O que tem Shin Megami Tensei de Persona?

Tenho acompanhado a introdução de demónios e deuses do futuro Shin Megami Tensei V. No entanto, vemos recentemente, uma inversão de popularidade desta serie principal a troco do seu spin-offPersona.

Então, o que separa esta produção da Atlus?

Pensem em Final Fantasy, onde temos o mesmo universo, com histórias, personagens e jogabilidade diferentes nos vários títulos. O nome Shin Megami Tensei é, basicamente, um indicador do gênero e temas. Todavia, quase todos têm os seus próprios sistemas exclusivos.

Se falarmos dos principais jogos SMT, são JRPGs motivados pela construção de uma personagem, à volta de um mundo em cataclismo. Geralmente, entre cultos, ou mesmo já com disputas entre os seres que em Shin Megami Tensei chamamos de demónios, ou deuses. Em Persona, chamamos de sombras ou personas.

Em Shin Megami Tensei, nós, controlamos demónios numa parceria. Em Persona, nós despertamos esses seres dependendo da nossa personalidade, algo influenciado pelo estudo do “eu”. ID. Ego. SuperEgo.

À medida que Persona tem saído, tem-se separado da franquia-mãe. Shin Megami Tensei: Persona, o primeiro título, começa também numa escola, com um grupo a fazer um ritual para obter as suas personas, estranhamente, uma tentativa bem sucedida. Assim, jogamos com a nossa personagem principal, e podemos escolher os nossos parceiros humanos para a próxima luta.

Esta franquia andou concentrada nesta mecânica, desde então. Em vez de ser, puramente, uma história de uma só personagem, incorporou a necessidade de companheirismo e, depois em Persona 3, começou mesmo a implementar os social links, ou confidants, em Persona 5. Mecânica que através de um endeusamento com outras personagens, fortalece o seu laço de amizade e melhora as capacidades de combate. Aqui, Persona, é muito mais slice of life, menos gameplay. O foco na personagem principal, no seu desenvolvimento, nas suas opções, dá mais oportunidades a quem joga, de se envolver no conto do jogo.

Ao contrário, Shin Megami Tensei, é uma aventura desenhada mais a solo. Não há muitas interferências de outras personagens e, quando há, é porque estamos a dedilhar entre opções que nos guiarão a finais diferentes. É um mundo mais introspetivo que nos pergunta o motivo pelo qual vivemos, onde primeiro, pensamos em nós. Não há tanta vingança pelos humanos.

Pessoalmente, diria que Shin Megami Tensei atrai mais um público adulto e enraizado nos RPGs, enquanto que Persona atrai um público mais jovem, e é uma ótima entrada para conhecerem o mundo dos jogos deste gênero.

 

A vocês, o que mais vos atrai? SMT ou Persona?

André Miranda
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