Preview – Saros

Saros Aran“. Esta foi o trocadilho que surgiu na minha cabeça ao final de duas horas, durante a minha sessão de experimentação de Saros. A convite da Playstation Portugal, rumei até Lisboa (não muito longe para mim na verdade) e fui aos escritórios experimentar uma versão já próxima de final de Saros que serviu como uma Build de antevisão para esta Preview. Mas porque Saros Aran? Se bem se recordam, no final do ano passado, a Nintendo reviveu Metroid e fez regressar Samus ao mundo das consolas no seu jogo Metroid Prime 4 (nossa análise aqui). Em muitos momentos, senti que Saros e Metroid têm muito em comum e curiosamente, existe aqui muito do que existe em Metroid.

Claro que a Housemarque não teve esta ideia do nada, Returnal (nossa análise aqui) surgiu antes dele, mas ao contrário do anterior onde a personagem era uma vítima das circustâncias que estava a tentar sobreviver, a personagem principal de Saros está muito mais próxima de um verdadeiro mercenário ou soldado que vai à acção sem medos, para explorar um planeta estranho, hostil, tenebroso e cheio de mistérios, tal como um certo jogo da Nintendo.

A primeira coisa que tenho a dizer de Saros é boa. A jogabilidade é das mais precisas que podem encontrar. A Housemarque fez um óptimo trabalho em polir a movimentação, a forma de usar as armas em combate, os poderes e os inimigos, de forma em que sentimos que temos o controlo total da acção e todas as vezes que perdemos ou levamos dano, é pura azelhice nossa. Saros é um verdadeiro jogo de acção, roguelike e bullet-hell e requer exploração, prática e muitas mortes para ser conquistado.

Aqui, joguei perto de 3 horas até ao primeiro boss. Até lá, tive de explorar a primeira zona algumas vezes, especialmente por ter sido quase forçado pelo jogo a morrer, para me poder mostrar como evoluía a personagem e as suas habilidades, mais bocados de história e conhecer as personagens desinteressantes que cooabitam com a personagem principal na sua nave. Como Saros quer fazer parte do grupo dos jogos “fixes” que vai desvendando a sua história aos solavancos e saltos de um lado para o outro, nem nos dá tempo para ganhar qualquer afinidade com os NPCs, estarem lá ou não, era exatamente igual, por isso quando se morre e voltamos à nave, passei por eles a correr para entrar no planeta novamente.

As excursões/runs pelo planeta são feitas de exploração, combate e encontrar armas ou relíquias que dão mais poder às armas e habilidades. Cada run tem variações de cenário, mas as semelhanças e base das zonas são similares e já estava a descobrir padrões de localizações de inimigos. Para dar cabo deles, até aqui, tive duas armas distintas (pistola e metralhadora) e um feixe de energia. Este é carregado num sistema engraçado, já que usamos o escudo para absorver as balas que se transformam em energia. Misturar tudo isto, com os desvios rápidos, recarregar a arma dentro de um espaço certo de tempo e centenas de balas no ecrã ao mesmo tempo, faz com que seja tudo alatamente caótico.

Claro que toda a exploração acaba por culminar na batalha contra o boss da zona e refazer cada run acaba por resultar no acumular de items para “facilitar” a tarefa, que não é fácil de todo. É contra os bosses que surgem os momentos mais caóticos de Saros. Não só são umas verdadeiras esponjas de dano, como atacam com explosões de balas de luz, feixes eléctricos e mais coisas do que consigo absorver nas poucas vezes que lhe bati à porta. Saros é literamente um jogo que requer perícia, concentração e aprender como funcionam os ataques e timmings dos inimigos.

No departamento visual, tudo o que não tenha a ver com as personagens humanas propriamente ditas, tem uma ambiência muito boa e uma direcção artística que já merece ser destacada. O jogo já corre a uma boa velocidade e não sofre com quebras de fluídez, mesmo estando a correr naquilo que era uma consola Debug da versão PS5 base. Por outro lado, o trabalho sonoro é impressionante, com uma banda sonora ao estilo de um Alien ou Mass Effect que soa mesmo bem. O departamento de som também mostrou trabalho em todos os elementos sonoros dos disparos, armas, guinchos dos inimigos, etc. Para já, joguei em inglês e as vozes são de qualidade.

O primeiro contato com Saros foi muito positivo, gostei do que joguei, e quem gosta de Roguelikes vai adorar o seu sistema por Runs. Quem andar à procura de um grande jogo de acção, também parece encher as medidas. Estou muito curioso para ver que mais me espera na versão final e ver se a história e NPC melhoram um bocado, pois faz falta ter um maior isco do que um fenómeno misterioso.

Saros vai ser lançado em exclusivo para a PS5 a 30 de Abril e ainda vai haver muito mais para falar sobre ele, por isso podem contar com a nossa análise perto da data de lançamento.

Daniel Silvestre
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