PróximoNível ao Domingo T5 – Artigo 3 por Luís Lemos

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Olá pessoal e sejam bem-vindos a mais um PróximoNível ao Domingo e desta vez vou ser o vosso host!

Chegámos a uma altura do ano muito esperada pela equipa porque marca o lançamento de vários jogos que muito anseamos, desde BloodBorne a Ori and the Blind Forest até Dragon Ball: Xenoverse e o regresso de Final Fantasy Type-0 numa versão HD.

Infelizmente esta geração está também a seguir uma tendência que me deixa – e deverá deixar muitos de vocês – triste. Existem muitos remasters a serem anunciados e lançados com os estúdios grandes a ficarem um pouco mais retraídos com medo das fracas vendas e de possíveis fechos de estúdios.

Mesmo assim, nem tudo são más notícias porque isto é o PróximoNível ao Domingo, portanto vamos passar para a good stuff.

Para jogar:
Sword of Fargoal (iOS)

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Eu adoro jogos mobile e por vezes ganho uma vontade incessável de pesquisar por pérolas que variam dos típicos button mashers até a RPGs mais complexos. O seguinte jogo apanhou-me um pouco de surpresa e foi-me apresentado por nem mais nem menos que o co-fundador da BioWare, Ray Muzyka.

Trata-se de Sword of Fargoal, um clássico dos anos 80 que recebeu uma versão mobile há poucos anos atrás. Apesar de ser um RPG roguelike bastante arcaico, traz um modelo que se encaixa perfeitamente com os smartphones.

Basicamente somos atirados para uma masmorra cheia de monstros, armadilhas e assassinos e só podemos sair assim que descobrirmos e recuperarmos a espada de Fargoal. Vamos então descer piso a piso para o nosso objectivo e a movimentação é feita ao deslizar simplesmente o dedo numa das direcções necessárias.

O que torna este jogo interessante para estes dispositivos é também a rapidez da execução dos combates, não havendo necessidade de escolher muitas opções no ecrã, pois basta tocarmos no inimigo para o combate desenrolar automaticamente. Tenham uma boa arma e armadura – que são apanhadas no jogo – e não terão nada que temer ao descer pisos, mas se por acaso estiverem mal preparados preparem-se para morrer…e para começar o jogo completamente do início!

Para ouvir:
Hip Hop

Adorado ou odiado, este é um dos género mais famosos dos últimos 20 anos e que tem dado muito dinheiro à indústria da música. Tenho quase a certeza que deve ser um dos géneros menos adorados por parte da nossa comunidade mas existem artistas interessantes neste género que fogem aos moldes principais, principalmente dois nomes que muito adoro hoje em dia, Death Grips e Kendrick Lamar.

Death Grips é um trio composto por Zach Hill na bateria, Mc Ride no microfone e Flatlander a cuidar de todos os arranjos electrónicos. O resultado desta combinação é uma explosão sónica que pode ser considerada praticamente um ataque aos nossos ouvidos. As letras transmitem mensagens de loucura, violência, agressividade para com terceiros e isto num género que roça quase o industrial e deixa muitos dos fãs mais ferranhos de hip hop a gritar “blasfémia, isto não é hip hop!” e os restantes com muito medo e confusão. Espectacular!

A explicação mais simples que consigo dar seria como dar um microfone a um sem abrigo que teve uma vida de excessos e violência e gritasse quase como uma força primal à espera por explodir. Dentro de tanto in your face, este conjunto consegue manter uma vertente bastante catchy e com músicas que nos conseguem por a dançar que nem um doido em casa. A atitude deste grupo fora da música mostra-se igualmente errática, lançado álbuns gratuitamente mesmo contra o desejo das companhias que eles estão assinados, cancelando tours quando acham necessário (neste caso com os Nine Inch Nails!) e desta forma considero-os um dos grupos mais interessantes de 2010 e avante.

Kendrick Lamar entra um pouco na onda de um movimento de rappers denominados de “conscious rappers” onde a música disfarça uma enorme maturidade nas letras e temas bastantes profundos. Oriundo de Compton, a mesma zona que trouxe grandes números como Dr. Dre, Eazy-E, The Game e não só, este rapaz que tinha notas excelentes na escola está a crescer muito rapidamente para um dos nomes mais sonantes do hip hop.

Quero destacar o seu penúltimo álbum de nome Good Kid, Mad City, onde ele fala sobre a violência que encontrou nas suas ruas, a maneira como ele não se identificou com a mesma, excessos que testemunhou e que o tornaram num pessoa de bom coração e longe do crime. Não quero parecer faccioso a este aspecto, mas rapidamente identifiquei-me com este álbum por experiência própria, mas a verdade é que a maneira como a história é contada não só liricamente como sonoramente – isto também graças a uma produção fabulosa por parte Dr. Dre – consegue transportar-nos para as ruas que ele quer contar.

Para ver:
Whiplash

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Este filme é simplesmente fantástico! Apesar de estar um pouco longe de toda a indústria do cinema nos últimos anos, tenho sempre tempo para ver algumas pérolas que me vão recomendando ao longo do tempo e lá consegui ver Whiplash, um filme sobre um tema que eu também muito adoro, música, e que nos conta a história de um estudante numa escola jazz que se quer destacar como um dos melhores bateristas de sempre.

O filme ganha em duas frentes, num lado temos o rapaz de nome Andrew Niman a tentar ser o melhor e no outro temos um professor de nome Terence Fletcher que é muito conceituado mas também extremamente rigoroso. Estas duas personalidades vão encontrando alguma empatia mas é na altura em que elas colidem que agarramos com força as nossas cadeiras e vemos o lado negro deste professor a tomar conta.

Neste drama temos de tudo, desde sangue, suor, algum amor, decepção e até abuso físico nas cenas mais intensas. Destaque para a cena onde o professor tenta puxar de vários bateristas uma performance perfeita e acaba por pedí-los para repetir horas atrás de horas enquanto quase destrói a sala de aula com a sua fúria descontrolada. Como devem imaginar, não vos vou contar o final, pois é só o ponto mais espectacular de todo o filme!

Espero que tenham gostado deste PND e dêem a vossa opinião e até futuras sugestões!

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BrunoPantySerrano

Jogo para iOS e HipHop, alguem quer ver o mundo a arder >__>

Daniel Silvestre

O Lemos está dar os primeiros passos nesse sentido : D

JPMatias

Vi o Whiplash esta semana e concordo com as tuas opiniões sobre ele. Para mim é sem dúvida um dos melhores filmes do ano passado (talvez o melhor). A interpretação do JK Simmons é brilhante, sendo assustadora e poderosa durante todo o filme, e a história é mesmo fantástica. Sem dúvida, é um filme que toda a gente deveria ver!

Kaiser

Finalmente alguém mencionou o Kendrick por aqui! Não fazia ideia Lemos! Já agora, já ouviste o To Pimp a Butterfly? Se sim, o que achaste?
Acho que o pessoal devia realmente ouvi-lo a ele e a outros nomes actuais como o J Cole e alterar a ideia que têm do rap, não se trata apenas de “azeiteiros” a falar acerca de erva, sexo, correntes de ouro e carros de luxo. E o mesmo acontece em Portugal, procurem pelos bons nomes e surpreendam-se pelo que é feito em território nacional.

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