Opinião – Brotherhood: Final Fantasy XV

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Originalmente o previsto era dar uma opinião sobre cada episódio em separado, tal como fiz com o segundo. Mas como não cheguei a fazer isso vou antes dar a minha interpretação num artigo geral.

Apôs ter visto e revisto os cinco episódios continuo com a ideia de que esta série existe de forma a apresentar as personagens para o público. O primeiro episódio basicamente serve para situar o espectador em relação aos eventos que andam a decorrer em Final Fantasy XV, o gangue está em direção ao local onde se vão encontrar com Luna, e ouvimos o estado do país de Noctis, o que explica o porquê de eles estarem nesta aventura.

Ao mesmo tempo o primeiro episódio decidiu introduzir uma pequena back story sobre Noctis, e termina no ponto onde o mesmo inicia uma luta contra uma Lamia. Algo que na altura pensei que fosse continuar no segundo episódio mas que afinal assim não o foi.

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Foi então no segundo episódio que a introdução a este cast teve início, algo que já cheguei a falar em mais detalhe. Basicamente Prompto era uma criança que vivia o seu dia a dia sem grande alarido, mas que acabou por ter como objectivo tornar-se numa pessoa capaz de suportar o príncipe. Daí ele ter começado a treinar para se tornar mais ágil e forte.

Este episódio acaba por demonstrar que para além de um palhaço, Prompto é alguém que se preocupa com os outros, fazendo o máximo possível para poder alcançar esse objectivo. Acho que é um ponto positivo o facto de uma personagem (ainda nova) ter uma vontade de ferro e a cabeça no lugar para enfrentar algo, sem estar a recorrer a uma cena de combate ou algo do género, sendo apenas um episódio mundano sobre a vida do mesmo.

O terceiro episódio serviu para elaborar a relação inicial entre Gladiolus e Noctis, bem como introduzir Iris, a irmã de Gladiolus. Tendo em conta a relação actual entre ambas as personagens, foi uma surpresa ver que os dois não se davam bem a início, com Gladiolus a pensar que Noctis era apenas um príncipe presunçoso.

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Outra peculiaridade neste episódio foi o facto de no passado Gladiolus se apressar a julgar as pessoas. Desde o início que ele julgava Noctis como alguém que se achava melhor que os outros apenas por ser príncipe, e até o facto de ser um pouco casmurro quando a sua irmã estava a contar a verdade sobre o que aconteceu. Até que o mesmo decidiu ouvir o que ela tinha a dizer e começar a interagir com Noctis.

É algo que ao olhar para o Gladiolus do presente não me passaria pela cabeça, já que tanto ele como Ignis são os membros do grupo que costumam manter a cabeça fria em todo o tipo de situações. Ou seja, a relação entre o que acaba por ser mais do que apenas estudante e mentor não mudou apenas Noctis mas também Gladiolus, acabando por ser um bom toque para a personagem.

Seguindo o caminho natural da coisa, Ignis é o seguinte na lista. E o quarto episódio basicamente vem contar os dias em que Ignis tinha de fazer de ama.

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Este episódio apresenta uns quantos pontos importantes sobre a história, com Noctis a ser o primeiro factor, mostrando por completo a sua personalidade preguiçosa que muitas vezes acaba por levar a melhor. Provavelmente um problema que será difícil de melhorar.

O segundo factor, e muito provavelmente o mais importante, é a revelação de que o Rei está a ficar mais fraco devido à barreira que o mesmo está a constantemente a criar para manter a cidade a salvo de ataques inimigos (algo que se liga ao filme). Mostrando uma das maiores preocupações de Noctis e que tendo em conta os trailers do jogo, é algo que se vai manter durante algum tempo.

O episódio também demonstra que Ignis não sabia o que fazer quanto a Noctis e o seu estado mental, não tendo a certeza sobre qual a melhor aproximação que o mesmo poderia tomar para poder dar apoio ao príncipe para além de ser uma ama.

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Mais uma vez, é demonstrado que apesar de ser alguém da realeza e uma pessoa preguiçosa, Noctis é capaz de se focar e trabalhar para o que é preciso, para poder ajudar o país e principalmente o seu pai. Ignis por seu lado não teve grande evolução para além de ser um apoio moral e de ter estado sempre presente na vida de Noctis.

Tendo apresentado os quatro membros a minha teoria para o quinto e final episódio seria que este iria falar sobre Luna, o Rei Regis ou novamente sobre Noctis. Confesso que estava mais entusiasmado para ver um episódio sobre o Rei, ou até Luna, mas para surpresa minha este episódio veio continuar o cliff hanger do primeiro episódio, ou seja, Noctis VS Lamia.

O flashback acaba por clarificar exactamente o que aconteceu quando Noctis era mais novo, afinal aquela mulher que foi atacada pela Lamia não era a mãe de Noctis mas uma empregada, e o Rei Regis apareceu para salvar o filho, com Noctis a perder a consciência. O que a meu ver vem a ligar-se aos eventos da Platinum Demo.

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O resto do episódio não passa das personagens a derrotarem o inimigo e prosseguirem para a aventura. Para além da clarificação do que aconteceu e o que pressuponho ser uma ligação à Platinum Demo, este episódio não teve grande coisa para oferecer em termos das personagens. Excluindo a relação entre Noctis e o pai, mostrando que o jovem príncipe tem o rei muito em estima.

Isto seria o final, excepto que a edição de colecionador de Kingsglaive possui cerca de três minutos extra com Luna. Que basicamente faz ponte com o filme, confirmando que os eventos do ataque da Lamia ao pequeno Noctis serem de o mesmo estar numa cadeira de rodas. E também ao mostrar a opinião da mesma sobre o eventos que tiveram lugar no início de Kingsglaive, bem como fazendo o foreshadowing habitual para o jogo.

Num todo, Brotherhood: Final Fantasy é um side project que ajuda a perceber as personagens e o que as motiva a estarem presentes nesta aventura. Não é algo que seja realmente necessário para quem vai apenas jogar o jogo, e ao mesmo tempo é um cheirinho do cast para quem ainda não meteu a mãos no jogo.

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