Análise – Warhammer 40K: Dawn of War 3

A marca Warhammer cresceu muito ao longo dos anos e acabou por saltar das nossas mesas para os computadores com vários jogos. Dawn of War é uma das séries que se destacou pela sua qualidade e a capacidade de oferecer uma versão videojogável ao nível da escala que a série Warhammer 40K promete e prega nas suas histórias do jogo de tabuleiro. Para este jogo novo lançamento, o estúdio Relic Entertainment ficou novamente encarregue da sua produção.

Warhammer 40K: Dawn of War 3 dá o destaque a três facções com os seus respectivos líderes, os Space Marines liderado pelo já conhecido Gabriel Angelos, os Eldar por Farseer Macha e os Orks por Warboss Gorgutz. Neste jogo é nos contada a história de uma arma de larga escala de nome Spear of Khaine perdida no planeta Acheron, arma este que estas três facções tentarão conquistar para seu próprio benefício.

As missões do jogo irão colocar-nos faseadamente nas mãos de cada uma destas facções no qual iremos entender os motivos e conhecer o método de funcionamento de cada uma delas. Ao bom estilo de um jogo de estratégia, teremos um formato pedra/papel/tesoura entre estas três facções, no qual precisamos de aprender as nuances de cada uma para sermos bastante eficientes em combate. Apesar de ser bastante simples a início, o jogo começa na campanha a demonstrar um problema que vai sendo mais profundo ao longo do jogo, complexidade no que toca ao lore e ao conhecimento específico de cada uma das unidades.

Dentro de jogo, temos um sistema bastante simples onde um herói será acompanhado de várias unidades e teremos de efectuar as várias missões que nos são impostas, desde ataques em larga escala, até a invasão de fortes que requerem uma jogabilidade um pouco mais furtiva, irá depender da missão. Iremos recrutar essas unidades através da colheita de recursos para serem usados nas respectivas infraestruturas e fica ao nosso critério se queremos esperar um pouco mais de tempo por uma unidade maior, ou continuamente debitar soldados mais fracos para um exército mais avolumado.

Com o passar das missões vamos começando a descobrir novas habilidades não só para o nosso herói como também para as nossas unidades, sendo necessário prestar bastante atenção ao que estamos a fazer para conseguirmos tirar o maior partido delas sem nos perdermos com a enxurrada de informação que nos será atirada. Para os fãs de Warhammer, saber estes detalhes será um regalo.

Depois da campanha podemos ingressar no multiplayer e pôr à prova todo o nosso conhecimento. Como seria de esperar, aqui a nossa abordagem para com o jogo muda um pouco, sendo necessário agir e reagir de acordo com os acontecimentos do momento. No único modo do jogo teremos que enfrentar outra equipa de jogadores e destruir as suas infraestruturas adjacentes e depois a principal para conseguirmos a vitória, um pouco como os MOBA, mas nem tudo será tão simples.

A maneira como o jogo foi construído obriga o jogador a não se excitar com as pequenas vitórias que iremos conseguir nas várias batalhas que iremos conseguir ao longo do tempo. A manutenção das nossas unidades é bastante importante e os ataques suicidas ou sem nexo terão consequências graves como contra-golpes rápidos e que poderão deixar toda a nossa estratégia e equipa em desvantagem. É um modo bastante equilibrado e que criará momentos interessantes se tivermos bons jogadores em acção.

Respeitando um pouco a vertente de tabuleiro, podemos também personalizar as nossas unidades brincando com as paletes de cores e gravando posteriormente. São apenas simples modificações cosméticas que são bem vindas. Dawn of War 3 é um jogo com um detalhe gráfico simples e que não se torna demasiado exuberante. As grandes batalhas têm uma boa quantidade de efeitos e jogos de cores para encher a nossa vista. Toda a sonoplastia está muito bem trabalhada e as actuações de voz dos Ork são bastante hilariantes.

Apesar de nunca ter experimentado um título desta série, gostei do que vi em Dawn of War 3, a história não é nada de inovadora mas serve para este tipo de jogo e os aspectos mais complexos poderão assustar os jogadores mais novos, mas no geral é uma experiência positiva.

Se gostam de jogos de estratégia com um forte foco no multiplayer, então Dawn of War 3 é para vocês. É rápido, interessante e tem muito conteúdo para os mais geeks explorarem.

Positivo:

  • Personalização das personagens interessante.
  • Um modo campanha consistente
  • Vertente multiplayer viciante
  • Actuações de voz

Negativa:

  • Um pouco simplista por vezes
  • Algumas missões básicas

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