Análise – Rayman Legends

Depois de muitos anos a jogar Rayman Legends como um jogo de plataforma em 3D (apesar da sua origem em 2D), a chegada dos Rabbids obrigou Rayman a repensar o seu futuro.

A resposta surgiu como Rayman Origins, um regresso às origens 2D, mas com um rol de personagens e mundos totalmente tresloucados, ao ponto de roçar a insanidade.

Ao que parece a insanidade compensa e Rayman Origins não passou muito tempo sem contar com uma sequela. Passando das origens para as lendas, chegou a altura de avaliar Rayman Legends.

Inicialmente tido como exclusivo Wii U, foi através dessa mesma versão que tivemos acesso ao jogo e pudemos explorar da melhor forma com a utilização do ecrã táctil.

Rayman Legends continua a manter a sua jogabilidade de plataformas tal como no jogo anterior, mas a possibilidade de jogar com Murray no Gamepad aumenta a diversão de forma tremenda.

A não ser que estejam a jogar sozinhos (situação em que o jogo força a jogabilidade de plataformas ou o uso do ecrã), a presença de Murray não só permite que até quatro pessoas possam desfrutar do jogo, como a sua utilização  pode tornar o jogo bem mais divertido e interactivo.

Seja a jogar com o Gamepad ou outro comando, quando jogam com Rayman, Globox ou os seus amigos, vão realizar as habilidades típicas dos jogos de plataformas, seja saltar para cima de algum inimigo ou atacar directamente, planar, voar em insectos cuspidores, entre muitas outras coisas.

Quem usa Murray, passa a controlar o insecto voador através do Gamepad. A partir daqui podem utilizar os vossos dedos (ou stylus) para fazer cocegas aos inimigos, mover plataformas, cortar cordas, tornar os lums mais valiosos, destruir obstáculos, entre muitas outras actividades ao dispor.

Claro que esta sinergia está ao auge quando jogam pelo menos a dois, um com Rayman e outro com Murray, pois a inteligência artificial não é 100% fiável e temos aqui um dos primeiros problemas de Rayman Legends que migra de Origins, ou seja, a ausência de modo online co-op, o que força os jogadores mais isolados a ter de interagir com a IA.

Além da longa campanha, Rayman Legends parece uma máquina de brindes interminável. Cada vez que concluem um objectivo ou um cenário, são galardoados com raspadinhas que podem desbloquear ainda mais níveis, criaturas coleccionáveis ou personagens extra. Para os mais saudosistas existem até cenários retirados de Origins.

Além destes extras, podem contar ainda com um modo time-attack com rankings mundiais e um campo de voley onde podem ver quem é o melhor a dar pontapés numa bola. Parece estranho? Não se preocupem, funciona.

Antes de passármos ao visual e áudio, quero ainda deixar uma nota positiva para os níveis musicais, que além de hilariantes e vibrantes, são também alguns dos momentos mágicos do jogo que vão querer repetir vezes sem conta.

Se achavam que o visual de Rayman Origins era bastante bonito, então preparem-se para um espectáculo visual com Rayman Legends. O visual cartoon está de volta, mas agora com mais sombras, mais cores que criam melhores texturas e ainda mais desenhos diferentes para as personagens jogáveis. Rayman Legends parece mesmo um desenho animado de alta qualidade transformado em jogo.

A música e sons são realmente bons e divertidos e as composições dos cenários são totalmente épicas e bem-dispostas. Tal como referi, um destaque especial precisa de ser dado aos cenários musicais que misturam muito bem o tema original com sons e gritos do jogo.

Para finalizar, convém mencionar que podem jogar tanto na vossa TV como no Gamepad.

Rayman Origins já era um bom jogo de plataformas, mas Rayman Legends consegue ainda assim superar o seu antecessor. A quantidade de níveis para jogar, a diversão de jogar em co-op, os extras para desbloquear e até mesmo os time-trials diários, são mais que razão suficiente para manter Rayman Legends dentro da vossa plataforma de eleição, pois enquanto dura, é diversão garantida. Um dos melhores joos de plataformas deste ano.

Positivo:

  • Visual ainda mais apelativo
  • Muitos cenários para jogar
  • Utilização do Gamepad para controlar Murray
  • Inúmeros extras para desbloquear
  • Níveis musicais
  • Temática tresloucada
  • Mais barato em quase todas as plataformas

Negativo:

  • Inteligência artificial
  • Ausência de co-op online
  • Muitas personagens iguais com padrões de cor diferentes

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Share

You may also like...