O que diz o Fox? – Artigo 7: A nova e a velha geração

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No final de geração, as consolas costumam já acusar o peso dos anos. A tecnologia avança tão depressa que se torna difícil de acompanhar. Esta evolução, nos videojogos, é bastante notável se estivermos atentos aos novos PCs. Parece que a cada dia sai uma nova placa gráfica e toneladas de memória RAM para correr jogos com gráficos melhores que a realidade. Não tenho a sorte de ter desses computadores, de maneira que, quando saio à rua, ainda fico impressionado com a sua qualidade gráfica e fluidez.

o-que-diz-o-fox-7-pn-n_00002Wow! Very graphics! Many pretty!

Isto faz com que as consolas tenham alguma dificuldade em manter-se na mesma corrida, em termos de “performance”, mas, por terem um preço apelativo para o que fazem, o que oferecem e o que duram, têm uma grande quantidade de fãs. Portanto, estas podem dar-se ao luxo de se manter no mercado durante tanto tempo e, simultaneamente, oferecer jogos de grande qualidade, consecutivamente, por ter um “hardware” tão estabilizado. Essa estabilidade paga-se com o menor avanço que os jogos poderiam ter, caso as consolas não existissem mas, como é natural, se não fossem estas, não existiria jogos tão bons nem estariam acessíveis a tanta gente, etc. Enfim, esse assunto dá pano para mangas (aquele delicioso fruto tropical) e nem era disso que queria falar. Fica para um próximo artigo.

Como estas em fim de ciclo costumam já ter muitos quilómetros de uso, geralmente nem com revisões lá vão, é mesmo com abate e troca de carr… perdão, de consola por uma nova, com design apelativo, melhores materiais e bons consumos. Mas, na geração que foi agora substituída, isso não se verificou tão claramente.

Essencialmente, resume-se à quantidade de capital que tem que ser investido por cada novo jogo. Os jogos estão cada vez mais custosos de produzir, o que resulta num maior “arrastar” no tempo, para aproveitar os investimentos feitos e reduzir os riscos (daí existirem tantas sequelas e DLC).

Com o aparecimento de nova geração de consolas, era de esperar que esses investimentos iniciassem novamente o seu ciclo, de modo a oferecer experiências novas e diferentes ou, pelo menos, evoluções notáveis. Algo que me faça pensar que a consola que possuo está completamente ultrapassada e que está mais do que na hora de ter uma nova. Mas não foi isso que aconteceu desta vez.

O investimento feito na geração passada foi, imagino eu, tão monstruoso, que as produtoras não conseguem facilmente descartar tudo o que foi feito para passar ao “Próximo Nível” (ou então é só ganância). Com isso em conta, não temos visto muitos jogos nas novas consolas que nos convençam de que “precisamos” mesmo delas, já que, precisamente, os novos jogos também saem nas consolas antigas. O que é interessante, visto que um jogo de uma nova consola, no seu início, é um pouco como uma montra do futuro. Algo inalcançável para a maioria de nós, que só conseguirá ter uma um ou dois anos depois do lançamento. Por que razão iria eu comprar uma consola nova para jogar aquele jogo, se esse também sai na consola que eu já tenho? Não faz sentido…

o-que-diz-o-fox-7-pn-n_00003Bem, pensando melhor…

Temos o Watch Dogs, o Metal Gear Solid V, o Assassin’s Creed IV… Jogos que podiam ser um excelente convite para mudar de geração, mas que, por razões económicas (como são quase todas), decidiram lançá-los para as consolas anteriores. O que me enche de espanto, dado o enorme sucesso da PS4, por exemplo. Não é que não seja boa, mas quais são os jogos que saíram até agora que merecem que se gaste já €400 para os ter? Muito poucos, diria eu.

E mesmo as diferenças gráficas não são tão relevantes como foram, por exemplo, na geração de há cerca de 10 anos. A transição é muito mais suave, de tal modo que se consegue fazer algo nunca antes visto: relançar os jogos recentes da PS3/Xbox 360 nas suas respectivas sucessoras, alargando a mesma oferta aos, provavelmente, mesmos consumidores (pois não me admirava se os possuidores do novo Tomb Raider da geração prévia, tenham também o seu congénere na nova consola). E parece que podem fazer o mesmo ao GTA V… O que demorou anos a acontecer, com os relançamentos de jogos em alta definição, de que falei num artigo anterior, surge agora com apenas alguns meses de diferença. Preparem-se para uma nova fornada destes “clássicos”.

o-que-diz-o-fox-7-pn-n_00004Boa sorte a encontrar as diferenças. Ok, eu admito, é a mesma imagem…

Eu não estou, de longe, a queixar-me. Pessoalmente, não podia estar mais satisfeito por sair tanto jogo novo nas consolas “velhas”, já que entrei na geração passada mais tarde do que o costume e, sendo assim, ainda tenho muito para aproveitar antes de me converter ao futuro. Nem sequer sinto que estou a jogar algo velho e que, ora bolas, ainda tenho tanto jogo ultrapassado para acabar. Longe disso.

Os jogos que saem continuam “frescos” e de grande qualidade. Nem parece que foi das gerações mais longas de que há memória. Por mim, ainda continuava por muito mais tempo. Felizmente parecem ser esses os planos.

 

O que diz o Fox? é uma rubrica semanal de opinião idealizada e escrita pelo membro da comunidade FoxRS. Os temas semanais são livres e podem mudar entre cada artigo. Podem sugerir temas e comentar em baixo.

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