Análise – Chariot

chariot

Chariot é um jogo que mistura plataformas e puzzles em 2D, utiliza uma premissa bastante peculiar. Depois da morte do rei, a sua filha e o noivo foram colocar o rei no seu último local de descanso, o que não estavam à espera era que o fantasma do rei defunto aparece-se e fosse esquisito quanto ao sítio onde passaria a eternidade…

Assim munidos de uma espada e várias engenhocas a aventura para satisfazer o fantasma do rei começa. Algo que se nota logo desde o início é que esta será uma aventura cheia de humor, o rei para além de ter medo do escuro e ser um resmungão é também muito vaidoso, obrigando-nos a apanhar todos os tesouros que virmos pelo caminho para que o seu local de descanso esteja repleto de riquezas cintilantes. Em adição a pedras preciosas existem também alguns coleccionáveis como caveiras e esquemas que incitam à exploração do nível.

Chariot 2

Durante a progressão de Chariot vão sendo acrescentados novos elementos e mecânicas ao jogo. Alguns desses elementos são desbloqueados através de esquemas espalhados pelos níveis, estes terão que ser posteriormente comprados na loja e acabam por funcionar como habilidades especiais.

Estas habilidades são uma pequena ajuda à aventura de andar com uma carroça atrás, esta é a mecânica que faz de Chariot um jogo único. A carroça tanto nos pode ser benéfica em algumas situações como uma verdadeira dor de cabeça durante quase todos os momentos que envolvem tesouros no fim de um labirinto de plataformas. Então a pergunta que deve surgir por esta altura é o porquê de não deixarmos a carroça sossegada e irmos nós mesmos recolher os tesouros. Bem é que o fantasma é tão avarento que é ele próprio que recolhe os tesouros quer estejam à vista quer estejam enterrados.

Chariot 3

As mecânicas com a carroça vão para além dos empurrões e de usar o caixão como uma plataforma para chegar aos sítios mais altos. Logo desde o início é nos dada uma corda que se liga automaticamente a uma das rodas do caixão e podemos usa-la para vários efeitos desde balançar o caixão até puxar por ele ou usa-lo como contrapeso. Terão que puxar pela cabeça para resolver os quebra-cabeças que vos aparecem em Chariot.

Mas então porque é que precisamos de uma espada? O rei não é o único avarento do jogo, existem umas pequenas e chatas criaturas que estão sempre á espreita no escuro. Aparecem sempre em grande número e profanam o caixão para nos levar todas, mas mesmo todas as pedras preciosas que recolhemos durante esse nível. A nossa única esperança é matarmos estes bichos antes que eles voltem para o ninho, para assim reaver o que é nosso… ou para ser mais preciso, do rei chato que trazemos connosco e que não se cala nem depois de estar morto e não para de reclamar e refilar!

Chariot 1

Um dos problemas que tenho com Chariot é o multijogador ser exclusivamente local. O facto de existirem vários puzzles ao longo dos níveis nos quais é necessário um segundo jogador acabam por se tornar momentos frustrantes, pois ficamos sem saber o que estamos a perder.

No geral Chariot é um jogo competente, fluído e bastante apelativo. O rei tem um papel essencial em alguns pontos mais chatos do jogo onde temos que repetir o mesmo desafio várias vezes ao manter uma atmosfera cómica. Isto apesar de ser um peso morto a maior parte das vezes.

 

Positivo

  • Boa atmosfera
  • Mecânicas interessantes e bem implementadas
  • Controlos bastante precisos
  • Desafiante
  • As pedras preciosas e colecionáveis fazem-nos arriscar alguns quebra-cabeças mais complicados e incitam à exploração

Negativo

  • Co-Op Exclusivamente local
  • Desafios para dois jogadores presentes mesmo quando jogamos apenas a solo são irritantes por não conseguir-mos aceder-lhes apesar de os vermos
  • Algumas engenhocas quase não têm uso durante os níveis

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