Google Stadia é uma oportunidade de ouro perdida

Oh Google… Como podes uma vez mais cometer os mesmos erros e deixar cair por terra boas ideias? Especialmente o futuro do Gaming digital que ia ser o Google Stadia.

Antes de avançar com o artigo, deixem que vos diga, eu sou dos maiores fãs e defensores do formato físico. A ideia de um dia estar tudo digitalizado deixa-me triste e por muito que possa ser mais cómodo, é também muito mais desprendido e com azo a transformar tudo em conteúdo do momento.

Por isso mesmo nem queria acreditar que a Google estava a criar uma plataforma que me estava a deixar genuínamente preocupado por estar a ficar verdadeiramente interessado. Pela primeira vez um serviço sempre online estava a parecer um verdadeiro passo para o futuro.

O meu mal e o da maioria foi esquecer que a Google é por esta altura uma incubadora de ideias que acabam por ser depois extintas para ser introduzidas ou aproveitadas em outros projectos. Não se enganem pelo que diz apenas a internet, por muito que muitos serviços Google tenham sido enterrados vivos, a tecnologia e os testes foram sempre aproveitados de alguma forma.

O facto de admitir que o Google Stadia me estava deixar demasiado interessado é um feito em si, pois a plataforma sendo digital apenas e com todas as possibilidades mostradas na apresentação, o serviço tinha tudo para ser um verdadeiro colosso e acertar onde a maioria das companhias falharam até agora.

Com o falhanço da Google e com o caminho já quase traçado, por muito boa que seja a tecnologia e exista ainda futuro para o Google Stadia, parece que tudo aconteceu demasiado depressa. Em pouco tempo o Google Stadia foi alvo de vários problemas, limitações e de um lançamento faseado que não correu muito bem. Agora, com os estúdios internos a fechar portas e as equipas a sair da Google ou a ser movidas para outros projectos, fica apenas a cargo de produtoras externas suportar o Google Stadia.

Se esta história vos parece familiar, é porque bate certo com aquilo que aconteceu com a PS Vita e a Sony. Claro que a Sony deu suporte à portátil por muito mais tempo, mas chegou uma altura na fase final de vida da PS Vita que a consola estava a ser alimentada praticamente por estúdios japoneses e alguns estúdios Indie.

A mensagem que uma empresa passa ao abandonar um produto, é que este já não tem interesse e se nem os criadores querem saber, porque motivo querem saber os outros? Talvez a imagem não fosse tão negativa se nunca tivessem sido criados estúdios próprios para desenvolver para o Google Stadia, mas com o cenário que se criou de nagativismo, o projecto parece cada vez mais a próxima grande ideia a abater.

O Google Stadia vai acabar por se transformar numa oportunidade perdida que tinha tudo para correr bem. Não foi desta vez que o digital levou a sua adiante, mas sabemos que será uma questão de tempo até que esse futuro chegue. Por agora, o Xbox Game Pass é quem me parece que terá a melhor hipótese, mas isso já é conversa para um outro artigo.

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