Análise – Persona Q: Shadow of the Labyrinth

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Este final de ano foi muito bom para todos os fãs de Persona, não só chegou até à Europa Persona 4: Arena Ultimax (Leiam a análise aqui) como pouco tempo depois, surge Persona Q: Shadow of the Labyrinth.

Como devem saber, já lá vão uns anos desde que saiu um verdadeiro jogo de Persona, e embora falte algum tempo para o lançamento de Persona 5, todos aqueles que estão sedentos por mais, vão encontrar em Persona Q: Shadow of the Labyrinth algo que está bem próximo de um Persona numeral a sério.

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Para este episódio, a Atlus resolveu meter as equipas de Persona e Etrian Odyssey a trabalhar em conjunto, o que até nem foi uma má ideia, pois Persona Q: Shadow of the Labyrinth usa muitos dos elementos de Etrian Odyssey, o que em si, são elementos do passado da série Shin Megami Tensei.

Por isso mesmo, podem contar com um jogo de RPG clássico puro e duro à moda japonesa, com combate aleatórios e por turnos, exploração de masmorras na primeira pessoa e uma jogabilidade que dá as mãos com uma dificuldade acentuada, caso joguem de normal para cima.

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Claro que o melhor de Persona é a história e as personagens e posso dizer que a mistura entre os personagens de Persona 3 e Persona 4 voltam a correr muito bem. Os grupos estão cá todos e embora a história gire em redor de Rei e Zen, todos os momentos de diálogo e interacções entre as personagens são recheados de momentos hilariantes, referências aos jogos anteriores e texto muito bem escrito e representado.

O tempo de jogo é passado praticamente entre a escola, onde fazem compras, curam as personagens, vão ao Velvet Room fundir Personas, entre outras coisas, e as masmorras, que são grandes zonas recheadas de corredores, puzzles, passagens secretas e muitos inimigos. Por vezes, a exploração das mesmas pode ser um pouco demorada e repetitiva dado que é preciso fazer muito “backtracking” e os inimigos não se mostram tímidos em aparecer.

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Para facilitar um pouco a tarefa, à semelhança de Etrian Odyssey, o ecrã inferior funciona como um mapa que podem preencher e marcar passagens, caminhos, zonas de interesse, baús de tesouro ou até a posição dos FOE, inimigos muito fortes que estão presentes no mapa e precisam de ser evitados nas primeiras horas de exploração de cada masmorra. Como não sõu grande fã de criar todo o mapa, fiquei contente por ter uma ferramenta que marcava o mapa em si e eu só tinha de assinalar pontos de interesse.

Outra coisa que surge directamente de Etrian Odyssey é a organização das equipas, havendo lugar para 5 ao mesmo tempo. Quanto mais personagens, maior é a estratégia, especialmente pela inclusão do Boost, uma vantagem que se activa quando dão dano crítico a um inimigo ou exploram as suas fraquezas, isto faz com que o custo do próximo ataque seja gratuito e a personagem ataque primeiro. Novidades como o Boost ou até as habilidade de líder em que podem dar prioridade a uma certa personagem são muito bem-vindas e fazem do combate de Persona Q: Shadow of the Labyrinth um desafio divertido. Mesmo que difícil.

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Em termos de Persona, o combate dá também importância às Wildcards, ou seja, em vez de poderem invocar vários Persona, podem adicionar um extra além do básico a cada personagem. Isto abre várias chances de personalização e atribuição de ataques especiais a personagens que costumam ter um só tipo elemental.

Se para alguns o visual mais chibi das personagens pode ser um entrave, eu digo que gosto bastante do aspecto e estilo de Persona Q: Shadow of the Labyrinth. O estilo encaixa perfeitamente na Nintendo 3DS e a arte está totalmente enquadrada no desenho de Persona 4 e Persona 3, o que vai agradar tanto a novatos como aos veteranos.

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No que toca a música, esta está em grande, com muitas composições clássicas de Shoji Meguro e algumas novas concebidas por outros músicos. Todas soam muito bem e estão com a qualidade exigida pelos fãs. Quanto às vozes, o jogo só inclui inglês, mas não se preocupem que o trabalho está muito bem feito, mesmo que algumas vozes originais se tenham perdido pelo caminho ao longo dos anos.

Em termos de duração, posso dizer que podem contar facilmente com muito mais de 50 horas de diversão (e ainda algumas extra adicionadas por frustração ao morrer depois de algum tempo sem gravar).

Vejam também a nossa vídeo-análise de Persona Q: Shadow of the Labyrinth!

Mesmo que não seja um novo jogo principal da série Persona, Persona Q: Shadow of the Labyrinth é um spin-off de grande qualidade e essencial para os fãs da série ou de RPG, por isso mesmo, é um dos melhores jogos do género que podem comprar este ano.

Positivo:

  • Grande utilização do universo Personapn-recomendado-ana
  • O estilo de Etrian Odyssey encaixa aqui que nem uma luva
  • Diálogos entre personagens de boa qualidade
  • Bons puzzles
  • Visual bem conseguido
  • Boa banda sonora e vozes

Negativo:

  • Impiedoso mesmo em Normal
  • Bastante backtracking
  • Grinding é praticamente obrigatório

placa excelente4

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flyergd

“Impiedoso mesmo em normal”… nice, é mesmo assim que ele se quer. Se fizerem port para a vita ou se eu por algum motivo arranjar uma 3DS este é logo must buy.

golden guy

este jogo ha em formato fisico na europa?

Roberto Silva

Haver há, mas tens de importar. Em Portugal só versão digital.

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