Análise – Civilization 5: Brave New World

Civilization 5 tornou-se num título que impõe respeito graças a um sistema estratégico aprofundado e uma mecânica viciante. O jogo foi lançado em 2010 e durante estes três anos continua a deixar jogador colados ao ecrã com a sua complexidade estratégica que mesmo assim consegue ser facilmente absorvida por quem joga. Foi então preciso esperar mais dois anos para vermos a primeira expansão de nome Gods & Kings ser lançada, e agora já temos disponível a terceira.

Brave New World foi então lançado para Civilization 5 e tem como objectivo trazer novas funcionalidades e nuances ao jogo que para além de trazer conteúdo extra, melhora e enfatiza certos aspectos do jogo. De uma maneira mais generalizada, este novo DLC traz nove novas civilizações incluindo Portugal, novas maravilhas, rotas comerciais internacionais, turismo, obras primas e um congresso mundial.

Para os mais afastados deste jogo, Civilization 5 é um jogo de estratégia por turnos onde existem várias maneiras de conseguir a vitória, sejam elas por aniquilação total dos nossos oponentes, ter uma influência cultural inqualificável, pontuação máxima, entre outros. Com a expansão Gods & Kings o jogo viu a adição de novos elementos como espionagem dos nossos oponentes, religiões e não só.

Começamos com uma simples cidade como a nossa capital e a partir daí iremos construir e expandir o nosso império por todo o território. Toda a construção de unidades sejam eles trabalhadores, soldados ou navios, é feita nas cidades, sendo que cada uma destas unidades possui um número específico de turnos para ser criado, e todo o resto de infraestruturas como fortes, quintas ou minas são feitas pelos trabalhadores. Todo este factor dos turnos é muito importante porque exige um planeamento rigoroso para aquilo que são as nossas necessidades, e ainda mais importante quando estamos em controlo de poucas cidades.

Nem só de conflito e expansão está dependente o nosso império, havendo uma mecânica de diplomacia e jogo mental bastante realista e inerente no jogo. As alianças são importantes em vários factores dentro do jogo, como a possibilidade de usufruir de regalias estratégicas e não só, mas os ataques a outras civilizações poderão mostrar o nosso poderio e até assustar que nos rodeia. Poderemos também lançar avisos por varias razões, como por exemplo um número elevado de soldados junto à nossa fronteira, mas também podemos jurar protecção a outros. Caso queiramos ser mais “venenosos” podemos tentar denegrir outras civilizações por variadas razões.

Como seria de esperar, em Brave New World escolhi defender o nosso país e por-me na pele da primeira – eu sei que é discutível – rainha portuguesa, D. Maria I. Tal como acontece, cada civilização possui aspectos e regalias distintas, e no caso de Portugal vamos tirar partido de bónus financeiros nas rotas comerciais. Preparem-se para encontrar nomes muito conhecidos de zonas portuguesas ou antigas colónias, sendo algo estranho ver por exemplo, a cidade de Luanda tão perto de Lisboa, ou Porto mais perto de Braga e mais longe de Vila Nova de Gaia, mas isso agora são detalhes pouco importantes.

Um dos aspectos que gostaria de destacar e que dão uma ajuda enorme são as rotas comerciais internacionais. Rapidamente vi cidades minhas com problemas graves no que toca a mantimentos ou financeiros, e graças a esta possibilidade consegui resolver grande parte dos meus problemas graças a trocas valiosas com aliados. Esta funcionalidade obriga o jogador a pensar ainda mais antes de se fazer guerras porque os nossos aliados poderão assustar-se e retirar laços que poderiam ser importantes.

Estas trocas internacionais poderão ser feitas de duas maneiras, marítima ou terrestre. A marítima foi a que mais usei e baseia-se na simples criação de navios de carga onde deixá-los trocar automaticamente com uma cidade à escolha, enquanto que por terra iremos usar caravanas. É interessante porque se já antes tínhamos cuidado com os aliados que fazíamos, esta funcionalidade faz com que tenhamos um cuidado ainda maior visto que para além de elementos básicos da troca como ouro ou comida, iremos receber outros mais específicos como pontuação extra para a ciência ou influência cultural.

Para vencermos de uma maneira Cultural em Civilization 5, tínhamos que proteger com unhas e dentes o famoso “Utopia Project”, algo que já não é obrigatoriamente necessário em Brave New World. Desta vez somos apresentados a um sistema mais generalizado e que se baseia numa influência cultural capaz de nos dar a vitória e afectar os nossos adversários. Com o auxílio de vários factores como o turismo nas nossas cidades e o uso dos nossos artistas em grandes infraestruturas como anfiteatros e museus, vamos tornar-nos influenciáveis o suficiente para ganharmos o jogo.

Outra grande adição e que oferece mais uma enorme camada de vertente estratégica ao jogo é a introdução do Congresso Mundial ao jogo. Nesta funcionalidade vamos ficar frente-a-frente com os vários líderes no jogo e discutir medidas que irão influenciar o mundo. Os nossos interesses irão levar-nos a rejeitar certas medidas, algo que aconteceu comigo. Uma das medidas que me prejudicou bastante foi a abolição do vinho, uma das matérias primas mais abundantes na minha zona e que fazia grande parte da minha economia, mas tudo isso faz parte deste jogo de poder e interesses.

Para além destas enormes adições podemos encontrar dois novos cenários para tentarmos ultrapassar, Guerra Civil Americana e a corrida ao continente africano do início do século 19. Temos também novas maravilhas como Parthenon, Broadway, Globe Theater e não só. Para além de Portugal temos também os Zulu, Indonesia, Polónia, Brasil, Assíria, Marrocos, Veneza e Shoshone.

Brave New World é uma expansão que assenta perfeitamente em Civilization 5 e oferece um brilho enorme. É daquelas expansões que é quase um crime jogar sem ela aprofundando que dá ao jogador mais razões para pensar muito bem antes de fazer qualquer tipo de acção. Caso comprem o jogo, façam um favor a vocês mesmos e adquiram este DLC logo de seguida.

Positivo:

  • Complexidade aprofundada
  • Novas funcionalidades que complementam o jogo
  • Maior variedade estratégica
  • Rotas Comerciais Internacionais

Negativo:

  • Cada turno leva uns minutos extra
  • Loadings

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