O que diz o Fox? – Artigo 6

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“Ninguém use o telefone agora, preciso de enviar um mail!”

Quem não se lembra disto? Se não se lembram é bom sinal, quer dizer que a internet já era boa quando a conheceram. Vá, não foi assim há tanto tempo. Até porque em Portugal chega sempre tudo mais tarde. A TV a cores, a Coca-Cola… É que até as horas chegam depois de toda a gente, por estarmos na cauda da Europa. Excepto os britânicos, mas esses agora não contam.

No fim-de-semana passado estive na paradisíaca Vila de Unhais da Serra, na Serra da Estrela, isolado do mundo exterior. Ou quase… Tenho uma daquelas “pen” com internet, mas com um limite de 100 Mb por mês. 100 Mb por mês, meus amigos. Isso é um vídeo do YouTube, três e-mails e uma pesquisa no Google. Ok, duas pesquisas no Google. E estava eu a queixar-me de ser lenta, de ser pouca e de só apanhar rede no quintal (paredes grossas de granito é o que dá), quando devia louvar aos Deuses a existência de um bem tão abundante. Aliás, como um Deus (qualquer um, não vou ser esquisito) a Internet é omnipresente, omnipotente e lenta. Mas já foi mais.

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O ar puro da Serra não tem fios… nem internet.

Antes de existir, era uma chatice. Enviávamos um e-mail e não ia dar a lado nenhum; os servidores dos jogos estavam sempre vazios; o YouTube não tinha nenhum vídeo e não dava para sacar músicas, filmes ou jogos. Que dilema! Lembro-me de estar a jogar Battlefield 2 em servidores portugueses para não atingir os 300 Mb mensais de tráfego internacional (era o “roaming” do antigamente). Tráfego internacional? Havia de ser hoje…

Vivemos agora numa sociedade cada vez mais unida, mais “pequena”, mas sempre a crescer. Uma onda cívica que acelera todos os dias à velocidade da luz (ou da fibra) e que catapultou tudo o que é indústria para o… próximo nível. Mas, por agora, vou cingir-me aos videojogos.

Quando era mais novo, comprava revistas mensais, que me permitiam acompanhar as novidades que, claro, já vinham com umas semanas de atraso. Se quisesse experimentar essas novidades, tinha uns CDs de vídeos e demonstrações, que passaram a ser os meus novos jogos. A informação era muita, mas bem seleccionada. Isto é, se todas as notícias que saem hoje na internet surgissem numa revista mensal de videojogos, o seu volume concorreria com Os Maias. Eça é que é Eça!

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Um legado… É assim que os franceses se referem aos bovinos.

1200$00, era o que custava a Revista Oficial Playstation. Se agora acho imenso dinheiro, na altura era mesmo uma loucura. Lá se ia a mesada… Não me imaginava gastar agora €6 por mês numa revista de jogos, ao mesmo tempo que respiro internet, e vocês? É verdade que ainda se vendem revistas de jogos em Portugal mas, sinceramente, não percebo bem porquê.

A informação de qualidade encontra-se a um “clic” de distância e ao minuto. É que nem com a oferta de jogos me parece razoável, tal a facilidade com que estes se arranjam.

Ligo a consola, o computador ou derivados e imediatamente tenho acesso a demonstrações, trailers em alta definição, descontos nos melhores jogos (e nos piores, principalmente)… Agora está tudo tão acessível que até chateia. Enfim, nem chateia assim muito. Ok, não chateia nada. Há é um excesso de informação e pode tornar-se difícil filtrar tudo o que nos chega.

Mas o Fox diz que não. Por se tratar de um nicho, a informação acaba por ser quase sempre a mesma. Basta escolher onde vamos buscá-la e de que modo queremos absorvê-la. E já que estão por aqui, recomendo o PN.

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Silver4000

Revistas de videojogos so comprei quando fui operado, para me entreter no hosptial, e claro para saberas novidades pois como tu tinha daquelas pens com pouca net e entao era preciso poupar.
.
Comprei mais umas vezes, para me entreter durante as viagens de comboio e aviao, mas como nao gostava nada da revista, deixei de comprar, prefiro ficar aborrecido a ter de gastar Cinco € em coisas mal feitas…

FoxRS

Esta semana foi Light.

Silver4000

Estàs de dieta?

Alistair

Andaste pela Serra da Estrela? Bem. 😀
Eu sou da Guarda e estudo na Covilhã, logo conheço bem a zona. Foste aquele hotel espectacular de Unhais? Se não foste, shame on you. 😛

Em relação, a revistas de videojogos (e até outras), os meus hábitos de compras estão no nível de periodicidade “ano bissexto”. xD

Eu gosto muito de pensar na ideia do mundo cada vez mais pequeno, mais acessível, mais ligado. Assusta um pouco, mas acho que é fundamental para o avanço da civilização humana. Gosto, principalmente, do conceito “Aldeia Global” do McLuhan. O tipo tinha jeito para ideias, conceitos e frases muito evocativos. 🙂

FoxRS

A minha família do lado do meu pai é daquela zona e temos uma casa mesmo no centro da Vila de Unhais, daquelas com mais de 100 anos, de granito, frias no Verão e muito frias no Inverno. xD De modos que sim, já fui ao maravilhoso H2otel (às piscinas), mas nunca lá dormi. =)

Passo o Verão quase todo lá. Tem praias fluviais excelentes, pouca confusão, muito descanso e paisagens lindas.

Alistair

E fazes tu bem! 🙂
És cá dos meus… Verão na montanha é muito bom! 😉

Do outro lado da serra, os meus avós têm uma do género, mas não tão antiga. Já foi alterada e esses defeitos do frio foram mitigados. 🙂

Lfo

Hype *.*
Da Smash tb gostava muito, PSM idem já para não falar da ROPS que era a minha preferida e depois a Maxiconsolas, que comecei a comprar quando as outras desapareceram, mas sempre trazia coisas porreiras, posters, auto-colantes, guias, um espetáculo. Tenho muita pena que tenham desaparecido.
Já a bgamer nunca gostei, meh, meh, meh

alpha

eu agora só leio a b-gamer não encontro mais nenhuma lol e a revista até é boa

golden guy

Por causa de oferecerem jogos cada mes?

alpha

estou-me a lixar para os jogos lol não jogo jogos de pc mas a revista em si era boa faziam boas análises

FoxRS

Por acaso, a B-Gamer foi uma de que nunca gostei muito. xD Havia a vantagem de trazer um jogo, mas raramente havia que gostasse. A qualidade dos artigos não era também uma mais valia. Agora deve ser das únicas de jogos ainda à venda, o que não dá muita margem de manobra a quem quiser mesmo ler uma.

alpha

ás vezes encontro a revista playstation mas muito raramente

tylarth

Ainda tenho para aqui cd’s da MEGA SCORE. Eu acho que as revistas de videojogos têm os dias contados pelo menos em formato físico.

FoxRS

Principalmente as que ainda trazem discos. Com tanto acesso disponível, não sei como compensa o custo de produção da própria revista, mais o custo dos discos.

Eu percebo as revistas, os jornais, isso tudo ainda está longe de acabar. Está a haver alguma transição para o mercado digital (das mesmas revistas, dos mesmos jornais), mas no caso dos jogos penso ser um pouco diferente, pois é virado para um mercado mais jovem, com maior tendência para um mundo que não é o do papel.

Tenho pena da MegaScore, da Hype, etc, mas eu próprio já não as comprava e ao tempo que isso já foi…

Mestre Slip

Fox, meu caro, falas com um gajo mais velho que tu (sim, somos do mesmo ano, mas eu nasci em Janeiro – PIMBA) e que devorou – literalmente – revistas de videojogos. Sim eram caras, mas muitas das que tenho eram de amigos meus que só as compravam para terem as demos (pobres diabos). Tenho aqui uma colecção assinalável, à qual não falta essa edição especial da Mega Score que tens na imagem. ^^ Desde BGamer, Mega Score, PSM2, Revista Oficial Playstation, MultiConsolas (depois MaxiConsolas), Player, Smash e, finalmente, a GRANDE Hype!, tenho um pouco de tudo. E às vezes adoro voltar a ler aquilo que estava na berra na altura e ver o quão isto avançou.

E sim, tenho saudades. Tenho saudades de ler as novidades da E3 em primeira mão, tenho saudades de ler antevisões de jogos, embora saídos no Japão, só cá chegavam uns meses depois. Tenho saudades de “ler o mundo dos jogos”, em papel, como manda a Lei. Ahh, e também tenho saudades de jogar Medal of Honor Allied Assault na internet. =D

FoxRS

Sabes do que tenho saudades? De te ganhar no Forza. Ah, não, espera… Isso ainda não aconteceu. xD Um dia…

Também adorava ler as revistas e, de todas elas, a que gostei mais foi a PSM2, desde o seu início até à saída do director (Rogério Jardim). Não tinha demos, mas trazia DVDs com vídeos, que me davam imenso gozo de ver (lá está, não havia a facilidade da internet). A qualidade do texto e conteúdos era de valor e, como tu, ainda possuo uma boa colecção de um pouco de tudo. É mais uma selecção do que uma colecção, dado que tive que me despedir de algumas quantas, que eram principalmente ROP do tempo da primeira PlayStation.

Não cheguei a falar no artigo, mas agora que não compro revistas e posso informar-me do que quero, não acompanho nem metade do que acompanhava quando era mais novo (também sinais da idade/tempo disponível), mas enquanto antes lia até aquilo que não me interessava, hoje nem o que me interessa acompanho, o que é uma pena, dado que nunca como agora houve tanto e tão bom conteúdo disponível. Nem as notícias do PN consigo acompanhar como deve ser, tal é a quantidade de informação a cada dia que passa…

Tenho saudades das revistas mas não as compraria agora. Foi bom.

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