Desde pequeno que os jogos RTS (Real-Time Strategy) me fascinam. Verdade seja dita que a era dourada deste tipo de jogos já passou, hoje em dia vemos poucos jogos do género, o que faz com que cada lançamento actual de um RTS tenha uma fasquia bastante elevada para os fãs.
O primeiro impacto com o jogo é através do departamento sonoro, a música dos menus é excelente, sinto-me motivado cada vez que começo a jogar Act of Aggression. Aproveito já também para falar do aspecto visual que é também bastante bom, tanto na vista aérea como quando fazemos zoom. Este é um dos mais recentes RTS a ser lançado e desde logo percebi que não iria ser amor à primeira vista, se é que iria existir de todo.
De forma a ambientar o jogador, Act of Aggression preparou uma campanha. Esta campanha começa com pequenos objectivos, desde aprender a colocar os nossos soldados e tanques numa formação a apoderarem-se de ume dificio, até verdadeiros cenários de guerra.
No entanto, devo confessar que a campanha é bastante desinteressante, pelo que assim que me senti preparado avancei para o meu modo favorito, um mapa, muitos jogadores, quer sejam I.A. ou pessoas e começar a construir um exército para aniquilar todos aqueles que ousam desafiar-me.
Act of Aggression dá a possibilidade de escolhermos se queremos jogar apenas contra a I.A. e devo dizer que a I.A. é bastante agressiva ou contra jogadores, quer seja por LAN ou Online. Act of Aggression não tem os elementos de defesa de um Age of Empires e outros jogos do género pelo que a defesa tem que ser feita utilizando as nossas unidades de combate. As unidades podem sofrer melhorias, como defesa contra misseis ou aumentar a precisão dos Sniper, em adição não são só as unidades de combate que têm melhorias, os edifícios também possuem algumas.
Como devem calcular as melhorias custam recursos e para tal têm de explorar a área em redor da vossa base para encontrar metais preciosos e petróleo, construir coletores de energia ou equivalentes, assim como armazéns e todo o tipo de edifícios. A vossa base começa por parecer um contentor e pode acabar como uma cidade.
Cada estrutura tem requisitos e consumos pelo que exige um planeamento prévio, construir onde calha acaba por ser a morte do artista. Ainda dentro dos recursos a vossa base gera “dinheiro” regularmente, no entanto acreditem que acaba depressa. E por essa razão o ideal seria encontrar fontes de rendimento adicionais, e Act of Aggression coloca no mapa edifícios chave que para além de poderem ser ocupados e servir de torre de vigia, também geram lucro durante o tempo em que estão ocupados.
Assim sendo chegamos à estrela do jogo, o multiplayer online. Podem escolher entre equipas ou irem sozinhos, o número de jogadores, mapa, etc. o normal.
O que Act of Aggression faz mal, e que consegue ser extremamente irritante é que ao jogar em equipas estão dependentes dos vossos parceiros para o sucesso. Agora imaginem por um momento que um dos vossos parceiros decide sair do jogo. Automaticamente, se estiverem em equipas de dois, vocês tomam conta da base dele, ora se gerir uma base é complicado gerir duas em localizações diferentes é quase impossível, e não tardarão muito a ouvir “enemy sighted”.
Esta é uma das principais criticas negativa que tenho a Act of Aggression, aqui um sistema de procura por um jogador para substituir o que foi embora seria o ideal, porque o jogo fica arruinado. Não estou a falar de jogar 5 minutos quando o outro jogador sai, estou a falar de estar já em guerra há algum tempo. Quando isto aconteceu senti parte da minha vida a escapar-me por entre as mãos.
Voltando a uma das minhas primeiras afirmações desta análise, a razão pela qual Act of Aggression não me conquistou é porque eu sou um jogador que gosta de ter controlo sobre tudo. E o meu tudo envolve defesas, como barricadas, muralhas, torres equipadas com “armas pesadas” e mais “brindes” para os inimigos. Act of Aggression sendo um jogo de guerra tática actual deixa esses elementos de parte fazendo da ofensiva a melhor defesa. Este conceito demorou um pouco a atingir-me mas acabou por me “conquistar”. Não sendo perfeito é eficiente e o truque está mesmo em construir o maior número de tanques no menor tempo possível e avançar sobre o inimigo. O jogador que conseguir efectuar este passo com sucesso tem meio caminho andado, (senão todo) para a vitória e para a “conquista” sobre o adversário.
Por outras palavras, em todos os jogos que fiz o primeiro jogador a conseguir fazer isto ganhou. E é por esta razão que os meus sistemas de defesa fazem falta, é possível aniquilar um jogador inimigo em pouco mais de 8 minutos de jogo. A primeira coisa a fazer é preparar a base de forma a construir um exército de tanques e esperar que estes consigam defender a base ou acabar com o inimigo. Numa nota adicional, a IA também recorre eficazmente a esta técnica.
Sobreviveram ao ataque? Parabéns! Entraram agora no jogo a sério. Que envolve novamente construir um exército de tanques ainda maior ou misseis. No fundo se na campanha nos ensinam a avançar cuidadosamente com tropas limitadas por entre casas, no online o cuidado mata. Não é divertido aplicar sempre a mesma técnica, acabei por me aborrecer com Act of Aggression apesar de não existir algo verdadeiramente errado com o jogo… esperem lá, existe sim.
Vamos supor que estão a jogar contra um jogador que não usa esta técnica e começamos a explorar todas as unidades e melhoramentos. Num bom RTS existe um sistema de pedra-papel-tesoura entre as várias unidades, e com algum tempo de jogo começa a ser possível criar várias táticas. Mas existem certas unidades que estão pessimamente equilibradas. Algumas custam pouco e são verdadeiras bestas, outras custam muito e fazem o mesmo que um espantalho contra uma granada.
E depois temos os melhoramentos de stealth, acreditem quando digo que nem o radar mais eficiente consegue ser eficaz contra algumas unidades deste tipo. Poderia estar aqui mais 10 parágrafos a falar sobre estes problemas mas vou ficar por aqui.
Em suma Act of Aggression contém uma campanha razoável, e um online que não funciona corretamente, a menos que gostem de bater records do guiness para construir um exército de tanques no menor tempo possível. E mesmo que o jogo se prolongue existem vários problemas de equilíbrio que são explorados arduamente por parte dos jogadores pelo que a diversão não está presente em Act of Aggression.
Positivo
- Banda sonora
- Visual
- Menus
Negativo
- Equilíbrio entre unidades
- Falta de um sistema de substituição de jogadores
- Exércitos de tanques aos 5 minutos
- Campanha desinspirada
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