Análise – Travis Strikes Again: No More Heroes

Travis Touchdown volta a estar no centro das atenções em Travis Strikes Again: No More Heroes. No entanto este jogo pode ser considerado um spin-off da série principal, uma vez que a sua estrutura e jogabilidade é bastante diferente dos restantes.

Como já referi, Travis está de regresso mas não está sozinho. Travis Strikes Again: No More Heroes pode ser jogado a solo ou em modo cooperativo, sendo um hack n’slash maioritariamente com uma vista aérea. Esta aventura leva-nos para dentro de uma consola que de certo modo nos obriga a completar vários títulos disponíveis para a mesma; e já referi que poderá estar assombrada? Este é o pretexto para o novo tipo de jogabilidade e ainda para apresentação de cada nível. Como já é de esperar, no final de cada nível existe um Boss que temos de derrotar, estas lutas são aquilo que realmente faz o jogo brilhar. Estas lutas conseguem ser desafiantes mas o principal aqui passa mais pela forma como estas decorrem.

O jogo está repleto de referências, quer seja a filmes ou videojogos. O que é interessante é que muitas destas referências acabam por se tornar bastante presentes, influenciando certas secções do jogo. Por vezes corre bastante bem mas existem algumas secções que não estão à altura e ainda outras que são extremamente forçadas.

Travis Strikes Again: No More Heroes é uma mistura de géneros com o hack n’slash no núcleo da acção. Os níveis “principais” acabam por ser corredores e salas que se repetem inúmeras vezes e que apresentam variações visuais consoante o nível. Cada jogo que visitamos tem o seu próprio estilo e até mistura algumas secções um pouco diferentes do normal mesmo a nível da joganilidade.

O combate começa por se desenrolar de forma bastante simples, ataques leves e pesados estão no centro da acção. Com a progressão acabam por ser desbloqueados ataques especiais, que podem equipar a vosso gosto através de “chips”. Estes têm que ser coleccionados e nunca sabemos bem o que vamos encontrar, uma vez que são bastante variados e dão aso a diversas oportunidades e formas de acabar com os inimigos. Travis vai também ganhando pontos de experiência que podem ser gastos para aumentar determinadas capacidades do personagem.

Com tanta variedade e uma jogabilidade central bastante repetitiva, Travis Strikes Again: No More Heroes é um jogo bastante estranho e que acaba por contar com vários pontos que ficam ao gosto do jogador. Pessoalmente não sou grande fã de paredes de texto, ora qual não foi a minha surpresa quando grande parte da narrativa me foi entregue dessa forma, através de algo que me fez lembrar os antigos jogos de aventura. Mas como referi, são gostos, apesar de achar essas secções demasiado longas pois, acabam por chatear com a quantidade de exposição da narrativa sob a forma de parede de texto, especialmente se tivermos em conta que é nestas secções que grande parte do humor se encontra.

Onde Travis Strikes Again: No More Heroes brilha de forma exímia está na apresentação de Travis, especialmente para quem jogou os anteriores. A forma como Travis age está muito bem executada, de acordo com o que já nos foi apresentado anteriormente, passando a mensagem de forma clara, quer seja através de diálogo ou linguagem corporal. Em termos gerais de apresentação não é o jogo mais exigente, preferindo utilizar estilos de apresentação bastante vincados a um grande número de polígonos.

18

Como um todo  Travis Strikes Again: No More Heroes não é tão marcante como os anteriores. Apesar de tentar ser uma experiência única, a jogabilidade repetitiva acaba por levar a melhor sobre as diferentes apresentações de cada nível. Tal como muitos outros, é um jogo especialmente divertido quando jogado com um amigo. A sua narrativa vai certamente alegrar o dia aos fãs mas a falta de vozes na grande maioria das cinemáticas/partes de história, é bastante sentida. Acaba por ser uma distracção momentânea sem grande valor, especialmente quando temos em conta o material original.

Positivo

  • Travis bem caracterizado
  • Algumas secções destacam-se de forma positiva quando quebram a monotonia dos níveis “normais”
  • Possibilidade de jogar em co-op
  • Humor nas paredes de texto…

Negativo

  • … não deixam de ser paredes de texto que se prolongam por 15 minutos de cada vez
  • Combate bastante repetitivo, com pouca variedade de inimigos/situações
  • Níveis diferem visualmente mas são sempre salas e corredores com os mesmos inimigos
  • Não faz o suficiente para se destacar, contenta-se com o medíocre

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

More Posts

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?