Animes do Inverno 2020 – Primeiras impressões

Com os primeiros episódios desta temporada de Inverno já disponíveis chegou a altura de falar sobre as primeiras impressões de alguns animes desta temporada. Os comentários serão feitos com base nos primeiros três episódios daquilo que vi e sem apresentar grandes spoilers que estraguem a primeira experiência de quem ainda não viu nenhum destes animes.

 

Boku no Tonari ni Ankoku Hakaishin ga Imasu.

A Destructive God Sits Next to Me“, baseado no nome e poster principal a minha ideia do que este anime seria era completamente diferente, mesmo após ver o trailer ainda estava com dúvidas. Basicamente, ignorem o título e a imagem. Lembram-se de Chuunibyou? Isto é igual em termos de conceito.

O protagonista Seri Koyuki apenas quer estar em paz mas é constantemente incomodado por Kabuto Hanadori que tem um caso de “chuunibyou” onde vive num mundo de fantasia e fala de vidas passadas, poderes sobrenaturais e mais. E todos os dias Koyuki vê a sua vida ser destruída não só por Hanadori mas também por um elenco de personagens excêntricas.

O mais interessante deste anime, que é algo leve e com comédia, é que apesar de Hanadori falar sobre poderes sobrenaturais e tudo mais, a personagem por vezes demonstra estar ciente de que aquilo que faz não é normal e que apenas está a deixar a sua imaginação andar à solta.

 

Darwin’s Game

Com muitos animes e manga a adaptarem géneros semelhantes no que toca à ideia de jogos de matança é normal que nem tudo seja perfeito. Estava reticente quanto a Darwin’s Game (principalmente devido a King’s Game que possui um tema semelhante) e certamente se o primeiro episódio não fosse de uma hora que a minha opinião poderia ter seguido um caminho diferente.

Tal como costuma acontecer, Darwin’s Game tem lugar na sociedade e à “frente” de todos, quem abrir uma app estranha recebe uma habilidade e é forçado a participar num jogo de matança. Fora deste “jogo” ninguém sabe o que está a acontecer, mas quem é puxado para o mesmo não tem escapatória e a única solução é sobreviver a cada encontro ao fugir ou eliminar o adversário.

Os primeiros episódios fizeram o básico de explicar como o sistema funciona e a partir daí começa a acção que até agora tem entretido. Neste tipo de animes apesar de ser natural que o protagonista irá sobreviver até ao fim, o destino das outras personagens por vezes não é óbvio e isso torna as coisas mais interessantes, em especial quando grupos começam a serem formados.

 

Haikyuu!!: To The Top

Para muitos o início de uma nova temporada com uma “training arc” pode ser desapontante, no entanto tendo em conta que na manga não foi necessário espera um ano mas sim apenas uma semana, faz sentido a história continuar assim.

Deixando isso de lado, esta training arc é uma peça importante tanto para Hinata como Kageyama e os primeiros episódios conseguiram demonstrar isso principalmente com o progresso que Hinata anda a fazer (lembrem-se que ele ainda é um novato). Para além disso este conjunto de personagens é bastante fora do normal, excluindo o campo de treino da segunda temporada onde várias equipas estavam presentes, aqui apenas certos membros de múltiplas equipas é que foram convidados, o que faz com que estes tenham de interagir ainda mais.

De momento estas sessões de treino separadas já terminaram e a equipa de Karazuno está agora de regresso e a preparar-se para o próximo campeonato, e já é possível observar os resultados daquilo que aprenderam. No fundo é o Haikyuu!! do costume e isso é bom.

 

Infinite Dendrogram

Infinite Dendrogram, mais um anime onde as personagens estão dentro de um videojogo, excepto que este tem algo de diferente…as personagens podem sair e entrar à vontade, estão mesmo apenas a jogar um videojogo. Ou seria esta a ideia pois os primeiros episódios dão a impressão de o mundo de Dendrogram ser algo mais do que apenas um videojogo.

Os primeiros episódios até que fizeram um bom trabalho para demonstrar o mundo de Dendrogram e a maneira em como as coisas funcionam, não deixando o espectador confuso sobre aquilo que irá encontrar. Tudo o resto agora depende da história que de certa forma tem tido um pacing moderado.

Algumas personagens tem sido interessantes (principalmente as que usam fatos de animais), enquanto que outras necessitam de um pouco mais de trabalho, a história ofereceu alguns pontos interessantes e que poderão ter mais peso no futuro, bem como alguns momentos de comédia que funcionam bastante bem.

 

Itai no wa iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to

Outro anime onde as personagens podem entrar e sair à vontade de um videojogo. E ao contrário de Dendrogram este definitivamente tem lugar dentro de um videojogo.

Bofuri decide abordar as coisas de uma forma diferente, a protagonista, Mapple, decide investir em “Vitality” o que lhe aumenta a defesa a níveis nunca antes vistos pelos outros jogadores ou até a equipa por detrás do jogo. A série tem um aspecto mais descontraído onde Mapple passa os dias a ficar mais OP e a acidentalmente ganhar mais habilidades que a fazem quebrar o jogo.

Se estão à espera de histórias épicas ou momentos sérios então Bofuri é aquilo que não devem ver!

 

Magia Record: Mahou Shoujo Madoka Magica Gaiden

Com a série principal de Madoka Magica à espera de uma certa sequela, a atenção virou-se por completo para este spin-off de forma a saciar a fome que os fãs tem por uma conclusão.

Está Magia Record ao nível de Madoka Magica? Ehh… Teve uns quantos momentos em que se a história tivesse a coragem que bem podia ter feito o que a série original fez, mas até agora nem por isso, apenas imensas questões e um passeio por vários locais com diferentes raparigas mágicas e um ou dois “easter eggs” à séria original.

Tendo em conta que é uma adaptação de um jogo Mobile também existe o facto de o pacing da historia talvez não ser o melhor devido à companhia necessitar de algo para manter a duração do jogo, e isso talvez seja o maior problema que esteja a afectar esta adaptação.

 

Murenase! Seton Gakuen

Murenase! Seton Academy tem lugar num mundo onde pessoas com a aparência de animais existem. Enquanto que as fêmeas apenas possuem características como caudas e orelhas, os machos assumem um aspecto completamente semelhante aos animais nos quais são baseados. O protagonista não é grande fã de animais mas por alguma razão foi inscrito numa escola que é atendida por tudo menos humanos.

Jin, o nosso protagonista, quer passar o seu tempo com a única humana da escola, Hitomi, mas Ranka, uma rapariga-loba, decide convidá-lo para a sua manda inexistente, tendo objectivo de construir uma enorme manada com a mais variada quantidade de espécies, algo incomum na sociedade.

A série está mais virada para a comédia do que outro género que esteja presente, com cada episódio a focar-se numa personagem e/ou tema e a entregar bons momentos (e factos sobre animais).

 

Rike ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.

Tal como Grand Blue, RikeKoi tem lugar não no habitual cenário do ensino secundário mas sim terciário. Neste caso as personagens fazem parte de um grupo de ciência, com algumas delas sendo um pouco obcecadas com ciência ao ponto de quererem provar cientificamente que estão apaixonadas uma pela outra ao invés de começar a namorar tal como uma pessoa normal.

A série foca-se então no dia-a-dia destas personagens, com as caras centrais, Yukimura e Himuro, a engendrarem todo o tipo de experiências ou a complicar as situações mais simples de uma relação normal apenas para obterem resultados científicos que possam provar que estão apaixonados.

Como comédia romântica não só o setting de universidade é fresco como o facto de ambas as personagens já estarem interessadas uma na outra e de o terem admitido, ao contrário do habitual “vamos esperar 12 episódios para ver se alguém confessa”.

 

Runway de Waratte

“Este é um anime sobre moda.” – Pensei eu ao ver o poster principal e sem saber nada do anime. E estava certo. Mas quer dizer que isso é mau? Muito pelo contrário.

Runway de Warette acabou por surpreender não só eu como muitas outras pessoas que não estavam cientes da sua existência. Por um lado temos o protagonista que quer ser um designer mas ainda é novo e vem de uma família pobre, do outro temos a protagonista que quer ser modelo mas é pequena. E a série foca-se em ambos a darem o seu melhor para conquistar a industria.

Até agora esta foi uma das maiores surpresas desta temporada e não tem utilizado jargão que muitos não iriam entender, focando-se mais nas personagens que no aspecto da moda.

 

Toaru Kagaku no Railgun T

A terceira temporada de A Certain Magical Index teve o problema de ter um pacing demasiado acelerado, queimando volumes da light novel a cada três episódios numa temporada de 20 e tal episódios. Façam as contas e podem imaginar a reacção e recepção dos fãs.

Tendo em conta que o seu spin off, Railgun, vem de uma manga, esse problema já não é assim tão grave, e até ao momento a série tem andado a um bom passo e a focar-se numa arc ao invés de andar de um lado para o outro.

Esta temporada tem-se focado no evento escolar que tem lugar durante a segunda temporada de A Certain Magical Index, destacando personagens que não tem muito tempo para brilhar na história principal e mais uma vez focando-se no tema das “Sisters” que é uma das melhores partes da série.

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