Análise – Humankind

O estúdio Amplitude Studios é responsável por um dos meus jogos favoritos de estratégia de sempre, Dungeon of the Endless, então fiquei com expectativas altas para este novo projecto de nome Humankind. Desta vez o estúdio decidiu abordar um género muito adorado que são os jogos de estratégia por turnos ao estilo 4X.

Como grande parte deste tipo de jogos, a expansão e consolidação do nosso território é importante para estabelecer uma base, mas antes de de tudo isso é necessário uma boa exploração e reconhecimento do terreno e para isso iremos começar com uma simples tribo de nómadas.

Após recolhermos alguns recursos pelo nosso caminho e estabelecermos a nossa primeira base, vamos expandir o território com mais exploração e novas bases pelo terreno fora. Por fim todos os jogadores acabam por ocupar todo o terreno visível e estabelecer o território, mas isto ainda é só o começo e a partir daí é que começa a ser divertido.  Tal como acontecem em jogos do género, podemos vencer e ser o melhor através de várias maneiras, mas tudo se centra na Fame que serve para ditar o vencedor. Mesmo assim, existem várias nuances e detalhes que nos poderão assustar de início mas que serão importantes no nosso caminho para a vitória.

No geral iremos atravessar várias eras que mostram a evolução do nosso império, desde uma era mais primata até algo mais moderno, e sempre que uma nova era começa podemos escolher o nosso enfoque através de opções pré-definidas. Podemos evoluir apenas um único elemento do nosso império mas podemos também fazer várias misturas que nos dão um estilo de jogo e civilização mais único.

Para conseguirmos aumentar a nossa Fame teremos de fazer de tudo desde assimilar povos independentes à tua causa, descobrir novas tecnologias e assim sucessivamente. Sendo assim, os objectivos são inerentes a todos os impérios: expansão e tentar superar as restantes civilizações à sua maneira.

As interações com os restantes impérios são bastante interessantes e é aqui que o sistema de diplomacia entra em acção. Conversando com os restantes jogadores vamos poder efectuar várias ações como pedir acesso de travessia aos seus territórios, intimidar ou até mesmo declarar guerra, mas depois precisamos de estar preparados para as contrapartidas que algumas das nossas decisões nos trazem.

No meu caso estive constantemente a ser abordado por outros impérios e sendo eu um tipo de jogador mais calmo e perdido no meu mundo, ficava sempre intrigado para saber o que ia acontecer se me fizesse um pouco mais difícil. Verdade seja dita que estava constantemente sobre pressão por reagir de maneiras pouco vulgares.

Quando a situação começa a ficar um pouco mais tensa, teremos por vezes combates que colocam os impérios em confronto. Podemos escolher que o jogo decida rapidamente o resultado de um combate, ou podemos controlar as unidades pelos cinco turnos e decidir nós mesmos o que fazer, mas dada à fraca inteligência artificial, decidi que esse era um dos pontos onde eu não iria perder tempo então coloquei sempre esta funcionalidade em automático.

Apesar de ser um jogo com um tutorial bastante acessível, não deixa de ser uma “dor de cabeça” no início tentar assimilar todas as informações, mas no fundo o que é necessário delinear é a estratégia inicial, seja intimidar todos os outros impérios através de poder bélico, ser tecnologicamente avançado, etc.

No que toca à apresentação, o jogo mostra-se sólido e com um estilo de arte típica que já conhecemos dos jogos da Amplitude Studios. No geral não é nada de demasiado exuberante mas polido o suficiente para ter um excelente aspecto. Para libertar um pouco os olhos dos constantes tons de verde, é sempre bom afastar a câmera e ver delineado o nosso império um pouco mais ao estilo de um mapa, mas mesmo assim, vamos com o tempo vendo novas infra-estruturas e efeitos devido à evolução do jogo e das civilizações.

Para ser honesto, durante o meu tempo com Humankind sempre achei que estive a jogar um jogo com boas decisões mas que nunca saiu da sua zona de conforto para experimentar com algo mais arrojado. Existem ideias interessantes, como o facto de não precisarmos de escolher um tipo de civilização específica antes de começar o jogo, mas nada que se destaque dos jogos do mesmo género.

Tendo jogado vários da série Civilization esta passagem para Humankind foi uma experiência no geral positiva. Apesar de haver algumas ideias interessantes, penso que o jogo causou uma impressão leve que poderá impressionar no futuro com mais DLCs e sequelas. Não deixa de ser sem dúvida uma jogo interessante para todos os fãs de jogos de estratégia ao estilo 4X.

Positivo:

  • Início de jogo bastante interessante
  • Sistema de diplomacia e interação com adversários
  • Moldar a nossa própria civilização no decorrer do jogo.
  • Opções automatizadas como auto-scout e combate automático salvam-nos tempo

Negativo:

  • No geral toma poucos riscos
  • Combate pouco interessante e desafiante

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