Análise – Wonder Boy: Asha in Monster World

A série Monster World/Wonder Boy tem vindo ressurgir com novas versões de jogos antigos e até jogos originais que dão um bom destaque à série. Os recentes lançamentos têm sido de boa qualidade e agora eis que chega um novo projecto pelas mãos da Studio Artdink. Temos então em mãos o remake de Monster World 4 que tem o novo nome de Wonder Boy: Asha in Monster World.

Como o nome do jogo indica, Asha é a protagonista deste jogo, uma simples rapariga que recebe um pedido de ajuda de vários espíritos. Deixando a sua vila para trás, Asha parte para a aventura e descobre que quatro espíritos divinos foram capturados por quatro feiticeiros com más intenções. Representando estes quatro elementos do planeta terra, estes feiticeiros são os antagonistas que irão oferecer um bom desafio a Asha.

Se gostam de jogos de plataformas com alguns elementos RPG, então é isso que irão encontrar neste Wonder Boy: Asha in Monster World. Para além de explorarmos os níveis e derrotarmos os vários inimigos, iremos melhorar a nossa resistência e ataque através de vários upgrades aos nossos equipamentos. A vida total de Asha também poderá ser aumentada apanhando vários items que se encontram no jogo. Na realidade são elementos RPG muito básicos que encaixam nesta aventura, mas que podiam ter sido mais explorados e aprofundados.

Asha não está sozinha nesta aventura, pelo que se faz acompanhar do pequeno pássaro de nome Pepelogoo. Esta ave ajuda a nossa protagonista de várias maneiras, desde oferecer a capacidade de fazer um duplo salto, bem como interagir com os cenários de várias maneiras. Existe uma boa conjugação entre estas duas personagens e isso nota-se na fluidez de toda a jogabilidade, sendo que o pequeno Pepelogoo não é difícil de usar em momentos de maior pressão.

São vários os cenários que iremos ter de explorar e cada um deles com o seu sistema de progressão e items específicos que iremos usar ao longo do nosso caminho. Apesar do jogo se mostrar bastante básico no que toca ao design dos níveis no primeiro cenário, tudo muda a partir do segundo cenário. Apesar do jogo ter alguns anos, foi introduzida alguma complexidade nos níveis e até alguns elementos labirínticos.

A cidade de Rapadagna funciona quase como base principal para todo o jogo, sendo lá onde podemos encontrar mercadores que nos vendem novo equipamento, NPCs interessantes e até um castelo real. Lá iremos saber mais do mundo, entrar nos vários cenários que nos transportam para as nossas aventuras e até recuperar as nossas forças. Através do gênio de uma lâmpada mágica que está em nossa posse, podemos rapidamente alternar entre a cidade e as nossas aventuras se for necessário.

Depois de falar das coisas, é preciso salientar alguns pontos maus que encontrei neste jogo, e que talvez se prendam mais na maneira como o estúdio decidiu ser fiel ao jogo original sem adicionar algo novo de destaque. Um ponto que me deixou um pouco irritado foi a maneira como o sistema de saves se processa, sendo necessário abrir o menu principal e aceder quase a um menu mais escondido onde é possível gravar, não havendo qualquer tipo de autosaves ou algo mais ergonómico.

A apresentação dividiu-me um pouco, onde de uma forma conseguimos ter um vislumbre mais belo e detalhado de algumas personagens e inimigos, mas depois os cenários e grande parte do ambiente envolvente ficou um pouco aquém na minha perspetiva. Não queria entrar em comparações, mas quando colocado ao lado do recente Wonder Boy: The Dragon’s Trap, vemos uma menor distinção e consistência no que toca a toda a apresentação no geral.

Voltando outra vez à comparação com Dragon’s Trap, e tendo a noção que estou a tentar comparar dois projectos diferentes, houve um elemento que me deixou bastante contente no jogo de 2017 da Lizardcube que não encontrei neste: a capacidade de poder alterar entre os dois jogos em tempo real. Felizmente, o jogo traz a versão original da Mega Drive para podermos experimentar, mas uma maneira de poder ver em tempo real as duas versões do jogo, era sempre bem vindo.

De uma forma geral, Wonder Boy: Asha in Monster World é um jogo que mostra algumas rugas difíceis de esconder, mas é um jogo que graças aos seus cenários com elementos únicos e à jogabilidade bastante sólida, consegue entreter-nos nas suas poucas horas que dura. Apesar de não ser revolucionário de nenhuma forma, este não deixa de ser mais um projecto positivo da série Wonder Boy.

Se têm umas poucas horas para gastar e sentem curiosidade em experimentar um jogo desta série, Wonder Boy: Asha in Monster World não é uma má maneira de começar. Eu pessoalmente aconselharia outro jogo, mas esta opção também é válida.

Positivo:

  • Jogabilidade sólida
  • Níveis não são irritantes para um jogo com esta idade
  • Pepelogoo é útil e bastante querido
  • Apresentação vibrante e alegre mas…

Negativo:

  • …existe disparidade entre as personagens e cenários
  • Sistema de saves
  • Elementos RPG muito básicos

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