o Pokédex e estão à procura de novos desafios, talvez seja melhor voltarem-se para o modo online.

A lista de novos Pokémon na região de Galar não é muito grande e a ilha rapidamente se explora. Consegui apanhar a esmagadora maioria dos Pokémon desta expansão numa questão de poucas horas e sem esforço, apenas alguns se fizeram difíceis de capturar ou sequer se dignaram a aparecer, para o meu tormento. Uma parte bastante positiva durante a exploração é a forma como os mapas estão interligados. As transições entre área não são tão abruptas e é bastante giro ver os Sharpedo a perseguirem-nos em mar aberto.

Para colmatar a busca pelos novos Pokémon, existe uma pequena narrativa que a certo ponto nos dá o mote para explorar a Isle of Armor à nossa vontade com o intuito de fortalecer o nosso novo companheiro, Kubfu.

A parte narrativa da expansão terá um primeiro impacto diferente que irá depender da versão que estão a jogar. Existe um novo rival que vos irá acompanhar nesta nova expansão que será diferente consoante a vossa versão do jogo, no meu caso, visto que joguei a versão Sword, tive que aturar Klara e os seus Pokémon do tipo Poison. Klara é uma personagem bastante convencida, mas que, ao bom estilo daquilo a que Pokémon nos tem vindo a habituar, não é lá grande treinadora e as nossas interações são bastante fracas. Quando terminei a narrativa de Isle of Armor fiquei contente por ver algum desenvolvimento na personagem Klara, apesar de saber a pouco, tal como toda a narrativa.

Quando chegamos à ilha acabamos por nos dirigir ao “dojo” do mestre Mustard e começamos a realizar tarefas e batalhas bastante fáceis. Por esta altura devo referir que já terminei o jogo original, completei o Pokédex de Galar e a minha equipa estava sempre com uma média superior a 60 no que toca a níveis, mesmo quando estou a treinar novos elementos para a minha equipa. Isto é importante realçar, pois todos os Pokémon selvagens da ilha estão a nível 60 e as batalhas contra treinadores são inexistentes fora do contexto do “dojo”.

Depois de algumas batalhas e escolher entre um Bulbasaur e um Squirtle que pode utilizar o Gigantamax quando evoluído, é hora de conhecer a sopa. Esta sopa é especial uma vez que permite aos Pokémon que utilizam o Dynamax, poderem fazê-lo nas suas formas Gigantamax. Esta sopa acaba por ser bastante útil nesse sentido, uma vez que até aqui a forma de obter os Pokémon em Gigantamax era bastante limitada e nem me façam entrar em detalhes de “IV”, “EV” e outros termos competitivos com caricas que ajudam, mas não resolvem certos problemas.

A certo ponto da narrativa terão de escolher um de dois caminhos para o vosso Kubfu, isto vai determinar a sua evolução. Podem acabar com um Urshifu na sua forma Fight/Water ou Fight/Dark. No meu caso escolhi a forma Fight/Water o que me fez entrar num desafio bastante peculiar. Anteriormente é nos imposto colocar Kubfu a nível 60 antes de entrarmos no desafio das torres. Na torre acabamos por enfrentar vários combates com Kubfu como o único pokémon a poder ser utilizado. São combates fáceis e sem desafio, o que mais uma vez quase me deixou adormecido a carregar no botão “A” até acabar o combate. Esta é uma das minhas queixas com Isle of Armor, com a exepção do desafio que é desbloqueado no final, se o jogo original era fácil aqui o desafio não se atreveu a entrar na ilha. Depois de terminar a história desbloqueamos um desafio que consiste em derrotar um dado número de oponentes com uma equipa de um único tipo.

Existe também a inserção de alguns elementos novos como o Cram-o-matic que permite criar vários itens, desde pokébolas a itens mais raros.  A caça aos Digglet que é quase uma caça ao tesouro é introduzida para, essencialmente, obrigar a explorar todas as pedras da ilha.

The Isle of Armor é uma expansão que fica muito aquém do esperado. Depois de terminar o pouco conteúdo que entrega, não há realmente nada que nos prenda a esta ilha. É apenas mais uma área na região de Galar sem nada memorável. Sinto-me desapontado com o conteúdo, sinto que me arrastei pela pequena narrativa e que no final não valeu a pena o esforço. The Isle of Armor deveria ter sido um momento de viragem, em vez disso parece um penso rápido numa ferida criada ao longo dos anos, resolvendo problemas criados pelo jogo base como a limitação do pokédex. É a falta de algo extraordinário que marca este primeiro dlc para Pokémon.

 

Positivo

  • Isle of Armor conta com áreas variadas
  • Sopa para permitir a alguns Pokémon realizar Gigantamax
  • Alguns elementos de jogabilidade novos
  • Kubfu é um pokémon engraçado

Negativo

  • Falta de desafio num dlc onde a temática é a superação
  • Narrativa bastante fraca, tal como os personagens
  • Pouca variedade de Pokémon

 

 

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