Não podendo andar descansada da vida a fazer as coisas dela, Zelda dá por si numa viagem temporal repentina até aos tempos primordiais do reino de Hyrule, onde a devastação e a destruição ainda não faziam parte dessa realidade. Em Hyrule Warriors – Age of Imprisonment na Nintendo Switch 2, Zelda encontra-se com vários desafios, que além de se ter de ambientar ao seu mundo que se apresenta com uma cara fresca, convidativa, com muito potencial, também tem de entender como e porquê foi parar aos tempos do antigamente, ela acaba por ter de lidar com as suas próprias inseguranças e ter de trabalhar os seus poderes. Sem parecer uma situação de mensagem subliminar de auto estima e acreditar em si, esta faceta de Zelda é deveras importante para o enredo.
A ajudá-la estarão os recém conhecidos amáveis reis de Hyrule, Rauru e Sonia. É uma perspectiva interessante e empolgante, termos a oportunidade de explorar a personagem da Zelda, enquanto estamos na demanda de auxiliar o reino de Hyrule a não ser destruído pelo Ganondorf e as suas hordes. Ao longo da campanha, vamos entendendo melhor o que se passou em Hyrule, recaindo a atenção sob os Constructs que foram corrompidos pelas trevas. Também vão sendo introduzidas personagens interessantes e ricas, cada uma com características e jogabilidades próprias.
Uma – ou duas – particularidades importantes a destacar em Hyrule Warriors – Age of Imprisonment é o factor de podermos unir esforços com outra personagem que se encontre nas proximidades do campo de batalha, “dar as mãozinhas” e vai de mandar carregamento para cima do inimigo sem dó nem piedade. É uma habilidade com tempo limitado, se bem que muito ajuda em tempos de “excesso populacional” no campo de batalha. Abordando a quantidade significativa de inimigos no ecrã nas batalhas, que oferece uma animação extrema e ímpeto de luta, há o desafio de conciliarmos o tempo das ferramentas zonai carregarem à estratégia implementada para derrotarmos o boss e vencermos. É um aguçar de táctica para optimizarmos o dano ao inimigo e conseguirmos sair victoriosos. Uma das armadilhas que mais me aliciou usar foram os canhões de fogo, que os podia accionar quando tinha a bateria da energia zonai carregada. Apontar para o malfeitor e deixá-la ali no chão, a debitar lavaredas enquanto ficava com a personagem livre para dar umas cacetadas extra ao boss e ao seus amigos fofinhos.
Hyrule Warriors – Age of Imprisonment na Nintendo Switch 2, demonstra grande jogabilidade e gráficos agradáveis, que nos remetem para aquele mundo com extrema facilidade. Embora seja um estilo de jogo hack and slash e se dêem verdadeiras batalhas campais, com inúmeros bichos de todos os tamanhos e feitios (há para todos os gostos). Entre eles há normalmente um boss escondido só para nos fazer “suar” mais um bocadinho. Os controlos são extremamente intuitivos e a fluidez de jogo é muito bo mesmo com muitos acontecimentos na mesma altura. O jogo corre bem e sem paragens, sem grandes momentos de bugs: tudo a acontecer com loucura e emoção e nós ali, no meio da acção sem interrupções. Conforme vamos explorando, vencendo batalhas e colectando itens pelo mapa, desbloqueamos áreas de Hyrule: acampamentos onde podemos treinar as nossas habilidades a solo ou em equipa, recuperar das batalhas e ainda aprimorar os skills das nossas personagens.
O mapa de Hyrule é abrangente, temos Hyrule no seu “estado” de superfície e podemos explorar também a sua faceta nas Profundezas, onde encontramos mais informações da história primordial de Hyrule e artefactos, tal como temos as Ilhas do Céu, que nos permite explorar outras áreas do reino, desta vez por cima de Hyrule. Há muito por onde andar e descobrir, embora o mapa se vá desbloqueando aos poucos e conforme as missões e batalhas que vamos ganhando.
Quando somos agraciados em Hyrule Warriors – Age of Imprisonment pelo aparecimento de uma nova personagem, em que as suas skills ainda estão mais “primitivas” e que apenas com o tempo e experiência é que ganhamos mais “estaleca” e potência, é sempre uma lufada de ar fresco. Não que não seja excelente jogar na pele de Zelda, Rauru ou Mineru! Sem ser tendenciosa – e se adorei jogar como Zelda e principalmente como Rauru – quando apareceu uma dupla diferente e com a qual é empolgante jogar, quer seja por causa das suas armas zonai quer seja por outros skills, é quando entendemos que o jogo está a levar contornos interessantes. Principalmente quando aparece um jovem alguém que se quer redimir frente ao rei Rauru que arrasa com as hostes em três tempos!
Em termos de dificuldade nas batalhas, há sempre muita gente no local da batalha e os boss nesses sítios podem ser um pouco mais morosos a serem derrotados. À medida que avançamos e evoluímos, naturalmente que os boss vão ficando mais rijos e a precisar de mais pancada e estratégia para vencer. Por outro lado quando conseguimos desbloquear áreas novas do mapa, o sentido de motivação não esmorece. Não se torna um jogo monótono com as imensas batalhas e crescente dificuldade, os controlos são simples e as combinações das habilidades, igualmente fáceis e rápidas de pormos a uso em plena batalha, sem termos de perder tempo a fazer cálculos de cabeça de como é que a personagem faz isto ou aquilo.
Situando este tema na franquia de Zelda, Hyrule Warriors – Age of Imprisonment é um dos temas de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, sendo o seguimento de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Francamente, é um jogo que impacta pela positiva, boa jogabilidade, capacidade de manter os gráficos e toda aquela animação e acontecimentos sem problemas. A sonoridade impecável e embrenha o mundo de Zelda bem como os próprios sons dos efeitos e habilidades, que seria de esperar que fosse tudo muito ruído quer visual quer para os restantes sentidos e não é nada disso. Apresenta um bom equilíbrio a esses níveis e de nos captar o interesse e atenção no jogo. Este Hyrule Warriors – Age of Imprisonment na Nintendo Switch 2 é um título a experimentar e jogar, não ficando de todo atrás de títulos do género e sim garantindo um jogo sólido, bem concebido e contributivo na franquia de Zelda.
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