The Legend of Zelda: Skyward Sword HD – Análise

Não é o primeiro jogo The Legend of Zelda, mas Skyward Sword acontece no primeiro ponto da cronologia de todos os outros. Numa ilha no céu chamada Skyloft, o povo de Hylia vive sem grande conturbações. Todos têm o seu próprio pássaro gigante – Loftwings, enquanto não sabem de nada do mundo da superfície – aquele que está coberto por nuvens pelas quais ninguém jamais se aventurou. No mesmo dia em que Link passa no exame para se tornar um Cavaleiro, a tragédia ocorre. Zelda é arrastada para baixo das nuvens e Link, com a ajuda do espírito misterioso, Fi, aprende a viajar sob as nuvens para resgatar Zelda.

A versão original de Skyward Sword foi preparada para a Wii e obrigava a passar o jogo apenas com movimentações. Acaba por fazer parte do apelo original do jogo. Era suposto o Wiimote fazer o jogador se sentir parte de Link, espelhando os golpes através da sua espada. Skyward Sword HD traz isso de novo ao mundo do jogo Zelda, mas desta vez, com opções para deixar esses comandos de lado.

Os controlos de movimento podem demorar um pouco a habituar, pois são o oposto de qualquer outro jogo, mas infelizmente, dei por mim várias vezes a desejar voltar a usá-los. A opção dada foi controlar a espada através do analógico direito, e nem sempre apresentou as melhores respostas. Isto, quando tenho o Pro Controller da Nintendo Switch. Tal como na Wii, não é apenas na espada onde é possível utilizar os controlos. Alguns itens exigem uma resposta física, como controlar o chicote e atirá-lo para o sítio certo.

 

 

Claro, existem melhorias no Skyward Sword HD além dos controlos. Por um lado, o visual do jogo foi atualizado. O original funcionou a 30 fps este remaster roda a 60 fps. A clareza e nitidez dos detalhes são evidentes em qualquer lugar. Outra mudança é a capacidade de saltar cenas e passar à frente alguns diálogos longos. Provavelmente, a maior melhoria depois dos gráficos é a Fi. A companheira de Link, mas era muito persistente na versão da Wii, constantemente a aparecer para nos segurar a mão e dizer o óbvio. Neste remaster, os jogadores podem chamar a Fi apenas quando precisam dela, o que torna a exploração bem mais prazerosa.

As notificações de itens repetidos, outra coisa do passado, também se eliminou. Não preciso saber o que é um besouro 10x, sempre que fecho o jogo . Outro recurso útil é o de que guardar o progresso automático. Temos sempre os sítios para guardar o jogo não muito longe, mas pode dar sempre jeito ter um ficheiro de segurança.

 

 

Para quem não sabe, The Legend of Zelda é a minha franquia favorita e tive receio de tentar fazer uma análise, pois é sempre algo mais pessoal e devemos sempre tentar ser imparciais. Especialmente, quando não tive uma Wii e sempre quis ter a experiência de Skyloft. Sempre quis ter a experiência do primeiro jogo da origem de Zelda. Apenas mais um contexto, à medida que escrevo estas palavras, ao meu lado, tenho um Triforce pintado no meu escritório. Contudo, o jogo irritou-me. Irritou-me mesmo. Enquanto tentava apreciar mais uma nova mecânica, tinha sempre aqueles preciosismos de uma jogabilidade presa a tempos e momentos perros.

Enquanto vi várias críticas a tentarem estabelecer um paralelismo entre Skyward Sword e Breath of The Wild, eu sabia em que mundo estava. Estava no mundo de 2011. Não estava em 2017. Existem alguns Zelda em que podemos fazer comparações. Skyward Sword e Breath of The Wild só têm em comum serem antecessor e sucessor e, enquanto Skyward Sword continuava a testar águas de um jogo com mais liberdade. Breath of The Wild quebrou essas amarras e saltou para o charco do mundo dos jogos de mundo livre. O único resquício de utilização de movimentos é algo universal a todos os outros jogos da Switch – os motion controls, quando temos algo a apontar. Simplesmente, não é justo querer que Skyward Sword, um remaster de 2011, seja algo como um jogo de 2017, com um processo de desenvolvimento diferente.

Portanto, dentro do fascínio de poder explorar o meu mundo favorito, tenho que enfrentar a realidade que este jogo faz parte de algo com 1 década, já. Sendo um remaster, o que peço são melhores gráficos, jogabilidade adaptada e algumas novas funções. Isso, Skyward Sword tem. Acho ainda que os controlos deviam estar um pouco mais limados, ou que poderiam introduzir algo para entrarmos em modo de controlo analógico, porque juro que passei muitos minutos em frustração com o chicote e com a espada a tentar que fizessem o pretendido.

Concluíndo, podemos visitar Skyloft numa melhor plataforma, melhores gráficos e ter o prazer de reconquistar as melhores dungeons que a franquia Zelda tem para oferecer. Recomendo vivamente, a Cisterna. Uma ode ao design de progressão com várias referências ao budismo. Os controlos podem ser um travão na experiência, mas é algo que acabamos sempre por superar e temos sempre a jogabilidade alternativa.

 

Pontos fortes:

  • Progresso linear
  • Mais independência que no original
  • Design de níveis impecável

 

Pontos fracos:

  • Jogabilidade podia ser melhor preparada
  • Amiibo com habilidades próprias

 

 

 

 

 

André Miranda
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