Análise – Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut

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Deus Ex Human Revolution é bem capaz de ter sido um dos meus jogos de culto desta geração. Não era uma experiência perfeita mas era algo bastante diferente da maioria dos jogos do mesmo género.

Na altura não pude resistir em dar uma grande nota a este jogo e explorar a aventura até ao tutano para saber mais sobre o mundo de Adam Jensen e a guerra moral e religiosa envolta nesta aventura de ficção científica.

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Quase dois anos depois do jogo original, Adam Jensen está de regresso, não para a sequela, mas para uma edição especial com várias alterações. Será que o resultado transforma um dos grandes jogos desta geração num jogo obrigatório?

Para quem ainda não conhece a história, esta fala de Adam Jensen, um ex-SWAT que trabalha para uma empresa de criação de próteses humanas. A utilização destas próteses e o dilema moral do Transhumanismo são o tema principal que vai dividir opiniões e criar uma guerra entre a população e as corporações. Claro que existe algo mais por detrás da história e existem pessoas poderosas com os seus próprios objectivos.

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Durante um ataque à Sarif Industries, Adam é deixado às portas da morte e para sobreviver, o seu corpo é alterado na sua maioria para próteses mecânicas, transformando-o num espécie de super soldado. Isto traz até ao jogo a maioria das mecânicas que o compõem.

Apesar de parecer um FPS, Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut consegue também ser um jogo de acção furtiva, ou RPG de acção, tudo depende da forma como o abordam. Podem entrar numa sala aos tiros, passar sem alertar os guardas, fazer hacking para ganhar vantagem ou melhorar as capacidades da personagem para desbloquear habilidades como invisibilidade.

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Supostamente, a versão Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut traz alguns afinamentos no que toca à inteligência artificial dos inimigos, mas isso foi coisa que só notei realmente nos combates contra os bosses, de resto, os inimigos continuam a ser bastante previsíveis e deixam-se ficar nos mesmos esconderijos à espera de serem baleados.

Falando nos combates com bosses, esta é sem dúvida uma das melhores novidades. Toda a gente se tinha queixado destes combates na versão original (a mim até nem me incomodaram assim tanto), mas com as alterações criadas, existem mais formas de abordar cada boss, o que não prejudica os jogadores que investem mais numa só área de especialização. Sem dúvida uma alteração bem-vinda e que oferece mais formas de resolver o mesmo problema.

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Apesar de ter jogado na PS3, usei como segundo ecrã a PS Vita. Embora seja algo que funciona bem e até é bastante prático, como prefiro o comando, ter de me debruçar sobre a consola não é sem dúvida a melhor opção, algo que deve ser claramente mais fácil na Wii U com o ecrã no centro do comando. Além do mais, a PS Vita não é realmente a melhor plataforma para apreciar este jogo tendo em conta a falta de dois botões superiores.

Além de incluir a versão melhorada da história original, Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut ainda inclui o DLC Missing Link que conta uma história adicional de Adam Jensen que está de certa forma ligada ao enredo principal. Antes um DLC comprado à parte, este novo conteúdo foi introduzido de forma subtil e inteligente neste pacote.

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Apesar de apregoar alguns ligeiros melhoramentos visuais, Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut pareceu-me francamente idêntico ao original, os cenários continuam a ter um aspecto e detalhe soberbo e as personagens continuam a parecer demasiado robóticas. Se algo mudou, é pouco nítido, mas não que o jogo original precisa-se de sofrer grandes melhorias tendo em conta o seu estilo e direcção artística.

Sonoramente, podem contar com uma das melhores bandas sonoras desta geração, carregada de música electrónica synth-pop futurista e diálogos de voz bastante fortes.

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Por um preço mais reduzido (com excepção da Wii U), Deus Ex: Human Revolution Director’s Cut é uma compra mais que recomendada. Esta edição transforma um dos melhores jogos de 2011 em algo ainda melhor. Se já tem o original e jogaram Missing Link, não existe aqui muito que justifique uma segunda aquisição, mas se nunca jogaram Deus Ex Human Revolution, então esta é a altura ideal para o fazer.

Positivo:

  • O regresso melhorado de um dos grandes jogos de 2011pn-recomendado-ana
  • História com temas adultos e pertinentes
  • Direcção artística
  • Podem jogar com um ecrã extra para opções
  • Combates de Boss bem melhores
  • Inclusão do DLC Missing Link

Negativo:

  • Não consegui ver grande evolução gráfica
  • Só a IA dos bosses parece estar melhor
  • Movimentos e estruturas corporais robôticas das personagens

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