Fate/strange Fake é uma carta de amor à Type-Moon

Fate/strange Fake surgiu inicialmente como sendo uma brincadeira de 1º de Abril, pegando na idea de “e se a série Fate tivesse lugar nos Estados Unidos?”. Criando uma pequena história baseado nisso com o nome “Fate/states night” que foi escrita por Ryohgo Narita, que é conhecido pelas suas obras Durarara!!, Baccano! entre outros.

Anos mais tarde essa pequena história tornou-se num projecto oficial, contando com 10 volumes, uma adaptação manga e uma temporada anime com uma segunda em produção.

Embora Ryohgo Narita não seja um autor que pertença à Type-Moon, isto não quer dizer que a qualidade de Fate/strange Fake seja inferior, muito pelo contrário. Fate/strange Fake não só é uma óbvia carta de amor à série Fate como também a várias obras da Type-Moon.

Para começar, o estilo de escrita que Ryohgo Narita possui é um bom candidato para a série Fate. Afinal de contas parte do encanto de Fate sempre foi os encontros inesperados e personagens excêntricas, algo que Narita é bastante conhecido por fazer, e é por isso que o mesmo deve ter-se sentido em casa devido ao elenco e histórias que encontramos em Fate/strange Fake.

No entanto Fate não é apenas personagens excêntricas e momentos inesperados, a série conta com um enorme mundo cheio de regras e elementos de fantasia, algo que Ryohgo Narita entende perfeitamente quase como se fosse o criador da série Fate. Fate/strange Fake acaba por ser uma homenagem perfeita não só à série Fate mas também as várias outras obras da Type-Moon devido ao amor e carinho que foi oferecido à criação desta nova entrada, pegando em temas e fazendo referências não só a velhas séries de Fate mas também a outras obras populares da Type-Moon, ou como também é conhecido, a Nasuverse.

Se viram Fate/Zero então irão reconhecer algumas personagens e cenas, se jogaram Fate/Hollow Ataraxia então vão reconhecer algumas personagens e cenas, se jogaram Tsukihime já são familiares com o conceito de “Dead Apostole”, se leram Fate/Prototype, The Garden of Sinners, Melty Blood, Fate/Apocrypha, The Case Files of Lord El-Melloi II, etc, vão encontrar umas quantas referências aqui e ali.

E o que é que isto quer dizer? Que Ryohgo Narita é um grande fã da Type-Moon e dos mundos criados por Kinoko Nasu. É necessário ter conhecimento de todas estas séries e referências para apreciar Fate/strange Fake? Não, mas ajuda.

A maioria das referências são apenas isso, referências. Quer seja um nome, grupo ou outra coisa semelhante, não perdem muito ao não saber o que está a ser referido. Por outro lado existem algumas personagens e histórias que basicamente são uma continuação neste novo universo alternativo, fazendo então sentido saber a história das mesmas para ter uma melhor ideia do que está a acontecer. E por fim, algumas destas personagens fazem uso da história ou conceitos de outras personagens das diversas séries Fate, o que levanta imensas questões sobre o que está a acontecer ou o significado de certas coisas.

A série por si é excelente, mesmo com o anime a cortar imensas coisas, e algo que os fãs ou curiosos devam ver. Mas caso tenham conhecimento do mundo alargado da Nasuverse então Fate/strange Fake torna-se em algo especial que ninguém poderia recriar.

Pessoalmente recomendaria pelo menos ver Fate/zero uma vez que é uma história completa e oferece alguns pontos que podem agarrar quando estiverem a ver Fate/strange Fake, uma vez que pelo menos a meu ver, Fate/Zero serve como uma boa entrada para a série Fate já que muitos outros spin off acabam por fazer referências ou uso das suas personagens, diria também para verem The Case Files of Lord El-Melloi II que é também uma série que faz muito uso das outras séries da Type-Moon, mas este apenas teve uma adaptação anime que adaptou uns volumes aleatórios, não oferecendo uma experiência completa. Tudo o resto fica à vossa escolha, em especial porque algumas destas obras não estão disponíveis fora do Japão.

Mathias Marques
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